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LDU 5 x 1 Fluminense. Nem a altitude explica

quinta-feira - 26/novembro/2009

Ouvi que a Liga Deportiva Universitária ganhou do Fluminense, 5 x 1, na primeira final da Copa Sul-Americana.

Achei que era brincadeira quando soube do placar. Como isso? Como o Fluminense perde de 5? O que aconteceu?

Agora buscam explicações. A altitude é a primeira delas. Para mim não vale. Nem com altitude de Quito dá para explicar uma goleada dessas.

Quito fica a 2850 metros acima do nível do mar. Está no meio do caminho entre La Paz e Oruro, em termos de altitude. Complica, mas dá para jogar. Talvez não para ganhar, mas também não para perder de tanto.

Deve ser coisa do Cuca, um técnico que não sabe ganhar decisão.

No ano passado na decisão da Libertadores, o Fluminense foi um pouco melhor, em Quito. Só (só?) perdeu de 4 x 2.

Na grande final, no Maracanã, conseguiu vencer por 3 x 1 e levou o jogo para os pênaltis e perdeu então por 3 x 1. A LDU foi campeã da Libertadores.

O título da Sul-Americana já era ou alguém acha que o Fluminense reverte no Maracanã?

O pior é que o resultado pode desgastar não só física, mas também psicologicamente um time que vem numa caminhada bonita de recuperação dentro do Campeonato Brasileiro.

É esperar para ver se essa pancada vai refletir no Brasileiro. Sem falar que a equipe volta cansada para jogos decisivos aqui.

Para fugir da zona do rebaixamento, onde mora há várias rodadas, o Fluminense terá que vencer domingo o Vitória, no Maracanã e depois encerra a temporada contra o Coritiba, em Curitiba.

São jogos que pode vencer se apresentar o futebol das últimas partidas, mas agora os adversários já sabem que o Fluminense também pode ser batido, e como.

Prendam Belluzzo. O inimigo público número 1

quarta-feira - 18/novembro/2009

O STJD deu 270 dias de suspensão para o presidente Luiz Gonzaga Belluzo por ofensas e “ameaças” ao árbitro Carlos Eugênio Simon após a derrota do Palmeiras para o Fluminense, no Maracanã.

Foi uma derrota doida com erro do árbitro contra o Palmeiras.

Belluzzo perdeu a compustura e foi punido.

Só voltará ao comando do Palmeiras no dia 6 de agosto de 2010.

Tem direito a recurso ou tentar trocar a pena por cestas básicas, como se diz por aí, depois de cumprir pelo menos metade do prazo.

O Departamento Jurídico do Palmeiras buscará a comutação via recurso, o que é seu direito.

Não discuto o tamanho e nem rigor da pena. O que discuto aqui é transformar Belluzzo em vilão de uma hora para outra.

Ele cometeu um erro, fugiu até da liturgia do cargo e tinha que ser punido mesmo.

O que não pode agora é o Ministério Público querer processa-lo, enquadra-lo como se fosse um bandido de rua.

Belluzzo extrapolou. Falou como torcedor fervoroso, desgostoso com os erros contra seu time e passou do límite, foi direto para a arquibancada.

Mas o límite para por aí. É uma figura pública reconhecida que nunca matou ninguém, não robou ninguém e nem bateu, embora tenha prometido se o encontrasse, em Carlos Eugênio Simon.

Várias vezes já disse que vai responder pelo seu erro. Não fugiu das repercussões do seu ato, ao contrário confirmou tudo e não jogou nas costas da imprensa como muitos fazem.

As frases “Não foi isso que eu disse” ou “Eles me entenderam mal” não apareceram em nenhum momento. Ele não gosta de Simon, tem suas razões e são respeitáveis.

O resto fará parte do processo envolvendo Simon como ofendido e Belluzzo como réu. É para isso que existe justiça.

Na esfera esportiva ele já tem a sua pena. O outro processo demorará mais e é até passível de acordo, de pedido de desculpas ou coisa que o valha.

Portanto, não transformem Belluzzo em inimigo público número 1. Ele não é.

Há outros muitos mais perniciosos e perigosos que infestam este mundo e que não valem uma manchete e nem a perseguição eterna dos nossos poderes.

Tem muito Procurador querendo aparecer em cima dos fatos ligados ao futebol. É manchete certa. Aqui não vai ser.

Para Belluzzo já basta a pena do STJD, basta o processo de Simon. Tenho certeza que ele também já se culpou bastante e vai se culpar ainda por muito tempo.

Assim fazem aqueles que sabem que erraram, mas que não recuam nem desmentem por pressão do politicamente correto. Apenas respondem pelos seus erros. Não deixa de ser um exemplo para a hipocrisia reinante.

E o Fluminense? Não cai mais?

segunda-feira - 16/novembro/2009

No dia 31 de agosto escrevi aqui no Blog: ” O Fluminense caiu”.

Disse também que um time que tinha apenas 16 pontos ganhos precisava ganhar 10 partidas no returno para se safar do rebaixamento.

Com 46 pontos estaria livre, menos quase impossível.

Para um time que até então só tinha ganho 3 jogos era esperar demais.

Pois o Fluminense demitiu na sequência Renato Gaúcho, contratou Cuca e ganhou seis jogos no returno.

Se vencer os três que lhe faltam escapa sem depender de ninguém.

Ontem bateu o Atlético Paranaense, no Maracanã, 2 x 1 e está a dois pontos do Botafogo, o primeiro fora da zona do rebaixamento.

Fluminense joga domingo, na Ilha do Retiro, no Recife, contra o rebaixado Sport e terá nas últimas rodadas o Vitória, no Maracanã, e o Coritiba, em Curitiba.

O risco de queda ainda existe, mas pela evolução do time e principalmente pela grande fase de Fred, que faz gol em todo jogo, Conca e do garoto Maicon, dá para sonhar com a permanência na Série A.

Esses três tem feito a diferença para o time das Laranjeiras na recuperação do Campeonato.

O Fluminense pode chegar a 48 pontos ganhos, o que já seria suficiente para escapar do rebaixamento.

Nada mal para um time que ainda mora na zona do rebaixamento desde a décima rodada e que foi lanterna por 12 rodadas seguidas.

Santo André e Náutico com 35 pontos ganhos estão virtualmente rebaixados.

Ambos precisam de quase um milagre para escapar.

Santo André tem dois jogos em casa. Avaí e Náutico, num confronto direto do rebaixamento e encerra em Porto Alegre contra o Internacional.

O Náutico  joga sábado contra o Corinthians, no Pacaembu, enfrenta o Santo André, no ABC e encerra contra o Avaí, no Recife.

Quem corre risco agora é o Botafogo que tem 41 pontos e domingo recebe o São Paulo, no Engenhão.

Atlético Paranaense  com 43 pontos e Coritiba e Vitória com 44 ainda correm riscos.

Palmeiras reage ou faz a quadra do rebaixamento

quarta-feira - 11/novembro/2009

Foi pequena a procura por ingressos para Palmeiras x Sport, hoje às 21h50, no Palestra Itália.

O torcedor palmeirense está desconfiado e desiludido depois da derrota para o Fluminense, no Maracanã.

A desconfiança e a desilusão não tem só a ver com erros de Simon, com a derrota em si, mas principalmente com os últimos resultados do time.

O Palmeiras dos últimos 21 pontos disputados ganhou apenas 5, frutos de empates com Avaí e Corinthians, ambos por 2 x 2, e uma boa vitória sobre o Goiás por 4 x 0.

Quando questionado domingo pelo repórter Rafael Prates, da Rádio Globo, sobre esses números, Muricy Ramalho o chamou de negativo e ainda foi deselegante.

“Você é muito negativo. Eu como sou positivo prefiro dizer que dos últimos seis pontos, ganhamos 4. Depois tem gente que reclama da sorte, que ganha pouco. Eu sou positivo”, vociferou o treinador mostrando-se mesquinho e prepotente na resposta.

Mas tem muita gente que ganha muito e é bem negativa, inclusive para a sociedade.

Muricy deveria ter dito e admitido que dos últimos 9 pontos ganhou apenas 4, incluindo também na conta a derrota para o Fluminense e isso não tem nada de positivo.

Ultimamente Muricy pode estar ganhando bem, mas só fora do campo. Lá dentro ele perdeu jogos importantes e por isso também o Palmeiras perdeu a liderança para o São Paulo.

O Palmeiras precisa apoio da sua torcida hoje no Palestra, mas também precisa reagir e mostrar que está a fim de conquistar o título.

Está a apenas um ponto do líder e se vencer o Sport, uma tarefa não tão difícil na atualidade, recupera a posição e pressionará o tricolor no sábado contra o Vitória.

É nisso que Muricy e seus jogadores tem que pensar agora. Terão que ser positivos e efetivos.

Se não passar pelo rebaixado Sport fecha a quadra do rebaixamento no Brasileiro.

O Palmeiras já conseguiu perder para o Náutico (3 x 0); Santo André (2 x 0) e Fluminense (1 x 0).  Um time que quer ser campeão não pode perder esses jogos. Da zona do rebaixamento só falta o Sport.

É a hora da reação ou de fazer a quadra Muricy. Depois não diga que não tem sorte. Não adianta nada ser positivo sem resultados positivos no campo.

A não ser que só o salário é o que conta na conta.

O paranóico Campeonato Brasileiro

terça-feira - 10/novembro/2009

Está demais e vai piorar nas últimas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro.

Cada dia é uma acusação contra tudo e contra todos. O futebol brasileiro está paranóico.

Se o São Paulo for campeão pela quarta vez consecutiva vão dizer que de novo foi comprado.

Mas que comprador bom é esse, não? Conseguiu comprar os últimos três e ninguém fez a mesma coisa, nem fez uma proposta diferente? Quanta incompetência, não?

Se o Palmeiras ganhar vão falar que houve arrumação para um time que não ganha há muito tempo. Dirão até que a ligação política de Belluzzo ajudou. Outra grande bobagem.

Lembram-se quando o Verdão ganhava e se falava do Esquema Parmalat.

O vencedor é sempre o mais visado. Para o bem e para o mal.

Se o Corinthians ganha é porque tem o tráfico de influência do seu mais ilustre torcedor, o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pelo jeito não teria mais nada para fazer. Só trabalhar pró-Corinthians.

Se o Atlético Mineiro ganhar o Campeonato é porque é preciso premiar um time que não ganha desde 71 e também para ajudar na campanha do Aécio Neves, que nem sei se é atleticano ou cruzeirense.

Se o Internacional ganhar é para devolver o título que ficou com o Corinthians, depois do caso Edílson Pereira de Carvalho, em 2005, quando 11 jogos foram repetidos e na verdade em nenhum deles ficou comprovado influência nefasta da arbitragem.

Se o Flamengo ganhar é porque arrumaram para um time carioca voltar a vencer e premiar a cidade que será sede da final da Copa e dos Jogos Olímpicos.

Se o Sport cai é porque há um notório preconceito contra os nordestinos. Mas estamos falando do mesmo time que ganhou uma Copa do Brasil em cima do Corinthians, no ano passado. Aí o preconceito não existia.

Se o Náutico cair é a mesma cantilena. Só que é o time que está para cair já há pelo menos duas temporadas. Gosta de viver na zona do rebaixamento.

Se o Grêmio ganhasse era para devolver o que aconteceu no ano passado quando liderou o Campeonato por muito tempo e não ganhou.

Se o Botafogo se safar da segunda divisão é porque é forte nos bastidores, mas os mesmos bastidores não conseguiram fazer uma campanha melhor e há muito tempo o Fogão não ganha nada.

O Fluminense é o time do Tapetão e se arrastou o Campeonato todo na zona do rebaixamento. Foi assim também no ano passado. O tapetão está escorregadio demais para ele.

Que há coisas estranhas no futebol é uma verdade.

Que em um jogo ou outro é possível acontecer coisas inexplicáveis por vontade própria de alguns ou coincidência mesmo, também é verdade.

Mas manipular 38 rodadas acho impossível.

O Campeonato de pontos corridos tem o condão de diluir os erros dos times e das arbitragens.

O que está acontecendo é que há times que não jogam bem e passam a responsabilidade para o árbitro. Ele é um alvo mais fácil e acaba embalando o torcedor também. A pressão é muito forte.

No domingo, no Maracanã, o Palmeiras foi prejudicado por Simon que vem mal há muito tempo. Não dá para entender como vai à mais uma Copa do Mundo.

Mas o mesmo Palmeiras jogou muito mal e se tivesse confirmado o gol de Obina poderia vencer, é verdade, mas não merecia.

Mas um time que no segundo tempo todo não dá um chute a gol e vive de ligação direta da defesa para o ataque, terá dificuldades para vencer sempre.

E o mais engraçado é que o atacante mais adiantado do Palmeiras era Vagner Love com os seus quase 1,70 de altura. O mais alto e que conhecia melhor o Maracanã entre os dois, era Obina, que no entanto mais uma vez foi sacado no segundo tempo.

Simon errou e prejudicou o Palmeiras. Ponto. Mas o Palmeiras ainda está disputando o título e precisa melhorar urgentemente o seu futebol.

Do jeito que está jogando nem com a ajuda do juiz vai chegar lá.

Professor Beluzzo foi para a arquibancada

segunda-feira - 9/novembro/2009

Presidente do Palmeiras desceu do cargo e foi para a arquibancada para atacar o árbitro Carlos Eugênio Simon por causa do gol de Obina mal anulado contra o Fluminense.

Isso ontem numa entrevista ao Jornal ” O Lance”, quando falou até em agredir o árbitro se o encontrasse na rua.

Hoje deu uma entrevista coletiva e confirmou tudo. Não voltou atrás e ainda chamou Simon de ladrão, vigarista e outras coisas mais.

A liturgia do cargo de presidente palmeirense passou longe do professor nestas horas de revolta do torcedor comum, do homem da arquibancada.

Nem mesmo a punição da CBF afastando Simon do Campeonato Brasileiro serviu de consolo e Belluzzo disparou até contra os supostamente favorecidos com o erro do árbitro.

São Paulo, agora líder, Flamengo e Atlético Mineiro tiveram benefício direto com o erro de Simon e também o Fluminense, que foi o mais direto de todos já que venceu o jogo e luta para fugir do rebaixamento.

Esses clubes deveriam se manifestar a respeito.

Belluzzo provavelmente será julgado no STJD e diz que assume as consequências.

Não é comum um presidente de clube usar os termos usados por Belluzzo. O sangue italiano do torcedor falou mais alto que o do presidente.

Simom tirou mesmo os palmeirenses do sério.

Simon suspenso. Agora só falta avisar a Fifa

segunda-feira - 9/novembro/2009

Carlos Eugênio Simon não apita mais nesta temporada.

A decisão é da Confederação Brasileira de Futebol em vista do gol mal anulado no jogo Fluminense 1 x 0 Palmeiras, ontem à tarde, no Maracanã.

O gol de Obina foi legal, mas Simon deu falta do palmeirense.

O gol aconteceu aos 28 minutos do primeiro tempo quando o placar era de 0 x 0.

Simon estava de frente para a jogada e mesmo assim errou feio.

Também não expulsou o atacante Alan que agrediu o lateral Armero com uma cabeçada, mas foi lance mais para o bandeira Marcelo Bertnha Barison, gaúcho como Simon.

Só falta agora avisar a Fifa que o árbitro brasileiro credenciado para a Copa da África do Sul está suspenso por erro grave no Campeonato Nacional.

Se a Fifa perguntar porque é só mandar a imagem para Zurique.

Simon errou e deu a liderança para o São Paulo. O que dirá Rogério Ceni?

segunda-feira - 9/novembro/2009

Quando foi expulso contra o Santos, na Vila Belmiro, há duas semanas, o goleiro Rogério Ceni detonou Carlos Eugênio Simon.

Disse que o árbitro gaúcho o perseguia e que o tricolor devia tomar providências contra o mesmo.

Ontem, Carlos Eugênio Simon errou contra o Palmeiras que perdeu para o Fluminense, no Maracanã, 1 x 0.

Anulou um gol legal de Obina aos 28 do primeiro tempo.

Errou também ao dar o escanteio que originou o cruzamento para o gol de Obina. Não foi escanteio.

Simon acabou ajudando o São Paulo do perseguido Rogério Ceni, que pela primeira vez assumiu a liderança efetiva do Brasileiro.

E agora? Será que Rogério vai agradece-lo pela mãozinho ou ainda se sentirá perseguido?

É mais uma prova que Simon tem errado para todos os lados. Na Vila nem errou tanto, mas sobraram reclamações.

Ontem voltou a ser o velho Simon, que no entanto é tão prestigiado pela CBF, Conmebol e Fifa.

Além do gol de Obina, Simon teria que expulsar Alan, do Fluminense, por agressão ao lateral Armero já no fim do jogo.

Mas este lance na verdade não era todo seu. Era do bandeira Marcelo Bertanha Barison, também do Rio Grande do Sul, que estava de frente para a jogada e fingiu que não viu.

Palmeiras joga mal, perde e reclama de Simon.

segunda-feira - 9/novembro/2009

Hoje à tarde, no Maracanã, o Palmeiras jogou uma péssima partida e perdeu para o Fluminense, 1 x 0, gol de Fred, no segundo tempo.

Dos times que estão na zona do rebaixamento, o Palmeiras perdeu para o Náutico (3 x 0); Santo André (2 x 0) e hoje 1 x 0 para o Flu. Tomou 6 gols de times “rebaixáveis” (será que existe essa expressão?).

É muita coisa para quem liderou por tanto tempo o Campeonato e para quem quer ser campeão.

O próximo adversário é o Sport e se bobear o Palmeiras pode fechar a quadra com os times da zona do rebaixamento.

O Palmeiras está revoltado com a atuação de Carlos Eugênio Simon, a quem credita a derrota, no Maracanã.

Simon anulou um gol legal de Obina aos 28 do primeiro tempo depois de um escanteio cobrado por Figueroa, um dos poucos que se salvaram no time palmeirense.

O escanteio, no entanto, que originou o cruzamento de Figueroa não existiu e foi mais um erro de Simon.

Mas a grande verdade é que o Palmeiras jogou muito mal e mereceu perder.

O Fluminense sempre buscou a vitória e parecia mais inteiro que o Verdão, mesmo tendo jogado na quinta-feira pela Su-Americana, em Santiago do Chile.

Além  de Figueroa, apenas dá para destacar no Palmeiras o goleiro Bruno, que não teve culpa no gol já que Fred estava marcado por Maurício Santos e Marcão. Também tentaram muito Sandro Silva e o zagueiro Danilo.

Os demais foram uma negação e inclui-se também aí o técnico Muricy Ramalho, pois não dá para ganhar jogo com um zagueiro como Marcão, mais uma herança de Luxemburgo no elenco palmeirense.

Time que quer ser campeão não pode viver apenas de uma jogada de bola parada de Figueroa.

Não pode ficar fazendo ligação direta o tempo todo com a bola não passando pelo meio-campo.

Eu sei que a ausência de Cleiton Xavier pesa nessa hora, mas é difícil quebrar a bola no baixinho Vagner Love esperando que alguém pegue a sobra para reiniciar o ataque.

De novo Muricy tirou Obina que conhece bem o Fluminense e o Maracanã e deixou em campo Vagner Love, que já tinha cartão amarelo e jogando mal.

Aliás, foi o terceiro cartão de Love e ele não joga quarta-feira contra o Sport, no Palestra Itália.

Diego Souza de novo não entrou em campo e o Palmeiras perdeu também por causa de sua “ausência”.

Com a vitória, o Fluminense soma agora 36 pontos ganhos e com mais quatro jogos a fazer pode chegar a 48 no total.

Ainda pode ser pouco para quem quer fugir do rebaixamento.

Mesmo ganhando hoje continua lá atrás e está a cinco pontos do Botafogo e Coritiba, que se enfrentaram no Engenhão, com vitória para o time carioca por 2 x 0.

Ou seja, se quiser escapar do rebaixamento, o Fluminense terá que vencer seus jogos e torcer por tropeços daqueles que estão na frente como Botafogo, Coritiba e Atlético Paranaense, que tem 43 pontos com a vitória hoje sobre o Goiás, 2 x 0.

O Fluminense vai enfentar Atlético Paranaense, no Maracanã; o rebaixado Sport, no Recife; o Vitória, no Maracanã e encerra contra o Coritiba, num jogo que pode se terrivelmente decisivo no dia 6 de dezembro, em Curitiba.

Vou ao Rio de Janeiro. Devo pedir segurança?

sábado - 7/novembro/2009

Vou ao Rio de Janeiro neste domingo de manhã e volto logo após o jogo Fluminense x Palmeiras, no Maracanã.

É o chamado bate e volta. Devo pedir segurança, proteção ao governador do Rio de Janeiro ou não?

Eis a minha dúvida. Se devo ou não fazer como o Flamengo que enviou pedido semelhante ao governador de Minas por conta do jogo contra o Atlético Mineiro.

Moro em São Paulo, o Flamengo é do Rio e o Atlético é de Belo Horizonte.

Das três capitais, talvez a mineira seja a mais calma.

Mas a prudência do Flamengo tem lá o seu embasamento.

O meu pedido, se o fizer, também.

Houve um tempo que quando estava escalado para jogos no Rio, eu preferia ir um dia antes e voltar um dia depois.

Era gostoso ir para o Rio transmitir um jogo no Maracanã, um estádio que realmente tem um clima diferente.

Hoje a gente vai correndo e deixa a família com o coração na mão.

É um problema que reflete no mundo todo.

Uma das minhas filhas trabalha no setor de Relações Internacionais e tem que explicar várias vezes por semana que há violência no Rio, mas que há lugares tranquilos na própria cidade e que o Brasil não é só a Cidade do Cristo Redentor.

O sujeito vai passear na Serra Gaúcha e pergunta se corre risco de morrer com bala perdida.

Acha que os “morros” da Cidade de São Paulo são perigosos.

Acham que nós somos incultos, inclusive geograficamente, mas grande parte do chamado mundo civilizado ainda confunde bem as cidades e até as capitais do Brasil, do “cara” chamado Lula e do genial Pelé.

Ainda para muitos, Buenos Aires, Santiago e Caracas são cidades brasileiras e Salvador fica no Peru ou no Uruguai.

Mas depois da declaração do Secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, garantindo que não há violência no Rio de Janeiro, todos estamos mais tranquilos.

Um homem que vive do trabalho com a segurança deve saber do que está falando, não é mesmo?

Diante disso, dispenso a segurança. Só preciso contar com um taxista honesto no Aeroporto Santos Dumont para me levar e trazer do Maracanã.

Fico torcendo para que o secretário tenha razão e faço um pedido para nossas digníssimas autoridades:

“Será que dá para antecipar o Rio prometido para 2016 para os dias de hoje? Que tal uma tentativa pelo menos, hem?

Cariocas, paulistas, mineiros e o Mundo inteiro agradeceriam muito.