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As decepções palmeirenses

quinta-feira - 19/novembro/2009

Nas últimas 24 horas estive ao lado do Palmeiras para o jogo em Porto Alegre que decidiu o fim do sonho da temporada 2009.

Palmeiras tem chances matemáticas de ser campeão, mas sabe que não vai ser.

Sabe que São Paulo e Flamengo disputam o título e ele terá que correr atrás de uma vaga da Libertadores da América nos jogos contra Atlético Mineiro e Botafogo.

Se vencer o Atlético, precisará de no mínimo mais um ponto contra o Botafogo.

Se não vencer o Galo, correrá mais risco ainda mesmo que vença o Botafogo, pois o time mineiro é concorrente direto à vaga.

A diretoria do Palmeiras segurou jogadores que poderia negociar, pagou em dia o tempo todo, deu retaguarda ao elenco e à Comissão Técnica e está tentando entender o que deu errado.

A campanha do segundo turno é digna de rebaixamento. Foi muito parecida com a do Fluminense no primeiro turno.

Não há explicação plausível para uma equipe que em 9 jogos só consegue ganhar 6 pontos.

A contusão de Cleiton Xavier é um complicador a ser analisado, mas outros jogadores caíram demais de rendimento.

Até o rendimento físico tem que ser questionado. Não é a primeira temporada que o Palmeiras chega no bagaço no fim do ano.

O destempero verbal do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo colocado como motivador do desentendimento entre Obina e Maurício Santos, foi um caso pontual de duas rodadas atrás e o time vem mal há mais tempo que isto.

Há algumas atuações que estão sendo analisadas no Palestra Itália. Alguns deram conta do recado.

Marcos; Figueroa, que deve ser contratado em definitivo; Danilo, idem; Pierre, sempre a velha garra e teve problema de contusão grave num momento importante; Cleiton Xavier, que deu o tom enquanto estava inteiro e mais quem?

O zagueiro Maurício Ramos também fez a sua parte enquanto esteve em campo. Está contundido há um bom tempo.

Diego Souza nem sempre foi o jogador desequilibrante, principalmente nesta reta final de Campeonato. Ontem no Olímpico até que jogou bem, mas foi numa noite terrível para o time todo.

Vágner Love chegou e não foi o mesmo jogador de antes. Acusado de baladeiro, nunca foi o atacante que o Palmeiras precisou para resolver.

Nos primeiros jogos se movimentava, fez gols e quando não jogava bem a justificativa era a readaptação, mas essa época já passou e ele caiu junto com o time.

Chegou ao ponto de ser reserva de Obina e Ortigoza nesse jogo contra o Grêmio.

Muricy Ramalho também acaba ficando em situação difícil. Pegou o barco navegando em águas calmas e terminou num tsunami. Teria escolhido a rota errada?

Faltou comando? Faltou apoio? Faltou atitude? O que faltou? Isso é o que a diretoria palmeirense quer saber, pois ela também está sendo cobrada pela torcida.

Hoje enquanto esperava para voltar para casa com vários voos atrasados no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, Gilberto Cipullo dizia que a diretoria fez tudo o que foi pedido e o que pôde para que o time andasse em campo.

Não havia nem problema de relacionamento no grupo, segundo ele. Os dois jogadores que brigaram e foram afastados eram amigos e nunca tiveram problema disciplinar.

De repente tudo desandou e o Palmeiras quer se entender. Parece mesmo que ainda não sabe o que aconteceu.

O maior trabalho nos próximos dias é lembrar que a temporada ainda não está totalmente perdida e que há dois jogos em pauta que podem levar o time para a Libertadores.

Se Muricy e sua turma se lembrarem disso, o Palmeiras pode terminar o ano respirando um pouco melhor, apesar de tudo.

Desta vez o STJD só cumpriu o seu dever

terça-feira - 17/novembro/2009

Os jogadores Marcos e Danilo estarão em campo amanhã contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Foram julgados no STJD e absolvidos. Dessa vez os juizes não quiseram ser árbitros e nem tomar o lugar destes.

Marcos foi expulso por ter cometido um pênalti em Jorge Henrique numa falta normal de jogo. Tinha que ser absolvido mesmo.

Danilo não foi expulso por entrada no mesmo Jorge Henrique logo após a expulsão do goleiro. Recebeu apenas amarelo.

Através das imagens da TV a procuradoria o indiciou num artigo pesado entendendo que a falta era para vermelho.

Só que o árbitro Heber Roberto Lopes não entendeu assim e não expulsou o zagueiro.

Se não expulsou e levou só o amarelo, vale a decisão do árbitro. Ele também naquele átimo se transforma num julgador e sua decisão tem que ser respeitada.

Ainda bem que o STJD entendeu assim e absolveu Danilo e não estou entrando no mérito se ele merecia ou não ter sido expulso. Só estou dizendo que a decisão do árbitro é soberana dentro do jogo.

Hoje, por exemplo, será julgado Alan, atacante do Fluminense, que agrediu Armero, do Palmeiras.

O árbitro Carlos Eugênio Simon não viu e o bandeira que estava olhando para o lance fez vistas grossas.

Alan foi indiciado pelas imagens também. A agressão não aparece na súmula e nem foi punida pelo árbitro.

Quando é um lance isolado de agressão que só a TV pega, talvez o STJD tenha direito de intervir, mas só nesse caso e ainda assim acho discutível.

Sábado no entrevero envolvendo André Dias e Hugo, que podem ser indiciados pelas imagens, ambos receberam cartão amarelo do árbitro Leandro Pedro Vuaden e acabou.

Vuaden assistiu a tudo tranquilamente e quando todos acharam que ia deixar passar em branco foi lá e deu amarelo para os dois. Ele entendeu que isso bastava.

Acho que os dois mereciam vermelho, mas eu não era e não sou o árbitro. Vuaden analisou a situação a sua maneira e julgou que um amarelo estava bem.

O STJD não tem que corrigir a arbitragem punindo o jogador. Deveria corrigir a arbitragem punindo o árbitro que deixou de aplicar a regra ou que foi mediador quando não poderia ser.

Mas eles também teriam chance de defesa para se explicar porque decidiram desta ou daquela forma.

Se Danilo fosse suspenso ontem e se os jogadores do São Paulo vierem a ser suspensos futuramente, os árbitros Heber Roberto Lopes e Leandro Pedro Vuaden também teriam que ser julgados e reciclados pela Comissão de Arbitragem da CBF.

O STJD tem que se ater a súmula e não querer apitar jogos que já foram apitados.

Quanto menos o Tribunal mexer no Campeonato melhor para todos. Não pode deixar no ar que está beneficiando ou prejudicando este ou aquele clube.

O STJD não tem que extrapolar das suas funções. E arbitragem não é uma delas. Só isso.

Sport quer ganhar do Palmeiras no STJD

sexta-feira - 13/novembro/2009

Conversei agora há pouco com o vice-presidente jurídico do Sport Clube do Recife, Dr. Eduardo Carvalho, que confirmou que hoje à tarde entra no STJD pedindo a confirmação da vitória sobre o Palmeiras na última quarta-feira, no Palestra Itália.

O jogo terminou 2 x 2, mas o árbitro apitou impedimento de Danilo antes do segundo gol do Palmeiras. Impedimento, que diga-se, não havia.

O Sport alega que com o apito do árbitro, o gol se tornou ilegal e quer o encerramento da partida aos 39 do segundo tempo com o placar de 2 x 1 que lhe era favorável.

O Sport entende que não deve haver a anulação do jogo porque também estaria se anulando os dois gols que fez licitamente.

Ao contrário do vice de comunicação do Sport, José Alves Sobrinho, Dr. Eduardo Carvalho não pensa em ir à justiça comum para paralisar o Campeonato Brasileiro.

“O Sport não pretende prejudicar nenhum co-irmão. Não há intenção nenhuma de sair do âmbito da justiça desportiva. A paralisação do Campeonato pode até acontecer, mas não por obra do Sport. Pode ocorrer se um terceiro interessado se sentir prejudicado na disputa pelo título com o Palmeiras. Mas essa não é nossa intenção”, garantiu o dirigente pernambucano.

Julgamentos no STJD. O Palmeiras tem razão

quinta-feira - 12/novembro/2009

O Palmeiras reclama do indiciamento do goleiro Marcos e do zagueiro Danilo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Ambos foram incursos no artigo 254 do CBDF (Código Brasileiro Disciplinar de Futebol), por motivo de jogo violento que prevê pena de 2 a 6 jogos de suspensão.

Marcos foi expulso por fazer pênalti em Jorge Henrique, mas não foi violento. Já cumpriu uma partida e se pegar dois jogos só terá mais um a cumprir.

Já Danilo não foi expulso pelo árbitro Heber Roberto Lopes, só recebeu amarelo por falta no mesmo Jorge Henrique.

Foi indiciado pelas imagens de televisão e também pode pegar de 2 a 6 jogos de suspensão.

O STJD não informou se o árbitro que deu amarelo quando no entender do procurador deveria dar vermelho, também será julgado.

A reclamação do Palmeiras é que Rogério Ceni, goleiro do São Paulo, foi expulso contra o Santos e foi enquadrado na época no artigo 250, jogo desleal, que prevê pena de 1 a 3 jogos de suspensão.

Pegou apenas um jogo já cumprido e joga normalmente contra o Vitória, sábado, às 19h30, no Morumbi.

A jogada de Rogério foi mais forte que a de Marcos e o relator entendeu que foi mais amena.

O Palmeiras tem razão em reclamar. Marcos deveria ter sido enquadrado também no 250.

Danilo ainda cabe no 254, mas Marcos não.

Será represália do Tribunal pela denúncia do presidente Belluzzo que divulgou a informação de que no julgamento de Vagner Love as suas tranças verdes pesaram na pena?

O juiz Rodrigo Fux,  brincando ou não, teria dito que a pena poderia ser diferente se as tranças fossem rubro-negras, as cores do seu time de coração.

O STJD é fanfarrão há muito tempo.

Eu continuo sem enteder porque várias pessoas tão bem formadas na vida e sem tempo para nada, se reunem para julgar indisciplinas do Campeonato Brasileiro em dois ou três dias por semana.

E tudo isso de graça. Sem ganhar nada. Por que será, não? O que eles recebem em troca de tanto desgaste?

Empate no apito dá liderança provisória ao Palmeiras e rebaixa o Sport

quinta-feira - 12/novembro/2009

Foi literalmente no apito. A frase tão peculiar no futebol apareceu por inteiro ontem no fim do jogo, no Palestra Itália, no empate de 2 x 2 entre Palmeiras e Sport Recife.

O time da casa perdia por 2 x 1, quando aos 39 do segundo tempo a bola sobra para Armero na entrada da área e ele toca por cima para Danilo.

Parecia que o zagueiro estava em impedimento, mas não estava. Elder Granja lhe dava condições.

O problema é que o árbitro Elmo Alves Resende Cunha, de Goiás, apitou e a defesa do Sport parou. O goleiro Magrão nem foi para a bola.

Todo mundo que estava atrás do gol sem fone de ouvido ouviu o apito do árbitro. O companheiro Wanderley Nogueira fala na hora.

Há uma gravação da Jovem Pan, que tem microfone atrás do gol que também mostra o apito. E não foi um só, foram dois.

O árbitro da partida nega que tenha apitado ou paralisado a jogada, mas foi o que aconteceu. O bandeira Fabrício Vilarinho deu uma corridinha para o meio-campo e parou na metade do caminho.

O Palmeiras até merecia o empate pela luta do segundo tempo, mas tudo foi muito estranho.

O Sport protestou veementemente pelo lance. Não dá para falar que o árbitro prejudicou o time pernambucano, ele já estava rebaixado, se houve alguma ação de ajuda foi para o Palmeiras.

Os pernambucanos dizem que valeu a bronca de Belluzzo na arbitragem. Elmo veio assustado para o jogo.

O time de Muricy de novo jogou muito mal e só mereceu o empate por causa da vontade do segundo tempo.

Chegou a estar perdendo por 2 x 0 no primeiro tempo e reagiu.

O Palmeiras agora é líder provisório do Brasileiro com 59 pontos ganhos.

Empata com o São Paulo em pontos e vitórias, mas tem melhor saldo de gols.

Vai depender do jogo São Paulo x Vitória, sábado às 19h30, no Morumbi, para manter a liderança.

O torcedor alvi-verde continua desconfiado e começa a pressionar também Muricy, que admite o mal momento da equipe.

O treinador mesmo em casa começou o jogo com três volantes contra o lanterna do Campeonato.

Sandro Silva, Souza e Edmílson. É homem de marcação demais para quem precisa ganhar a partida.

No intervalo, Muricy sacou Souza e Sandro Silva colocando Deivid Sacony que fez o primeiro gol e é meia, e Pierre, um verdadeiro volante na cabeça de área.

Marcos criticou mais uma vez a falta de personalidade da equipe e disse que o título ficou mais longe apesar de chegar também aos mesmos 59 pontos do São Paulo.

Na saída do estádio alguns jogadores palmeirenses foram hostilizados pela torcida e o presidente da Mancha Alvi-verde, que anda livremente nas dependências de Palestra Itália, fazia ameaças a todo mundo.

Não confudam com Paulo Serdan, o da palestra de Atibaia. É outro.

Mais surreal ainda. Enquanto gritava e ameaçava era protegido por seguranças do Palmeiras que o circundavam. 

O digníssimo presidente dizia que ninguém podia por a mão nele. E não puseram.

O Palmeiras tem todas as condições para ser campeão embora não dependa mais só dele.

O problema é que não tem jogado um futebol para chegar ao título.

Em alguns momentos o time chega a ser ridículo. Está afobado demais e se perdendo em coisas simples como jogar futebol.

Muricy alega que perdeu jogadores importantes como Cleiton Xavier, que era seu homem de ligação, mas dos últimos 24 pontos disputados só ganhou seis e alguns com muita dificuldade.

Hoje o Palmeiras, mais do que nunca, vive da ligação direta da defesa para o ataque e da bola parada de Figueroa.

Quando está pressionado o Palmeiras tenta empurrar o adversário para dentro de sua área de qualquer jeito, como se jogasse futebol americano.

Vale dizer que o Sport teve o zagueiro Durval expulso aos 23 do segundo tempo, mais um fato para reclamação do time do Recife, ficou com dez e mesmo assim o Palmeiras quase perdeu o jogo.

Dessa vez o apito fez a diferença e ainda não se sabe se haverá ou não coletiva de Luiz Gonzaga Belluzzo para falar do caso.

Ao mesmo tempo, Gilberto Cipullo, vice-presidente do clube, se manifestou antes do jogo contra o STJD que indiciou o goleiro Marcos em artigo diferente ao de Rogério Ceni, expulso contra o Santos, e que só tomou um jogo.

A jogada de Ceni foi mais violenta, pelo menos plasticamente, que a de Marcos e ele entrou num artigo mais brando.

Marcos pode pegar no mínimo dois jogos de suspensão por uma falta normal contra Jorge Henrique no pênalti cometido em Presidente Prudente.

Quem é o mentiroso? Simon ou Obina?

terça-feira - 10/novembro/2009

Carlos Eugênio Simon disse que Obina confessou aos seus auxiliares no intervalo de jogo que tinha feito falta em Maicon antes de fazer o gol, no Maracanã.

O árbitro jura que apitou a falta antes de Obina tocar na bola e manda-la para as redes.

Obina desmentiu Simon. “É pura mentira. Em nenhum momento afirmei isso. Só fui reclamar do gol anulado, falei com ele que foi legal. No momento do lance, fiquei alguns segundos parado sozinho e, depois, o Maicon chega e  me agarra”

Pelo menos Obina confirma que Simon lhe deu a mesma versão no campo. A de que tinha apitado a falta antes dele tocar a bola para o gol.

“Ele disse que eu o ferrei com o gol. Que já tinha apitado antes”, diz Obina.

O auxiliar Marcelo Barison confirma a versão de Simon e Obina garante que também tem sua testemunha.

É Danilo, zagueiro do Palmeiras, que na volta do primeiro tempo foi junto com o atacante falar com o trio de arbitragem para reclamar mais uma vez da anulação do gol.

Tem um mentiroso nessa história. Quem será?

Não se deve pedir critérios iguais para árbitros diferentes

quinta-feira - 5/novembro/2009

Falta de Danilo em Jorge Henrique no jogo Palmeiras 2 x 2 Corinthians.

Punição: cartão amarelo ao zagueiro palmeirense dado pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

Falta de Dagoberto em Túlio no jogo Grêmio 1 x 1 São Paulo, em Porto Alegre.

Punição: cartão vermelho dado pelo árbitro Jailson Freitas para o atacante tricolor paulista.

Hoje as cobranças dos torcedores são assim: E aí, ninguém vai falar que o Dagoberto foi expulso e o Danilo não foi?

O torcedor, passional como tem que ser, cobra critérios iguais de árbitros diferentes.

Ficou claro que para Heber a falta de Danilo foi de cartão amarelo.

Talvez se fosse Jaílson, o zagueiro palmeirense recebesse o vermelho.

Também Dagoberto poderia receber amarelo se fosse Heber o árbitro, em Porto Alegre, levando-se em consideração a sua maneira de apitar.

Se querem critérios iguais da arbitragem é preciso tirar a palavra “interpretação” do texto da lei.

Enquanto a interpretação pertencer ao árbitro, o critério será de cada um.

Queira ou não o torcedor.

Heber e Jaílson tem critérios diferentes para coisas iguais.

Fazer o quê? É o que permite a regra.

Zagueiros do Palmeiras garantem a liderança

domingo - 1/novembro/2009

Direto de Presidente Prudente:

Corinthians esteve na frente do marcador duas vezes e não conseguiu quebrar o tabu que vem desde 2007 sem vencer o Palmeiras.

Placar final foi 2 x 2, num jogo prejudicado pelo forte calor de Presidente Prudente.

Pouco mais de 18 mil espectadores foram ao estádio.

Um público que caberia com sobras no Parque Antártica.

Houve majoração do preço do ingresso, mas isto também podia acontecer no Parque.

A renda foi dividida. Ficou claro que não é muito criativo fazer três clássicos com os mesmos times numa só cidade.

A cidade de São Paulo que é a sede dos dois times não assistiu  Corinthians x Palmeiras nesta temporada.

É hora dos dirigentes também se lembrarem disso.

Também está na hora de pedir o remanejamento do ínicio do jogo por causa do horário de verão.

É um crime contra o futebol jogar às 15 horas de antes, 16 de hoje, no horário de verão.

Dentro de campo foi um jogo disputado e em alguns momentos bastante lento por causa do clima.

Ronaldo se arrastou os 90 minutos, mas Ronaldo se arrastando ainda assim é um jogador desequilibrante.

Bateu bem o pênalti que abriu a contagem para o Corinthians.

Defederico enfiou uma bola bonita para Jorge Henrique, um dos melhores em campo, e Marcos  foi obrigado a fazer o pênalti.

Foi expulso na sequência e não reclamou. Disse no microfone Jovem Pan que a expulsão foi justa, ao contrário de Rogério Ceni, na Vila Belmiro, no domingo passado.

Aí Muricy poderia ter feito coisa melhor para acertar a equipe com apenas 10 jogadores em campo.

Tirou Obina, que eu não tiraria, para a entrada de Bruno no gol.

Na volta do intervalo consertou o erro anterior. Tirou Marcão e colocou Marquinhos.

Já poderia ter feito isto para colocar Bruno e manteria a dupla Obina, que tem sorte e história contra o Corinhians, e Vagner Love.

O Palmeiras empatou no segundo tempo com um gol de cabeça de Danilo, na bola parada de Figueroa.

O Corinthians passou a frente fazendo 2 x 1 numa ótima enfiada de Defederico para Ronaldo, que driblou Bruno com os olhos e com o corpo e fez um bonito gol.

Maurício Nascimento empatou o jogo em 2 x 2 em mais uma bola parada de Figueroa.

A bola de Figueroa passou a ser tão importante para Muricy como era a de Jorge Wagner, no São Paulo, no passado.

Maurício fez o seu primeiro gol como profissional e ofereceu a sua mãe, dona Luzia, que criou a ele e mais quatro irmãos abandonados pelo pai.

Pai que agora quer reaparecer para tirar uma cascaquinha da carreira do filho, segundo o próprio Maurício disse à Jovem Pan após o jogo enquanto se emocionava ouvindo o seu gol.

O Corinthians saiu reclamando de Heber Roberto Lopes por não expulsar Danilo, que logo após a expulsão de Marcos, fez uma falta violenta em Jorge Henrique, o jogador que mais apanhou em campo.

Lopes disse que não viu falta para vermelho e deu apenas amarelo.

Danilo admitiu que a falta foi violenta.

Mano Menezes disse que com Heber no apito percebeu que não ganharia o jogo e que merecia melhor sorte.

Aí foi a vez de Muricy responder: “Conseguimos os gols em duas jogadas treinadas por nós e não acho injusto o resultado. Eu poderia reclamar da expulsão do Marcos, mas não vou reclamar. Também poderia dizer que ele deveria dar cartão para o Dentinho que simulou um pênalti no segundo tempo e não deu”.

Nessa jogada do Dentinho com Armero, eu atrás do gol achei que ele tinha sido tocado, mas na hora a televisão mostrou que o árbitro acertou.

Errei eu e acertou em cheio Heber Roberto Lopes, que na verdade fez uma boa arbitragem. Teve erros passáveis.

Zagueiros Danilo e Maurício Nascimento disseram ainda no gramado que jogadores corintianos afirmavam que iam tirar a liderança do Palmeiras e quando estava 1 x 0, sorriam e diziam: “já, já vamos fazer o segundo gol e acabar com isso”.

Eles afirmaram de cabeça erguida: “Parece que não deu certo. Empatamos e continuamos na liderança”, sem querer dar os nomes de quem fez a provocação, que cá entre nós, também é normal no futebol.

Palmeiras agora tem 58 pontos ganhos e mantém a liderança do Brasileiro, mas tem a companhia do São Paulo F.C..

Ambos tem a mesma campanha e o Palmeiras é lider por saldo de gols. São apenas três gols (15 x 12 de saldo) que dão a liderança ao time de Muricy Ramalho.

É importante ser líder, mas a diferança diminuiu muito e Muricy já avisou que não existe campeão sem sofrimento. O Palmeiras que vá aprendendo.

Nos 5 jogos que faltam para o fim do Campeonato, o Palmeiras enfrentará Fluminense, no Rio;  Sport, no Palestra; Grêmio, no Olímpico; Atlético MG, no Palestra e encerra no Rio de Janeiro contra o Botafogo.

São jogos contra equipes que lutam para não cair e terá pela frente o Atlético que neste momento está a apenas dois pontos da liderança.

Já o São Paulo terá o Grêmio, em Porto Alegre; Vitória, no Morumbi; Botafogo, no Rio; Goiás, em Goiânia e Sport, no Morumbi.

Não tem confronto direto pelas primeiras posições.

Palmeirenses dizem que estão a sete vitórias do título

sábado - 26/setembro/2009

Palmeiras sofreu para ganhar do Atlético Paranaense agora há pouco, no Palestra Itália.

Foi um 2 x 1 sofrido, mas de grande valia para o líder do Campeonato.

Era o jogo para livrar seis pontos do São Paulo e agora descansa tranquilamente no domingo enquanto os perseguidores se esfolam em seus jogos.

O Palmeiras fez a sua obrigação. Muricy Ramalho teve problemas para montar o time e a ausência de Cleiton Xavier foi muito sentida.

Já dava para prever mesmo que a bola não chegaria tão redonda no ataque.

A boa surpresa foi o ala Figueroa que fez o primeiro gol, bateu o escanteio para o segundo do zagueiro Danilo e mostrou personalidade e categoria o tempo todo.

Já contra o Cruzeiro em Belo Horizonte tinha entrado bem no lugar do então contundido Wendel.

Muricy disse que conta com Figueroa para os próximos jogos.

Isso quer dizer que ele ganhou espaço no elenco palmeirense.

Em cima da hora o Palmeiras resolveu botar Danilo para jogar assumindo a multa contratual que tinha no empréstimo com o Atlético Paranaense.

Por cláusula contratual Danilo não podia jogar a não ser que houvesse pagamento da multa.

O Palmeiras preferiu assumir a multa de 100 mil reais que serão acrescidos no fim do ano quando o clube fará valer o seu direito de compra dos direitos econômicos do atleta.

Foi uma boa sacada da diretoria e ajudou demais Muricy Ramalho.

Danilo participou do gol de Figueroa fazendo o levantamento para a área, fez o segundo gol, evitou o gol de empate do Atlético numa jogada de Paulo Baier e foi um dos melhores em campo.

Saiu aplaudido, esbanjando confiança e esperando ser campeão e contratado em definitivo em dezembro.

A decisão se mostrou mais acertada quando ainda no primeiro tempo o zagueiro Maurício Ramos saiu contundido com problema no pubis e deve ficar de 20 a 30 dias fora do futebol.

Time virou o primeiro tempo vencendo por 1 x 0 e sofreu muito na segunda etapa.

O Atlético comandou as ações e conseguiu empatar.

Só não fez mais gols porque São Marcos do Palestra Itália ressurgiu em grande forma e parou o Furacão com as mãos.

Diego Souza, que era a grande esperança, não fez uma grande partida, mas pelo menos chamou a atenção da marcação atleticana.

Na saída do gramado o goleiro Marcos disse na Jovem Pan que pelas contas dos jogadores, o Palmeiras precisava de mais oito vitórias após o jogo com o Cruzeiro para ser campeão.

A conta era simples: oito vitórias em treze jogos.

Como venceu hoje, o Palmeiras precisa de mais sete vitórias para ser campeão brasileiro, segundo os palmeirenses.

O técnico Muricy Ramalho não faz a conta dessa forma.

Ele diz que sua conta particular é a cada jogo e que não vai fugir disso.

O que vale agora é o clássico com o Santos, na Vila Belmiro, dia 4 de outubro.

Até lá, Muricy deixa as contas para os matemáticos, os quais ironiza toda vez que pode: “No ano passado uns matemáticos aí disseram que meu time tinha 1% de chance de ser campeão. Acho que erraram por muito”

É verdade. O São Paulo foi tricampeão brasileiro e Muricy joga isso na cara dos matemáticos de plantão.

Palmeiras precisa melhorar muito para ser campeão

domingo - 13/setembro/2009

Direto de Salvador:

O Palmeiras precisa melhorar muito para ser campeão brasileiro.

O time tinha acabado de ser derrotado merecidamente pelo Vitória, no Barradão, 3 x 2, e essa era a frase corrente entre os próprios jogadores e o técnico Muricy Ramalho.

Foi uma tarde ruim para o time e muito infeliz para Marcos, o grande Marcos, e Edmílson, os mais campeões e experientes da equipe.

Se o Vitória tivesse um pouquinho mais de capricho teria feito uma goleada já no primeiro tempo.

Chances não faltaram e bobeadas palmeirenses também não.

Marcos falhou no primeiro gol embora tenha dito que a cobrança sempre boa de Ramon tenha sido culpada pelo que aconteceu se eximindo um pouco do erro.

Marcos socou a bola da cobrança de falta contra a cabeça de Ueliton e deu o gol de graça para o Vitória.

O Palmeiras teve a sorte de achar o empate com Robert, que entrara no lugar de Obina contundido, ainda no primeiro tempo.

Aliás Robert foi dos poucos que escaparam do mau futebol do Barradão.

Ele e Armero que fez tudo o que podia para evitar a derrota.

Vagner Love não mexeu na bola. Foi totalmente dominado pela zaga baiana.

Neto Berola fez o segundo gol baiano e Dirley fez o terceiro.

Derley deixou o futebol português onde fez muito sucesso e estava estreando no clube baiano.

Entrou e marcou mostrando oportunismo.

Robert ainda descontou para o Palmeiras, mas não deu tempo de empatar.

O zagueiro Danilo disse na Jovem Pan que essa já é a segunda partida que o time vai mal e precisa reagir o quanto antes se quiser ser campeão.

Marcos nada quis comentar alegando que amanhã tudo o que falasse viraria manchete.

Só disse uma frase quando o informei que tinha terminado o jogo Inter 2 x 3 Cruzeiro, no Beira Rio.

“Vence quem merece vencer. Aqui e lá”, disse São Marcos do Palestra que hoje esteve mais para um simples mortal.

Esse tem muito crédito e não dá para esquecer o que já fez pelo time.

Hoje, no entanto, falhou em dois gols e não foi o grande goleiro de sempre.

O zagueiro Marcão disse que a derrota veio em boa hora para acordar os jogadores.

Ainda o Palmeiras está na liderança e para manter-se assim terá que jogar muito mais.

O Campeonato está chegando na hora da decisão.

Muricy lamentou a ausência de Diego Souza e disse que não há ninguém para substitui-lo no elenco do Palmeiras.

Deve estar com saudades do número de jogadores que tinha à disposição no São Paulo.

“O Palmeiras tem um grande time, mas não tem reposição”, diz Muricy.

A sorte do Palmeiras é que o Internacional que podia assumir a liderança em seu lugar também foi mal em casa.

Até agora as coincidências ajudaram, mas não será sempre assim.

O time também tem que se ajudar.

Próxima partida ficou para o dia 23, em Belo Horizonte, contra o Cruzeiro.

Para preencher a grade da televisão o jogo foi adiado do próximo domingo para a quarta-feira seguinte.

Muricy não gostou. É muito tempo para ficar só treinando.

Sem falar que há o aspecto psicológico.

Sábado o Internacional joga aqui em Salvador contra o Vitória, no Barradão, e se vencer assumirá a liderança do Campeonato com um jogo a mais que o Palmeiras.

O São Paulo joga contra o Santo André no domingo em Ribeirão Preto e caso vença também ultrapassa o time de Muricy Ramalho.

Se isso acontecer aumenta a pressão sobre o Palmeiras para o jogo do dia 23, em Belo Horizonte.