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O clássico não acaba

quinta-feira - 5/novembro/2009

Dias após Palmeiras x Corinthians, em Presidente Prudente, e ainda há farpas se soltando dos dois lados. Parece que o jogo não acabou ou não quer acabar.

Hoje, Diego Souza lamentou as palavras de Mano Menezes, que na verdade usou uma acusação do volante Fabrício, do Cruzeiro, para critica-lo por declarações dadas na última segunda-feira.

Diego disse que Jorge Henrique é um cai-cai, ou seja, um jogador que se joga muito para cavar faltas e por isso o árbitro Heber Roberto Lopes só deu cartão amarelo para o zagueiro Danilo ao invés do vermelho.

Fabrício antes de enfrentar o Palmeiras disse que o árbitro da partida deveria ficar de olho nas cotoveladas, socos e faltas de Diego Souza.

Diego ficou chateado com Mano de quem foi jogador no Grêmio. Se disse surpreso e que essa declaração dando razão a Fabrício pode prejudicar sua carreira.

Hoje também Jorge Henrique respondeu ao palmeirense através de sua Assessoria de Imprensa.

E sinceramente, lembrando das vezes que entrevistei Jorge Henrique, nem parece que é o mesmo que escreveu a nota. 

Jorge Henrique teria dito: ” De novo o Diego Souza com essa história? Já está ficando ridículo! Ele deveria se preocupar em agredir menos os companheiros de trabalho, dentro e fora de campo, e jogar futebol. Pode ser que ele esteja cavando uma vaguinha de comentarista esportivo ou de arbitragem”

E ainda acrescentou: ” Quero ver se ele fica em pé com as pancadas que recebo. O fato é que, de pé ou deitado, o Corinthians já comemorou dois títulos este ano e nós, jogadores, estamos em paz com a torcida. Se eu caio ou não é problema meu, mas tomara que ele pense duas vezes antes de dar uma cotovelada ou um soco em um jogador Ele agride tão bem quanto joga. Isso, sim, é digno de crítica”

Essas não são palavras usuais de Jorge Henrique. Escreveram e deram para ele assinar, no mínimo. Mas afinal, assessor é pago também para isso. Para arrumar palavras para os seus assessorados e de vez em quando esconde-los das entrevistas.

Isto posto. Acho que Diego Souza tem uma certa razão quanto a Jorge Henrique. Ele cai muito mesmo, mas também é um bom jogador e sofreu falta de Danilo.

Sobre Mano Menezes. Se ele foi treinador de Diego Souza não precisava usar Fabrício para falar das “qualidades” do camisa 7 do Palmeiras, ele já devia conhece-las. A pergunta é: Quando essas “qualidades” estavam a seu serviço serviam ou ele piorou depois que se separaram?

Outra pergunta: Jorge Henrique corre o risco de um dia ser chamado de cai-cai pelo técnico Mano Menezes quando não estiver mais trabalhando com ele?

Será que essa “qualidade” pode ser lembrada como defeito no futuro?

Diego Souza não quer saber de beicinho no Palmeiras

segunda-feira - 19/outubro/2009

Quando todos esperavam uma reação diferente eis que Diego Souza concorda inteiramente com o goleiro Marcos.

Assim que terminou o jogo contra o Flamengo, o capitão do Palmeiras cobrou personalidade dos companheiros: “Personalidade não se treina. É preciso ter personalidade neste momento e está faltando”.

Marcos quis chamar atenção para a decisão da vida do Palmeiras que não ganha um Brasileiro desde 94.

Diego Souza disse hoje na Academia de Futebol que Marcos tem direito de falar assim e que o elenco do Palmeiras é formado por homens, não por crianças.

Ninguém tem que fazer beicinho por causa das palavras de Marcos.

É a hora da personalidade mesmo senão o título vai embora para outras mãos.

Diego tem razão nisso.

Não é hora de ninguém se esconder.

Ele também tem que jogar mais do que jogou ontem.

De vez em quando é bom alguém dar uma chacoalhada no time e Marcos tem história e currículo para chamar os companheiros às falas.

Empatar com a Venezuela é igual perder

quarta-feira - 14/outubro/2009

Direto de Campo Grande:

Não me venham com a aquela história de que a Venezuela marcou bem e o Brasil tentou, teve bola na trave e a sorte não ajudou.

Empatar com esse time medíocre é igual perder.

Está certo que o Brasil com Dunga já perdeu em Boston por 2 x 0 no ano passado, mas ganhou bem em San Cristobal e tudo voltou ao normal.

O Brasil até com o time C tem obrigação de vencer a Venezuela.

Mais uma vez o Brasil provou que joga muito bem no contra-ataque, mas se perde quando é obrigado a atacar.

Eu se fosse jogar contra o time de Dunga jamais sairia para o ataque. Me fecharia e só sairia na boa.

Talvez até ganhase o jogo como a Venezuela teve chance no primeiro tempo obrigando a Julio Cesar fazer ótima defesa.

Tudo bem. Teve bola na trave, mas nas redes nenhuma.

Dunga disse após a partida que os jogadores estavam ansiosos e queriam recompensar a torcida que apoiou a Seleção o tempo todo.

Disse também que foi bom o empate (0 x 0) para conter a euforia visando a Copa do Mundo.

Ficou provado que apoiar a Seleção não ganha jogo.

O que ganha jogo é jogar bem e fazer gols.

Um time que fica ansioso porque está emocionado com o apoio da torcida precisa de terapeuta, não de técnico.

A verdade é que hoje a coisa não deu certo.

Isso não empana a ótima campanha de Dunga a frente da Seleção e nem os resultados das Eliminatórias.

O time se classificou com boa antecedência e como disse Dunga, tinha que acontecer antes do jogo em La Paz para não ter que decidir na altitude.

A coisa podia se complicar para o Brasil.

Dunga surpreendeu com a entrada de Filipe Luís na lateral-esquerda.

É um jogador que defende mais que o titular André Santos, mas não fez grande partida.

Lucas começou no meio-campo e foi normal. Precisa de mais oportunidades para se confirmar no grupo da Copa.

Ramires começou como titular e errou muitos passes e chutes a gol. Parecia estar pressionado com a chance.

Na frente Luís Fabiano não conseguiu os gols prometidos, não jogou bem e foi substituído por Diego Tardelli.

Mesmo não jogando bem, eu não tiraria Fabiano.

Ele é artilheiro e a qualquer momento poderia achar a brecha na fechada defesa venezuelana e além disso brigava pela artilharia das Eliminatórias.

Acabou perdendo a troféu para o chileno Suazo, que fez o seu décimo gol nas Eliminatórias na vitória sobre o Equador, por 1 x 0.

O artilheiro do Brasil não gostou muito de sair antes do fim do jogo.

No microfone Jovem Pan agora há pouco lamentou não ter feitos gols: “Infelizmente os gols não sairam. No lance que reclamei pênalti, eu fui tocado um pouquinho, mas fiz a jogada errada. Devia ter batido de primeiro que podia fazer o gol. Fiquei chateado de sair, mas entendi, não vou reclamar. Ninguém gosta de sair, nem eu. Lamento não ter feito gols”.

Kaká admitiu que empatar com a Venezuela não foi legal, foi frustrante.

Miranda acha que a sua expulsão não vai atrapalha-lo em futuras convocações.

Agora a Seleção só joga em novembro. Fará amistoso no Catar contra a forte equipe da Inglaterra.

Será um bom teste para o time de Dunga, mas os convocados deverão ser “europeus” para não atrapalhar as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Diego Souza que hoje ficou no banco e nem entrou, pode ter perdido a chance.

O jogo contra os ingleses será no dia 14 de novembro.

Há mais uma data livre no dia 18, mas até agora a CBF não confirmou nenhum adversário.

Eu conheço bem essa conversinha do Muricy

segunda-feira - 5/outubro/2009

Faz cinco anos que é a mesma conversa e a mesma competência.

Desde o forte time Internacional que ele montou lá no sul e virou depois campeão moral de 2005, que Muricy Ramalho vem com essa mesma conversinha.

“É meu time não é o melhor, não tem craque, tem muitas equipes jogando bem”, mas sempre é ele que ganha.

Essa “conversinha” do  Muricy eu conheço de longe.

É o chamado caipira esperto. Quando menos se percebe, ele já levou.

Na época do São Paulo, Muricy dizia que o único craque do time era Rogério Ceni e que os outros tinham que se matar em campo para jogar.

Ninguém pode desmenti-lo. Era verdade. Mas os outros se mataram em campo e ganharam três campeonatos.

Agora ele diz que o Palmeiras é forte quando tem Diego Souza em campo.

É verdade, mas não é só isso.

Tem o bom comando de Muricy, tem Cleiton Xavier, a quem sempre que pode também o técnico reverencia, tem Vagner Love ainda se readaptando ao futebol brasileiro, tem Marcos que é sempre uma garantia, tem Armero que às vezes se perde mais na correria que na técnica e agora também tem Figueroa, que é muito mais técnico que Wendel e coloca bem a bola na área.

Daí o Muricy vem com a conversinha de sempre enaltecendo os demais times para que os jogadores e nem os torcedores se achem insuperáveis.

E com esse papo ele vai ganhando. Ganha o time na conversa e ganha o torcedor também.

E ganha a nós da imprensa também.

Afinal, os seus números são irrefutáveis.

Até os adversários já perceberam isso.

No fundo, além de uma ótima capacidade para liderar o time em campo, Muricy tem também uma ótima conversa.

Os jogadores dizem que ele estuda o adversário detalhadamente e passa praticamente tudo o que pode acontecer em campo para o elenco.

Esses mesmos jogadores dizem que Luxemburgo era mais motivação e Muricy é mais estudo, mais trabalho de campo.

Eu e muita gente achávamos justamente o contrário.

Muricy herdou isso do mestre Telê Santana, com quem trabalhou como auxiliar por muito tempo no São Paulo.

Telê trabalhava exaustivamente no campo e gostava de melhorar o jogador todo o dia.

Também era considerado um chato. Mas um chato que dava resultados.

E também tinha uma ótima conversa.

Em tempo: Antes que alguns apressadinhos achem que essa é uma crítica ao Muricy, esclareço que na verdade é um elogio a sua simplicidade e sua maneira de trabalhar.

Muricy hoje, ao lado de Dunga, é o melhor técnico do país.

Diego Souza é o cara

domingo - 4/outubro/2009

Diego Souza é o melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

Tem decidido vários jogos para o Palmeiras e é aplaudido por adversários e companheiros de clube.

Hoje Marcos disse justamente isso: “Diego Souza é o nosso principal jogador, é o cara que decide prá gente”.

Vanderlei Luxemburgo falou a mesma coisa depois de perder de virada para o Palmeiras por 3 x 1, na Vila Belmiro.

Muricy Ramalho também concorda: “Ele é o jogador que desequilibra”.

Mas Muricy bota na balança também o meia Cleiton Xavier e diz que quando os dois estão inspirados fica difícil para o adversário.

“Diego é um jogador forte, grande, peço sempre para ele entrar na área porque é um jogador perigoso. Sabe fazer gols e é bom de cabeça. Hoje ele decidiu prá gente de novo. Ele e o Cleiton”, disse Muricy.

O Palmeiras ganhou do Santos com autoridade de campeão.

No primeiro tempo o Santos tentou jogar e pressionou o Palmeiras.

No segundo abriu a contagem com Luizinho depois de ótima jogada de Neymar, o melhor jogador santista na atualidade.

Não dá nem para discutir. Neymar tem que ser titular do time de Luxemburgo, mesmo que o técnico ache que tem que ganhar mais corpo, mais massa muscular.

É o único jogador que pode mudar o rumo da partida para o time.

Mas logo após o gol de Luizinho, o Palmeiras se impôs como líder do Campeonato e tomou conta do jogo sob o comando de Diego Souza.

Foi aí que ele começou a fazer a diferença.

Empatou o jogo de cabeça aproveitando levantamento de Figueroa para Vagner Love, que apenas espanou para trás onde estava Diego, que fez 1 x 1.

O segundo gol teve também a participação de Diego Souza com a finta dentro da área em vários zagueiros do Santos ao mesmo tempo e o chute cruzado que foi encontrar Robert junto a segunda trave.

Robert tinha acabado de entrar no lugar de Obina e provou que é oportunista mais uma vez.

Já tinha feito isso em Salvador contra o Vitória quando fez dois gols.

Com a entrada de Robert, o ataque palmeirense ficou mais dinâmico e ele participou do terceiro gol ao receber ótimo passe de Cleiton Xavie, ganhar de Triguinho e tocar na saída do goleiro Felipe.

A bola passou pelo goleiro e Vagner Love deu um chutão para as redes já quase em cima da linha confirmando o gol e a vitória do Palmeiras, 3 x 1.

Com a vitória o Palmeiras voltou a se distanciar 5 pontos do São Paulo, o seu principal perseguidor e vai minando a reação dos adversários no Campeonato Brasileiro.

O goleiro Marcos até brincou com Hugo, do São Paulo, ainda no gramado: “Quando o Hugo fez o gol contra o Náutico mostrou dois dedos na TV dizendo que a diferença tinha diminuído e hoje a gente entrou até motivado para fazer os três pontos”.

Marcos disse que não achou provocação o gesto de Hugo, que é seu amigo, mas serviu para dar uma mexida a mais no elenco palmeirense.

O técnico Muricy Ramalho admitiu que o Palmeiras está com cara de campeão: “É está mesmo. Tudo vai indo bem. O elenco é bom de se trabalhar, os jogadores não reclamam de nada. Quem sai não reclama, quem entra tenta fazer tudo certo. Está gostoso trabalhar com esse time e precisamos estar atentos porque o Campeonato é perigoso. Ainda tem algumas equipes brigando também”.

Muricy surpreendeu ao dizer que o Atlético Mineiro é o time que melhor tem jogado no Campeonato, melhor até que o Palmeiras: “A gente oscilou em alguns jogos, o Atlético não. Tem jogado muito bem todas as partidas. É o melhor daqueles que estão brigando na ponta”.

A destacar no clássico da Vila a boa arbitragem de Sálvio Spínola Fagundes Filho, que tinha tido problema na semifinal do Paulista, no Palestra Itália, nas expulsões de Diego Souza e Domingos.

Ele não errou nada no jogo e quando ia errando dando uma falta fora da área como pênalti, foi avisado pelo bandeira Vicente Romano Neto e se corrigiu a tempo de não fazer uma besteira.

Teria sido um erro grave, mas acertou em ouvir o bandeira que está lá justamente para isso, auxiliar a arbitragem.

Palmeiras agora ficará duas partidas sem Diego Souza, que vai para a Seleção Brasileira e Armero, que vai para a Seleção da Colômbia, nas Eliminatórias.

Quinta-feira o adversário será o Avaí, no Palestra Itália, e dia 12, segunda-feira da próxima semana, o Náutico, no Recife.

Palmeirenses dizem que estão a sete vitórias do título

sábado - 26/setembro/2009

Palmeiras sofreu para ganhar do Atlético Paranaense agora há pouco, no Palestra Itália.

Foi um 2 x 1 sofrido, mas de grande valia para o líder do Campeonato.

Era o jogo para livrar seis pontos do São Paulo e agora descansa tranquilamente no domingo enquanto os perseguidores se esfolam em seus jogos.

O Palmeiras fez a sua obrigação. Muricy Ramalho teve problemas para montar o time e a ausência de Cleiton Xavier foi muito sentida.

Já dava para prever mesmo que a bola não chegaria tão redonda no ataque.

A boa surpresa foi o ala Figueroa que fez o primeiro gol, bateu o escanteio para o segundo do zagueiro Danilo e mostrou personalidade e categoria o tempo todo.

Já contra o Cruzeiro em Belo Horizonte tinha entrado bem no lugar do então contundido Wendel.

Muricy disse que conta com Figueroa para os próximos jogos.

Isso quer dizer que ele ganhou espaço no elenco palmeirense.

Em cima da hora o Palmeiras resolveu botar Danilo para jogar assumindo a multa contratual que tinha no empréstimo com o Atlético Paranaense.

Por cláusula contratual Danilo não podia jogar a não ser que houvesse pagamento da multa.

O Palmeiras preferiu assumir a multa de 100 mil reais que serão acrescidos no fim do ano quando o clube fará valer o seu direito de compra dos direitos econômicos do atleta.

Foi uma boa sacada da diretoria e ajudou demais Muricy Ramalho.

Danilo participou do gol de Figueroa fazendo o levantamento para a área, fez o segundo gol, evitou o gol de empate do Atlético numa jogada de Paulo Baier e foi um dos melhores em campo.

Saiu aplaudido, esbanjando confiança e esperando ser campeão e contratado em definitivo em dezembro.

A decisão se mostrou mais acertada quando ainda no primeiro tempo o zagueiro Maurício Ramos saiu contundido com problema no pubis e deve ficar de 20 a 30 dias fora do futebol.

Time virou o primeiro tempo vencendo por 1 x 0 e sofreu muito na segunda etapa.

O Atlético comandou as ações e conseguiu empatar.

Só não fez mais gols porque São Marcos do Palestra Itália ressurgiu em grande forma e parou o Furacão com as mãos.

Diego Souza, que era a grande esperança, não fez uma grande partida, mas pelo menos chamou a atenção da marcação atleticana.

Na saída do gramado o goleiro Marcos disse na Jovem Pan que pelas contas dos jogadores, o Palmeiras precisava de mais oito vitórias após o jogo com o Cruzeiro para ser campeão.

A conta era simples: oito vitórias em treze jogos.

Como venceu hoje, o Palmeiras precisa de mais sete vitórias para ser campeão brasileiro, segundo os palmeirenses.

O técnico Muricy Ramalho não faz a conta dessa forma.

Ele diz que sua conta particular é a cada jogo e que não vai fugir disso.

O que vale agora é o clássico com o Santos, na Vila Belmiro, dia 4 de outubro.

Até lá, Muricy deixa as contas para os matemáticos, os quais ironiza toda vez que pode: “No ano passado uns matemáticos aí disseram que meu time tinha 1% de chance de ser campeão. Acho que erraram por muito”

É verdade. O São Paulo foi tricampeão brasileiro e Muricy joga isso na cara dos matemáticos de plantão.

Dunga desfalca times brasileiros. É o desrespeito à Data-Fifa

quinta-feira - 24/setembro/2009

Dunga convocou 24 jogadores para a Seleção Brasileira para as últimas partidas das Eliminatórias da América do Sul contra a Bolívia, em La Paz, e Venezuela, em Campo Grande, respectivamente, nos dias 11 e 14 de outubro.

Seis jogadores atuam no futebol brasileiro: Victor (Grêmio); Miranda (São Paulo); Sandro (Internacional); Diego Souza (Palmeiras); Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético Mineiro).

Eles se apresentam no dia 6 de outubro e desfalcam seus respectivos times no Brasileiro em duas rodadas importantes.

No meio de semana entre os dias 7 e 8 acontece a vigésima oitava rodada do Campeonato.

No fim de semana seguinte acontece a vigésima nona rodada.

Começa no sábado dia 10 e será complementada no feriado de 12 de outubro, segunda-feira.

O Grêmio não terá Victor contra o Atlético Paranaense (dia 7), em Curitiba, e nem contra o Corinthians, em São Paulo (dia 10).

O São Paulo não terá Miranda contra o Coritiba, (dia 7) no Morumbi, e nem contra o Flamengo, no Maracanã (dia 10).

O Flamengo não terá Adriano contra o Vitória, (dia 7) em Salvador, e nem contra o São Paulo, no Maracanã (dia 10).

O Internacional não terá Sandro contra o Náutico (dia 7) e nem contra o Atlético Paranaense (dia 10), ambos em Porto Alegre.

O Atlético Mineiro não terá Diego Tardelli contra o Botafogo, (dia 8) no Engenhão, e nem contra o Cruzeiro, (dia 12), no Mineirão.

O Palmeiras não terá Diego Souza contra o Avaí (dia 8), no Palestra, e nem contra o Náutico (dia 12), no Recife.

Isso tudo porque a CBF não respeita a Data-Fifa, que foi introduzida pela Fifa justamente para que não haja sobreposição de jogos de Seleções com jogos dos clubes.

O mundo inteiro interrompe seus Campeonatos para que as Seleções joguem as Eliminatórias.

Menos o Brasil que precisa cumprir seu longo calendário e a grade da televisão.

É por isso que não dá para condenar Dunga quando ele convoca poucos jogadores que atuam no Brasil.

Não tem jeito. Se levar muita gente haverá uma chiadeira geral e os clubes ficarão muito desfalcados no Campeonato local que não para nem a pau.

Todos os jogadores citados tem importância nas suas equipes e farão falta.

O torcedor preferia que eles ficassem para jogar o Brasileiro. Tenho certeza disso.

Mas ao mesmo tempo o jogador gosta de ser lembrado.

Ainda é um sonho servir o Brasil e os clubes também gostam de expor sua mercadoria.

A Seleção sempre dá uma boa visibilidade. É uma vitrine internacional.

Foi do jeito que Muricy gosta

quinta-feira - 24/setembro/2009

Placar final no Mineirão: Palmeiras 2 x 1 Cruzeiro.

Palmeiras mais líder do Campeonato que nunca.

47 pontos ganhos, três a mais que o São Paulo, e uma vitória de muita luta principalmente após a expulsão de Armero, no segundo tempo.

Com a expulsão do lateral, o Palmeiras demonstrou um esforço dobrado em campo provando que está lutando unido pelo título.

Foi do jeito que Muricy gosta. Suado, debaixo de chuva, dando carrinho, mas valendo tudo pela vitória.

Depois da expulsão de Armero até Vágner Love foi ajudar na lateral-esquerda.

Acabou saindo para dar lugar a velocidade de Willians, que era obrigado a puxar o contra-ataque e marcar na lateral.

O Gladiador Kléber não esteve numa noite inspirada voltando depois de cinco jogos fora por uma pulbagia.

Foi substituído quando começou a chover no segundo tempo.

Talvez por cansaço e para não agravar ainda a contusão tão recente.

Ele vai reclamar que sofreu um pênalti de Wendel no começo da partida, mas eu não daria.

Achei que Kléber escorregou e levou Wendel junto. Evandro Rogério Roman acertou em não dar o pênalti.

Dessa vez não estava com o braço duro como diria o presidente palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo.

O Cruzeiro também vai reclamar de um pênalti de Jumar em cima de Fabrício.

O volante do Palmeiras foi com força excessiva, atabalhoado, e realmente atingiu o volante cruzeirense.

Esse eu daria e acho que o Cruzeiro tem razão em reclamar.

No último lance do jogo, Diego Renan vai para cima de Figueroa que tinha entrado em lugar de Wendel que saiu sangrando, e é empurrado pelo lateral palmeirense.

O Cruzeiro reclama pênalti também neste lance.

Roman já estava no meio-campo se preparando para encerrar o jogo e não quis saber de conversa.

Tiago Ribeiro fez o gol do Cruzeiro abrindo a contagem numa bobeada da defesa do Palmeiras, mas Diego Souza numa bela cobrança de falta empatou logo depois.

No gol palmeirense achei que Fábio, goleiro do Cruzeiro, falhou.

Diego bateu bonito com curva e veneno, mas um goleiro do nível de Fábio não pode tomar um gol assim.

Foi na cara dele, no meio da meta e era defensável.

Vágner Love fez o segundo gol aos 5 do segundo tempo selando a vitória do líder do Campeonato bem ao seu estilo.

Entrou pelo meio da zaga, driblou Fábio e fez um golaço.

Palmeiras agora pega o Atlético Paranaense, sábado, no Palestra Itália e tem tudo para fazer mais três pontos.

Vai faltar lugar no estádio. No campo o time não terá Armero, expulso hoje, e Cleiton Xavier que recebeu o terceiro amarelo.

Ambos farão falta para Muricy Ramalho.

Mas não tem problema. Está do jeito que ele gosta.

Encerrada a vigésima quinta rodada do Brasileiro dá para se dizer que foi uma rodada palmeirense.

Para provar isso continua na liderança com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Se o Palmeiras vencer o Atlético no sábado e o São Paulo tropeçar no Corinthians domingo, Muricy vai ficar mais feliz ainda.

Tudo se encaminha de um jeito que já conhece.

Ele já viveu isso nos últimos três anos de Campeonato Brasileiro.

Será que Muricy está com saudade de Hugo e Companhia?

segunda-feira - 14/setembro/2009

A falta de peças de reposição incomodam o líder Palmeiras.

Principalmente incomodam o técnico Muricy Ramalho.

Quando Diego Souza nao joga não tem outro a altura para o lugar.

O mesmo se aplica a Cleiton Xavier, Pierre, Armero e Marcos.

Muricy deve se lembrar do elenco do São Paulo todos os dias.

Até o Hugo está fazendo falta no banco de reservas.

Para quem tem Deivid Sacony, Hugo cairia bem.

Ele chegou a ter Jorge Wagner e Hernanes ao seu lado no banco.

No ataque, então, dava para escolher com quem brigar ou quem ia ficar de beicinho.

Washington, Borges, Dagoberto e até o incipiente André Lima.

Só no gol a coisa era muito parecida.

Não havia ninguém a altura de Rogério Ceni e isso ficou provado quando ele se contundiu.

O time se contundiu junto e sobrou até para o ex-treinador.

Muricy botou o dedo na ferida.

O que falta mesmo para o Palmeiras é um elenco mais completo, time ele tem.

O problema é que não há mais tempo para se reforçar no Brasileiro.

Terá que tocar em frente torcendo para que não haja contusões e cartões daqui para frente.

Ou então Muricy terá que buscar alguém da base para montar o elenco.

Quem sabe numa dessas não descobre um jogador de bom nível?

É assim que as coisas acontecem.

Pode ser a chance que algum garoto esteja esperando.

Dá uma espiada lá na base Muricy ou será que nem lá tem elenco também?

Se assim for só resta apelar para a Dona Traffic ou com o Dr. Belluzzo.

Todos atrás do Palmeiras

sábado - 12/setembro/2009

Direto de Salvador:

Neste sábado começa mais uma corrida do Campeonato Brasileiro abrindo a sua vigésima quarta rodada.

Todos atrás do Palmeiras, o líder, o time a ser caçado.

Muricy Ramalho não terá o seu melhor jogador aqui na Bahia contra o Vitória, amanhã, às 16 horas, no Barradão.

Diego Souza está suspenso e ele tem sido o jogador mais desequilibrante do Brasileiro.

Não é à toa que o Palmeiras é líder do Campeonato.

Depende muito das jogadas de Diego e com o apoio sempre muito bom de Cleiton Xavier.

Muricy ainda tem problemas a resolver na cabeça de área na ausência de Pierre que vale para o resto do Brasileiro.

Talvez a saída seja mesmo atuar com três zagueiros.

É o que ele já está pensando com a fixação de Sandro Silva e Edmílson como líbero.

O Internacional que está a um ponto do Palmeiras, 44 contra 43, recebe o Cruzeiro, no Beira Rio e é favorito.

Vai torcer pelo Vitória contra o alvi-verde, mas terá que fazer valer o fator campo.

O Cruzeiro é um time que joga bonito, mas perde feio.

Tem sido assim na maioria das rodadas do Campeonato e não consegue sair das posições intermediárias.

O São Paulo que é o terceiro colocado com 40 pontos recebe o Avaí, no Morumbi, neste sábado.

É jogo para ganhar e juntar mais três pontos na cesta.

Se fosse há um mês eu diria que seria uma partida de dificuldades para o time de Ricardo Gomes, mas o Avaí não manteve o mesmo desempenho e sofre com um elenco muito curto.

O treinador Paulo Silas é cria do São Paulo como jogador, conhece o Morumbi, mas sempre disse que o primeiro objetivo do Avaí é permanecer na Série A.

O que vier depois é lucro.

Parece que ele estava certo, já que falava isso quando o Avaí estava entre os melhores do Brasileiro.

O quarto colocado é o Goiás, com 39 pontos ganhos, que joga com o Grêmio, em Barueri.

O Barueri em casa é forte e é um time ofensivo.

O Goiás não é confiável. Toda vez que acham que ele vai deslanchar acaba tropeçando.

Não é time para disputar o título, mas pode incomodar até o fim.

Em tempo: a punição de 8 jogos para Diego Souza por agredir Domingos, zagueiro do Santos, nas semifinais do Campeonato Paulista foi transformada em cesta básica.

O TJD da Federação Paulista acatou pedido do Palmeiras e aceitou que se pagasse 5 mil reais em cestas para casas assistenciais liberando o jogador para atuar no próximo Paulista.

Receberão as cestas o Centro Educacional Catarina Kentenich e o Projeto Inclusão Esportiva- FPF/Nacional/PMSP.

A medida é discutível e quem paga a punição é o clube não o jogador, mas pelo menos alguém que está precisando irá se beneficiar com isto.