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Coisas do STJD

quarta-feira - 25/novembro/2009

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva conhecido pela sigla STJD tem coisas importantes a fazer nesta semana.

Vai julgar recurso do São Paulo, o líder do Campeonato Brasileiro, que pode influir nos dois jogos restantes da competição.

Borges, Jean e Dagoberto foram suspensos por três jogos pelas expulsões contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Em primeiro lugar o STJD não inventou as expulsões, elas aconteceram mesmo e foram merecidas.

Em segundo lugar o Tribunal considerou todas as faltas iguais e não foram.

Jean não merecia pena de três jogos. Se esperava um jogo já cumprido.

Dagoberto dois jogos e Borges uma pena maior por ter agredido o adversário.

No recurso o STJD deve corrigir as penas de Jean e Dagoberto. É o que espera o São Paulo e o que eu também espero.

O STJD puniu o São Paulo com a perda de mando de um jogo pela invasão de um torcedor na partida contra o Internacional.

Exagerou. O invasor foi detido e o São Paulo diz que o está processando na justiça comum.

Na mesma situação o STJD não puniu Atlético Mineiro e Flamengo e deve rever a pena amanhã, no Rio de Janeiro.

É o que o tribunal tem que fazer, é o que se espera dele.

O procurador Paulo Shimidt anunciou que vai indiciar os jogadores André Dias e Hugo que se desentenderam na partida São Paulo x Vitória, no Morumbi, sábado retrasado.

O árbitro Leandro Pedro Vuaden não considerou o desentendimento uma agressão e apenas deu cartão amarelo para os dois jogadores.

Ambos ficaram de fora contra o Botafogo porque receberam o terceiro amarelo, estavam pendurados.

O procurador também promete indiciar o árbitro Vuaden que deveria no entender dele ter dado vermelho aos dois atletas.

Eu também acho que André Dias e Hugo deviam ser expulsos pela confusão, mas a partir do momento que o árbitro deu amarelo não discutiria mais a situação. É preciosismo do Tribunal.

Se os jogadores forem punidos pelo STJD, Vuaden também tem que ser, pois foi ele quem não aplicou a regra.

Acho que pode acabar em pizza. Será mais um momento de holofote dos homens do STJD. Eles também gostam de manchete, gostam de aparecer. E os clubes e os jogadores dão motivo.

Não se deve pedir critérios iguais para árbitros diferentes

quinta-feira - 5/novembro/2009

Falta de Danilo em Jorge Henrique no jogo Palmeiras 2 x 2 Corinthians.

Punição: cartão amarelo ao zagueiro palmeirense dado pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

Falta de Dagoberto em Túlio no jogo Grêmio 1 x 1 São Paulo, em Porto Alegre.

Punição: cartão vermelho dado pelo árbitro Jailson Freitas para o atacante tricolor paulista.

Hoje as cobranças dos torcedores são assim: E aí, ninguém vai falar que o Dagoberto foi expulso e o Danilo não foi?

O torcedor, passional como tem que ser, cobra critérios iguais de árbitros diferentes.

Ficou claro que para Heber a falta de Danilo foi de cartão amarelo.

Talvez se fosse Jaílson, o zagueiro palmeirense recebesse o vermelho.

Também Dagoberto poderia receber amarelo se fosse Heber o árbitro, em Porto Alegre, levando-se em consideração a sua maneira de apitar.

Se querem critérios iguais da arbitragem é preciso tirar a palavra “interpretação” do texto da lei.

Enquanto a interpretação pertencer ao árbitro, o critério será de cada um.

Queira ou não o torcedor.

Heber e Jaílson tem critérios diferentes para coisas iguais.

Fazer o quê? É o que permite a regra.

São Paulo, um líder nervoso e faltoso.

quinta-feira - 5/novembro/2009

Não sei se o São Paulo vai ganhar o título brasileiro, mas com certeza não ganhará o troféu Fair Play do Campeonato.

Agora há pouco terminou o jogo com o Grêmio com três expulsos e demonstrando um nervosismo inexplicável para um time que estava assumindo a liderança provisória.

Já são 13 cartões vermelhos no Campeonato Brasileiro. Nesse ítem será campeão fácil, fácil.

Placar final: 1 x 1, num jogo chato, truncado, cheio de faltas e passes errados, principalmente no primeiro tempo.

O gol do Grêmio veio numa bola parada bem aproveitada por Rafael Marques.

O São Paulo empatou numa falha do lateral Thiego que deixou a bola passar para Dagoberto empatar.

Teve muita marcação, muita correria, mas faltou futebol.

No segundo tempo a coisa desandou e embora o Grêmio tentasse jogar o São Paulo mais se defendeu.

Talvez a proposta fosse o contra-ataque, mas ele não saiu.

Não houve praticamente perigo para os goleiros Victor e Rogério Ceni.

Borges entrou no lugar de Washington e ficou pouco mais de 14 minutos em campo.

Foi expulso por agressão. Já tinha amarelo e devia ser multado pelo São Paulo pela indisciplina.

Pouco depois foi a vez de Dagoberto perder a cabeça e cavar sua expulsão também.

Esse é outro que também merecia uma multinha da diretoria.

Quando o jogo já estava terminando, Jean também foi expulso.

Também já tinha amarelo, fez falta violenta, tomou o segundo e deixou o tricolor com 8 jogadores em campo.

O empate acabou sendo bom para o time do técnico Ricardo Gomes que pelo menos até o fim de semana será o líder do Campeonato Brasileiro com 59 pontos ganhos contra 58 do Palmeiras.

Mais uma vez a gangorra da liderança está presente. Se o Palmeiras vencer o Fluminense, ele reassume a ponta novamente.

O Grêmio vai poder reclamar de um suposto pênalti de Jean em Fábio Santos, no segundo tempo.

O lateral foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Jaílson de Freitas considerou jogada normal.

Valeu pelo ponto ganho e Ricardo Gomes agora terá um tempão para ajustar o time sem os três jogadores expulsos.

Além disso terá que melhorar a troca de passes e mandar o time atacar com mais inteligência e ousadia mesmo sem poder contar com Dagoberto e Borges.

Washington, que é titular e que não foi bem em Porto Alegre, terá nova companhia no jogo contra o Vitória daqui a 10 dias, no Morumbi.

Até lá o Palmeiras já terá jogado duas vezes. Domingo contra o Fluminense e na quarta-feira, dia 11, contra o Sport, no Palestra Itália.

Poderá livrar boa vantagem e passar uma pressão danada para o Morumbi.

O empate foi bom hoje, mas poderá ser um mau resultado dentro de alguns dias.

Tudo depende dos adversários que o perseguem. Se eles fizerem a sua parte, o tricolor terá que correr atrás de novo.

Para o Campeonato está ótimo. A disputa continua totalmente aberta.

São Paulo vai se reajustando

quinta-feira - 6/agosto/2009

Ricardo Gomes já conhece melhor o elenco e seus gritos a beira do gramado filtrados pelo microfone da Jovem Pan provam que o comedido treinador está mesmo no comando e é ouvido.

Ontem mexeu na equipe e ninguém chiou.

Hugo teve a sua chance e Junior César ficou no banco.

Washington tinha ficado fora de dois jogos por uma expulsão boba contra o Barueri, mas não perdeu a condição de titular.

Quando Borges o substituiu, entrou com muita vontade e teve participação boa no ataque sãopaulino.

O São Paulo venceu o Botafogo, 3 x 1, com autoridade.

A sua torcida gritou de novo o coro: ”O campeão voltou”.

Talvez seja cedo ou exagerado, mas o que o torcedor quer dizer é que pelo menos o time voltou a dar esperança e já dá para pagar para ver seus jogos.

Dagoberto fez gol de novo e de novo saiu fortalecido com a sequência de jogos.

Ele sabe que uma posição do ataque é dele. A outra está entre Washington e Borges.

Jorge Wagner também deu o tom no meio-campo e bateu o pênalti sofrido por Hugo, numa besteira do péssimo goleiro Castillo, como se fosse Ailton Lira nos bons tempos.

Lira batia no cantinho, juntinho a trave e não dava chance ao goleiro mesmo que ele adivinhasse o canto.

Jorge bateu tão justo que ainda tocou na trave, mas mesmo acertando o canto Castillo tomou o gol.

Washington foi quem deu assistência para Hugo no pênalti e fez o segundo gol depois de grande jogada do zagueiro André Dias.

Ao Botafogo, segundo o técnico Ney Franco, que admitiu que o empate já seria um grande resultado, só resta brigar para fugir das últimas posições e ver o que acontece mais a frente.

Dagoberto e mais dez

quarta-feira - 5/agosto/2009

A disputa no ataque do São Paulo está reduzida a Washington e Borges.

Dagoberto virou titular absoluto, embora ele diga que ainda não.

Jogador diz que está confiante e tem a confiança do treinador Ricardo Gomes.

Há pouco mais de um mês a presença de Dagoberto no time titular era discutível.

Ele sempre brigava por posição e muitas vezes perdia.

Hoje passou a ser jogador fundamental e os gols estão acontecendo em profusão.

Como é a vida do atleta, não?

De uma hora para outra tudo muda e ele se torna essencial.

Não deixa também de ser uma lição da própria vida.

É isso mesmo. As coisas mudam. Para pior ou para melhor, mas que mudam, mudam.

Haja confiança

domingo - 2/agosto/2009

Dagoberto disse após fazer dois gols contra o Grêmio no meio de semana, no Morumbi, que agora ele tem a confiança do treinador e por isso rende muito mais.

Foi aquela já comentada alfinetada no ex-técnico Muricy Ramalho.

Hoje no Barradão, em Salvador, Dagoberto fez o gol da vitória do São Paulo e decretou a primeira derrota do Vitória dentro de casa no Campeonato Brasileiro.

Não vi o jogo, mas vi o gol agora há pouquinho.

Foi um golaço de quem realmente está muito confiante e sabe que é titular do time.

Ponto para Ricardo Gomes.

Washington melhora o clima para Ricardo Gomes

domingo - 19/julho/2009

Sem marcar há 8 jogos, eis que Washington fez os gols da vitória do São Paulo, no Morumbi, 2 x 1, sobre o Santos, que continua em crise e perigosamente perto da zona do rebaixamento.

Sérginho Chulapa perdeu Kléber Pereira por contusão e perdeu também poder de fogo.

O engraçado no futebol é isso. Washington tão criticado salvou o treinador e o time todo no jogo do Morumbi fazendo a sua parte e o que todos esperam dele: Gols.

Dagoberto e Washington se entenderam bem e colocam um ponto de interrogação na cabeça do treinador Ricardo Gomes.

Borges deve voltar na próxima partida ou continua a dupla do clássico?

O próximo compromisso sãopaulino é contra o Internacional, no Beira Rio, na quarta-feira.

Jogo difícil e ainda mais contra um adversário mordido pela derrota no Gre-nal hoje por 2 x 1.

Outra novidade foi a presença de Bosco no lugar do garoto Dênis, que vinha jogando como titular do gol tricolor.

Pela primeira vez desde que chegou no Morumbi, Ricardo Gomes começa a semana respirando sem muitas dificuldades.

Já o Santos demonstrou que Vanderlei Luxemburgo terá muito trabalho pela frente.

O clube não tem dinheiro para grandes contratações e o elenco atual é no mínimo discutível.

Luxemburgo deve estrear na quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o Atlético Paranaense.

Muricy barra os intocáveis e ganha o jogo

domingo - 31/maio/2009

Agora nem Borges pode reclamar mais.

Muricy Ramalho barrou Hernanes e Jorge Wagner, antes intocáveis no time do São Paulo.

Com os dois no banco e a estréia do garoto Marlos, o São Paulo foi um time mais objetivo em campo.

Fez jogadas pelo meio e pelas pontas e os atacantes foram servidos.

Foi assim que começou a vitória por 3 x 0 sobre o bom Cruzeiro, de Belo Horizonte, adversário da hora na Libertadores da América.

Washington fez o primeiro gol num erro clamoroso, como diria Carsughi, da zaga cruzeirense.

A bola subiu duas vezes e os zagueiros perderam para Washington nas duas, mas ele fez falta em Henrique para fazer o gol.

O árbitro Evandro Rogério Roman não viu e ninguém do Cruzeiro reclamou.

Borges fez o segundo gol depois de bela jogada de Marlos pela direita sobre Henrique e o toque sutil para Zé Luiz fazer o cruzamento.

Borges apareceu rápido e depois comemorou como se fosse a primeira vez.

Comemorou só com a torcida, mas deveria dar uma passadinha no banco para também abraçar o técnico Muricy Ramalho, que mesmo com as críticas de meio de semana o colocou como titular.

A atitude de Muricy privilegiou o time e não o seu próprio ego.

Dagoberto fez o terceiro gol numa excelente reposição de bola do goleiro Denis.

Assim o São Paulo venceu o Cruzeiro e conseguiu a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro.

Foi ótima também a promoção da diretoria do São Paulo trocando ingresso por um kilo de arroz ou feijão.

O Morumbi recebeu mais gente do que se esperava e o time sentiu o calor de mais de 50 mil torcedores no estádio.

O nordeste tão sofrido com a seca, mas agora com regiões alagadas, também sentiu o calor da ação sãopaulina.

Vai receber os alimentos doados pela torcida tricolor.

Torcida tem que agradecer o mal amado Dagoberto

quinta-feira - 23/abril/2009

Não fosse Dagoberto e o São Paulo estaria classificado com uma campanha bem ruinzinha no Grupo 4, da Libertadores. Ele fez dois gols na vitória de virada sobre o América, de Cali, 2 x 1, no Morumbi, um totalmente sem querer, mas querendo ou não a torcida que pega no seu pé tem muito que lhe agradecer por ontem.

Dagoberto nunca conseguiu ser no São Paulo o que foi no seu início de carreira no Atlético Paranaense. Talvez por ter tido uma contusão gravíssima quando começava a voar como grande jogador do futebol nacional. Brigou com o Atlético, forçou sua vinda para o tricolor, ganhou e perdeu na justiça e finalmente se apresentou.

Nunca se firmou, mas tem sido útil ao técnico Muricy Ramalho. No Brasileiro do ano passado, do meio para frente, fez uma ótima dupla com Borges e ajudou demais taticamente. Teve que mudar sua maneira de jogar para se adaptar ao São Paulo. Os dribles e os gols da época de Paraná, minguaram. Ontem os gols voltaram e ajudaram a melhorar a campanha do São Paulo, na Libertadores.

São Paulo se classifica com sofrimento

sexta-feira - 10/abril/2009

O primeiro tempo do São Paulo foi muito ruim. Dominado e errando muitos passes não chegou ao gol do Defensor e o 1 x 0 foi justo. A falha de Rogério Ceni só é perdoável por se tratar do goleiro que é. Ele tem muito crédito.

Há muito tempo não via Rogério falhar desse jeito. A bola levantada em direção ao gol por Diego de Souza, o melhor jogador do time uruguaio, era para ser socada pelo goleiro e ele tentou agarra-la. Quando viu já estava quase dentro do gol e para se desvencilhar de Diego Ferreira que vinha em busca de um possível rebote, tentou dribla-lo com as mãos, mas deu um passo atrás da linha fatal. Gol contra dele mesmo. É assim que o árbitro deveria registrar na súmula. Gol contra de Rogério Ceni.

O segundo tempo foi melhor. O São Paulo abriu o turbo e pressionou o Defensor que resolveu defender o placar e se perdeu todo. Tomou duas bolas na trave e mais dois gols de Borges que sempre salva o tricolor.

Não é à tôa que Rogério Ceni assim que terminou o jogo presenteou Borges com a sua camisa. Era na verdade um agradecimento. Ele salvou a pele do capitão do São Paulo com os dois gols.

Com a vitória o São Paulo já está matematicamente classificado para as oitavas de final da Libertadores e pode até se dar ao luxo de jogar com time misto quinta-feira próxima, em Medellin, contra o Independiente.

Outro destaque do jogo foi Dagoberto. Tecnicamente ele continua errando muito e bem abaixo do que se espera, mas quando entrou incendiou o jogo, enervou os uruguaios, cavou a expulsão de Diego de Souza e deu dinamismo para o ataque sãopaulino. Hoje a sua entrada foi providencial para a virada, embora não fazendo gols.