Do meio da estrada para São Paulo:
Voltando de Ribeirão Preto depois do empate entre Santo André 1 x 1 São Paulo, eu não conseguia entender o que estava acontecendo, no Pacaembu.
Entre um cochilo e outro parecia que saia um gol do Goiás.
Pelo jeito a defesa do Corinthians também cochilou muito ontem.
Quando o Rogério Assis deu o placar final: 4 x 1, Goiás, no Pacaembu, achei que estava sonhando.
Será que o Corinthians desistiu do Campeonato quando ainda tinha chance?
O que houve? Nao sei, não vi o jogo, mas não é um placar normal.
Deve ter sido aquela noite que nada dá certo.
Nem Ronaldo salvou a equipe corintiana.
Lá em Ribeirão, o São Paulo teve chances de fazer mais do que um gol no primeiro tempo e não fez.
No segundo voltou mal, fazendo ligação direta para o ataque e tentando ganhar a segunda bola para reiniciar a jogada perto da área do Santo André.
O time de Marcelinho, que saiu contundido no meio do segundo tempo, tomou conta do jogo, empatou e podia ter virado se tivesse mais competência no ataque.
O gol de Jean para o São Paulo foi uma pintura. Desses bem trabalhado e que mostra a qualidade do conjunto sãopaulino.
No segundo tempo o time cansou e o gramado também estava muito ruim prejudicando os dois times.
Estava difícil tocar a bola e quanto mais os jogadores se desgastavam mais os erros aconteciam.
Logo no primeiro ataque do Santo André, Miranda entrou forte em Fernando dentro da área.
Pênalti que o árbitro Flávio Rodrigues Guerra não viu e nem o bandeira Márcio Luiz Augusto que estava lá para ajuda-lo.
No primeiro momento o repórter Fábio Seródio, que estava atrás daquele gol, achou que não houve nada tendo a mesma visão do árbitro.
O Flávio Prado só confirmou o pênalti na televisão.
O Nílson César na hora narrou como pênalti.
O Santo André reclamou de forma tênue e deixou todo mundo ainda mais confuso.
O técnico Sérgio Soares disse que isso acontece e que não iria crucificar o árbitro.
Declaração de um cavalheiro para um time que está na zona do rebaixamento.
Perguntei ao Dr. Marco Aurélio Cunha nos vestiários sobre o pênalti e ele respondeu: “Vendo uma vez só como o árbitro viu, eu não daria. Na TV talvez se veja de outro jeito”.
Fiz a mesma pergunta ao zagueiro Miranda ainda no campo e ele disse que foi na bola e que não fez a falta e ainda mandou um recado aos torcedores e dirigentes de outros times: “Não vou ficar aqui discutindo um pênalti que não foi e que o juiz não marcou”.
Isso porque a diretoria do Corinthians quando chegou ao Pacaembu antes da derrapada contra o Goiás, reclamou do pênalti não marcado e de um suposto cartão amarelo para Miranda.
Miranda está pendurado com dois amarelos e ficaria de fora do clássico do próximo domingo, no Morumbi, se recebesse o terceiro pelo pênalti.
Ou seja, o pênalti de Ribeirão Preto repercutiu até no Pacaembu.
Mas não adianta chorar.
Há poucos dias o Dr. Marco Aurélio Cunha também protestou por um pênalti mal dado em favor do Palmeiras contra o Barueri.
E foi verdade, não houve pênalti em Obina. Mas eu estava atrás daquele gol e no primeiro momento achei que tinha sido lance faltoso mesmo.
Mas o mesmo Palmeiras tinha sido prejudicado em Goiás rodadas antes.
O Corinthians também já teve os seus prejuízos e o São Paulo também.
Campeonato de ponto corrido normalmente dilue os erros das arbitragens.
O prejuízo de hoje tem uma compensação amanhã.
O que fica desta vigésima quinta rodada quase fechada do Campeonato Brasileiro, é que o Palmeiras grudou lá em cima e parece que não sai mais.
Joga quarta-feira contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte, e mesmo que perca, desde que não seja por goleada, continuará líder do Campeonato.
Tem 44 pontos ganhos, mesma pontução do São Paulo, mas agora é líder no saldo de gols: 14 x 10.
Além disso viu Inter, Atlético Mineiro e São Paulo patinando na rodada. Ganhou sem jogar.
Mas não se iludam. Será assim até o fim. A disputa será rodada a rodada.
Serão ainda muitas finais dentro do Campeonato de pontos corridos, que é mesmo o melhor modelo de competição, na minha opinião.
O Goiás agora entrou na briga do G-4 novamente. Normalmente não tem sido um time confiável, mas quem sabe a vitória de ontem lhe dê um novo alento.
Não se pode desprezar ainda o próprio Atlético Mineiro, que nem estreou Ricardinho, um acertador de time, nem o Grêmio, nem o Flamengo e nem mesmo o Corinthians.
A briga vai ser boa.