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Ricardo Gomes não aceita perder fora de campo

domingo - 15/novembro/2009

Ricardo Gomes não levanta a voz quando dá entrevista e dá impressão que é assim todo o dia.

Mas ontem após o jogo houve um tema que mereceu uma expressão mais forte por parte do técnico do São Paulo.

Com moral elevado pela liderança do Brasileiro, Ricardo avisou que não aceita perder fora de campo de jeito nenhum.

“Parece que o São Paulo está incomodando porque tem chance de ser tetra campeão. Outro dia no problema da mala do Barueri tentaram envolver o clube. Agora vem essa punição contra o estádio na última rodada. O São Paulo tem ganho no campo. Quando eu cheguei aqui estávamos lá atrás e ninguém mais falava do São Paulo no Campeonato. A nossa recuperação é digna e tem que ser respeitada. Não aceito que o Campeonato seja decidido fora do campo. Tem que ser no campo onde a coisa está bonita até agora”, declarou o treinador sãopaulino.

Rogério Ceni quando perguntado sobre o comentário de Gomes, disse que se estivesse no lugar dele falaria muito mais também, mas como jogador é preferível ficar calado para não ter que enfrentar o Tribunal, deixando claro seu descontentamento com alguns acontecimentos extra-campo.

Simon errou e deu a liderança para o São Paulo. O que dirá Rogério Ceni?

segunda-feira - 9/novembro/2009

Quando foi expulso contra o Santos, na Vila Belmiro, há duas semanas, o goleiro Rogério Ceni detonou Carlos Eugênio Simon.

Disse que o árbitro gaúcho o perseguia e que o tricolor devia tomar providências contra o mesmo.

Ontem, Carlos Eugênio Simon errou contra o Palmeiras que perdeu para o Fluminense, no Maracanã, 1 x 0.

Anulou um gol legal de Obina aos 28 do primeiro tempo.

Errou também ao dar o escanteio que originou o cruzamento para o gol de Obina. Não foi escanteio.

Simon acabou ajudando o São Paulo do perseguido Rogério Ceni, que pela primeira vez assumiu a liderança efetiva do Brasileiro.

E agora? Será que Rogério vai agradece-lo pela mãozinho ou ainda se sentirá perseguido?

É mais uma prova que Simon tem errado para todos os lados. Na Vila nem errou tanto, mas sobraram reclamações.

Ontem voltou a ser o velho Simon, que no entanto é tão prestigiado pela CBF, Conmebol e Fifa.

Além do gol de Obina, Simon teria que expulsar Alan, do Fluminense, por agressão ao lateral Armero já no fim do jogo.

Mas este lance na verdade não era todo seu. Era do bandeira Marcelo Bertanha Barison, também do Rio Grande do Sul, que estava de frente para a jogada e fingiu que não viu.

Desmentido na hora

sexta-feira - 30/outubro/2009

Pouco antes do jogo São Paulo 1 x 0 Internacional, na última quarta-feira, no Morumbi, o goleiro Rogério Ceni chegou ao estádio para prestigiar os seus companheiros.

Suspenso pela expulsão contra o Santos estava fora da partida.

Logo que desceu do carro eu perguntei: “E aí, já perdoou o Simon pela expulsão de domingo ou continua com a mesma opinião de que é perseguido por ele?”

“Não é questão de perdoar. Eu mantenho tudo o que disse”, respondeu Ceni.

E ainda acrescentou: “Antes de vir para cá, estava vendo o jogo Botafogo x Náutico e o Gaciba, que é um dos poucos juizes inteligentes do Rio Grande do Sul, numa jogada igual a de domingo não expulsou o goleiro”.

A ironia de Rogério contra Simon não durou nem um minuto.

Enquanto ele respondia à Jovem Pan, Leonardo Gaciba inventava um pênalti para o Botafogo e com esse pênalti o time carioca ganhou do Náutico e se safou da zona do rebaixamento.

Garanto que nenhum jogador do Náutico diria que Leonardo Gaciba é um dos árbitros mais inteligentes do Rio Grande do Sul, ao contrário, há protestos contra ele.

Acho até que os pernambucanos preferem Simon a Gaciba contrariando Rogério Ceni.

Isso só mostra que o Campeonato é um perde e ganha danado e isso envolve também a arbitragem que erra e acerta como os goleiros e os chamados jogadores de linha.

Não dá para perseguir a arbitragem só por um lance pontual.

Assim como não dá para deslustrar a carreira de uma lenda como Rogério Ceni, um dos melhores goleiros da história do futebol, só por um gol tomado.

Para o conhecimento dos internautas:

Tivemos um problema no redirecionamento do Blog do Quartarollo.

Muitos posts foram perdidos do dia 22 para cá, inclusive o que falava da vitória do Palmeiras contra o Goiás, 4 x 0, com o título “O Verdão voltou”.

Lamentamos e pedimos compreensão.

Foi falha nossa. Desculpem.

Rogério Ceni no ataque: “Povo devia ir ao Senado protestar contra a política brasileira”

quinta-feira - 27/agosto/2009

Hoje pela manhã fui ao CT da Barra Funda, casa do São Paulo F.C.

Rogério Ceni foi escalado para conversar com a imprensa e disse coisas interessantes sobre o jogo e país em que vivemos.

Quando lhe perguntaram sobre a intimidação de homens armados nos vestiários após a derrota da Portuguesa para o Vila Nova, na terça-feira, no Canindé, ele ampliou a resposta e falou também como cidadão.

Talvez tenha sido uma das melhores respostas da carreira de Rogério Ceni.

Ouça:

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Faltou tempo de bola para Ceni

segunda-feira - 24/agosto/2009

Ainda repercutindo a rodada de fim de semana do Brasileiro.

Houve um lance pouco comentado, mas que me chamou a atenção.

Não dá para falar tudo num post só.

Fica cansativo e muito longo.

Vi apenas por televisão e não na hora do jogo, mas achei que faltou o chamado tempo de bola para Rogério Ceni no gol do Atlético Paranaense.

Aquela bola normalmente ele chega no mínimo junto do atacante.

Se chegasse e trombasse com o atleticano o árbitro dificilmente daria falta.

E não era nenhum grande centro-avante, grandalhão, bom cabeceador.

Era Paulo Baier, misto de lateral,volante, meia e de vez em quando atacante, um autêntico peladeiro do futebol brasileiro.

Ele chegou antes do Rogério que demorou um pouquinho para se decidir e normalmente é uma bola defensável para um goleiro do nivel dele.

É claro que Baier veio embalado na corrida, já que armou toda a jogada desde o seu campo e a defesa sãopaulina também bobeou.

Na minha opinião Rogério em forma total não tomaria aquele gol.

Ele tem muito crédito e já salvou o São Paulo por muitas vezes e vai continuar salvando.

É um dos melhores goleiros que eu já vi jogar e esse Rogério que eu conheço não deixaria Baier cabecear aquela bola.

Pelo menos é o que eu acho.

Rogério Ceni, a volta da lenda

quarta-feira - 19/agosto/2009

Depois de meses sem poder atuar por conta de uma contusão grave no tornozelo, o capitão Rogério Ceni volta hoje ao São Paulo no jogo com o Fluminense.

Disse que não tem como não sentir um friozinho na barriga.

É normal para quem ficou tanto tempo fora esperando a volta com muita paciência e dedicação.

Rogério Ceni é um líder dentro e fora do campo.

Uma espécie de técnico do técnico.

Muitas vezes o time olha para ele e já sabe o que tem que fazer.

É também um elo de ligação não só com o treinador, mas também com a diretoria.

É um diretor sem pasta e que no futuro quer ser presidente do clube.

Rogério Ceni, assim como Marcos no Palmeiras, é uma figura em extinção no futebol.

É daqueles jogadores ligados eternamente a mesma camisa.

Toda a carreira foi construída ali, no Morumbi, com a camisa do São Paulo.

É um sãopaulino por excelência, assim como Marcos é um palmeirense de quatro costados.

É Rogério Ceni, do São Paulo. É Marcos, do Palmeiras.

Não dá para imaginar esses jogadores com outras camisas.

Hoje o capitão está de volta. O São Paulo fica mais completo.

Ganha liderança, soberania no gramado, um grande goleiro, um grande batedor de falta, um grande lançador de bolas e até um líbero.

Quando Rogério está em campo ele funciona também como um zagueiro atráz da zaga.

Isso fez falta ao São Paulo, que começa a preparar Denis para o futuro.

Mas ainda falta muito.

Rogério ainda deve jogar por muitos anos.

Sorte do São Paulo, sorte de quem gosta de futebol.

Rogério é daqueles jogadores que por muitos anos será comentado como uma lenda, um emblema do São Paulo.

É um prazer ve-lo jogar.

Isso vale para Marcos, no Palmeiras e para tantos outros jogadores que já vi na minha vida.

Isso é imperdível.

Rogério e Marcos. Sempre entre a alegria e a dor

segunda-feira - 17/agosto/2009

Rogério Ceni volta nesta quarta-feira contra o Fluminense na quarta-feira, no Morumbi.

Depois de muito tempo de recuperação de uma fratura no tornozelo, o principal jogador do São Paulo estará de volta.

No mesmo dia em que Rogério volta, do outro lado do muro o goleiro Marcos está contundido e por ironia também no tornozelo.

Com isso Rogério volta na quarta-feira e Marcos fica de fora depois de muito tempo.

Marcos há muito não se contundia e esta não é tão grave.

Menos mau para o futebol e para o Palmeiras.

Mas não joga em Curitiba, contra o Coritiba.

Rogério e Marcos se gostam, começaram a carreira praticamente juntos, foram para a Seleção juntos e se enfrentam há mais de uma década.

São dois pilares dos seus times e dois grandes da história de São Paulo e Palmeiras.

Eles vivem entre a alegria e a dor e faz muito tempo.

Seja bem-vindo de volta Rogério. Volte logo Marcos.

Washington quer carinho da torcida

segunda-feira - 10/agosto/2009

Washington voltou a fazer gol pelo São Paulo, mas saiu chateado com parte da torcida que o vaia a cada jogada.

O atacante não entende bem o que acontece, mas diz que um dia conquistará também o torcedor que é contra ele.

A verdade é que Washington faz gols.

Não faz em todos os jogos, mas é artilheiro.

Se coloca bem na área, oferece opção para a bola aérea e é perigoso para os zagueiros adversários.

Nos escanteios contra e a favor ajuda muito.

Mas não esperem de Washington nenhuma jogada genial.

Ele não é genial. É um centro-avante a antiga, um pivô, um jogador que faz a parede.

De vez em quando também consegue fazer bons passes e até tabela com os companheiros, mas esta não é a sua principal característica.

Muricy sempre gostou de jogar com um grandão fazendo o pivô a frente, por isso também Washington foi contratado.

Antes dele jogava Aloisio e até Lenílson chegou a ser escalado na função por causa da altura.

São as predileções dos técnicos.

Scolari também gostava de ter um pirolão na frente para resolver pelo alto.

O São Paulo viveu muito tempo do expediente da segunda bola.

Rogério Ceni quebrava no grandão da frente e os companheiros do meio-campo ficavam esperando a bola espirrada para reiniciar a jogada pertinho do gol adversário.

Muitas vezes deu certo, muitas vezes deu errado.

Quem tem Washington não pode ficar esperando jogadas de Careca, de Romário, de Mueller, de Ronaldo.

Isso ele nunca fará, mas estará lá sempre disposto a dividir todas com os zagueiros, abrirá espaços para os companheiros e jogará para o time.

Washington é daqueles atacantes que ou é o melhor em campo ou um dos piores.

Se ele não fizer gol, vão dizer que não serve para nada, mas quando fizer será o centro das atenções.

Essa é a vida do artilheiro nato, aquele que joga para o gol.

Washington ainda fará muitos gols pelo São Paulo, mas tropeçará ainda muito na bola.

Mas a cada tropeção terá mais uma motivação para se levantar e tentar de novo.

A vida do próprio jogador mostra que ele é um guerreiro.

E podem ter certeza, é também boa gente.

Tem se esforçado demais para se aproximar dos companheiros de ataque tentando demonstrar que há boa convivência entre eles, mesmo com a disputa pela posição.

Ontem foi substituído no segundo tempo e foi para o banco de reservas.

Mas fez questão de cumprimentar Borges pelo gol no apagar das luzes.

Assim Washington vai abrindo o caminho e tentando ser útil para o técnico Ricardo Gomes, que embora faça o time jogar com bola no chão, também não desperdiça uma bolinha por cima.

Foi assim que ele fez dois gols ontem contra o forte time do Goiás e ganhou o jogo no Morumbi.

Rogério Ceni prepara a volta

quinta-feira - 6/agosto/2009

Rogério Ceni fez um jogo treino hoje no CT da Barra Funda.

Fez 60 minutos, bateu dois pênaltis, acertou um e foi embora para o banho.

Ainda não será no próximo domingo que voltará ao time do São Paulo.

Havia esperança da torcida sãopaulina, mas não vai forçar a barra.

O garoto Denis está bem e o São Paulo está tranquilo nessa posição.

A presença de Rogério seria uma atração a mais no difícil jogo contra o Goiás.

A volta talvez só ocorra dia 19, no Morumbi, contra o Fluminense.

Voltaria perante a sua torcida e no seu estádio.

Antes disso, o São Paulo enfrentará o Goiás domingo e o Sport, no Recife, no 16.

Acho que Rogério não voltará ao gol sãopaulino na Ilha do Retiro.

Zé Luiz pede o fim dos muxoxos no São Paulo

quarta-feira - 17/junho/2009

Na ausência de Rogério Ceni como líder do time, coube a Zé Luiz, um dos mais experientes do elenco vir a público cobrar postura dos companheiros.

Chega de muxoxos. Não exatamente com estas palavras, mas este é o pedido de Zé Luiz.

Depois das reclamações e gestos públicos de Borges, Washington e até do reserva André Lima, era hora de alguém pedir mais discrição.

Muricy achou tudo normal. Ele gosta de jogador que não gosta da reserva.

É uma maneira de ver a situação.

Mas Zé Luiz ficou preocupado com o desrespeito dentro do grupo.

E principalmente com o treinador.