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As decepções palmeirenses

quinta-feira - 19/novembro/2009

Nas últimas 24 horas estive ao lado do Palmeiras para o jogo em Porto Alegre que decidiu o fim do sonho da temporada 2009.

Palmeiras tem chances matemáticas de ser campeão, mas sabe que não vai ser.

Sabe que São Paulo e Flamengo disputam o título e ele terá que correr atrás de uma vaga da Libertadores da América nos jogos contra Atlético Mineiro e Botafogo.

Se vencer o Atlético, precisará de no mínimo mais um ponto contra o Botafogo.

Se não vencer o Galo, correrá mais risco ainda mesmo que vença o Botafogo, pois o time mineiro é concorrente direto à vaga.

A diretoria do Palmeiras segurou jogadores que poderia negociar, pagou em dia o tempo todo, deu retaguarda ao elenco e à Comissão Técnica e está tentando entender o que deu errado.

A campanha do segundo turno é digna de rebaixamento. Foi muito parecida com a do Fluminense no primeiro turno.

Não há explicação plausível para uma equipe que em 9 jogos só consegue ganhar 6 pontos.

A contusão de Cleiton Xavier é um complicador a ser analisado, mas outros jogadores caíram demais de rendimento.

Até o rendimento físico tem que ser questionado. Não é a primeira temporada que o Palmeiras chega no bagaço no fim do ano.

O destempero verbal do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo colocado como motivador do desentendimento entre Obina e Maurício Santos, foi um caso pontual de duas rodadas atrás e o time vem mal há mais tempo que isto.

Há algumas atuações que estão sendo analisadas no Palestra Itália. Alguns deram conta do recado.

Marcos; Figueroa, que deve ser contratado em definitivo; Danilo, idem; Pierre, sempre a velha garra e teve problema de contusão grave num momento importante; Cleiton Xavier, que deu o tom enquanto estava inteiro e mais quem?

O zagueiro Maurício Ramos também fez a sua parte enquanto esteve em campo. Está contundido há um bom tempo.

Diego Souza nem sempre foi o jogador desequilibrante, principalmente nesta reta final de Campeonato. Ontem no Olímpico até que jogou bem, mas foi numa noite terrível para o time todo.

Vágner Love chegou e não foi o mesmo jogador de antes. Acusado de baladeiro, nunca foi o atacante que o Palmeiras precisou para resolver.

Nos primeiros jogos se movimentava, fez gols e quando não jogava bem a justificativa era a readaptação, mas essa época já passou e ele caiu junto com o time.

Chegou ao ponto de ser reserva de Obina e Ortigoza nesse jogo contra o Grêmio.

Muricy Ramalho também acaba ficando em situação difícil. Pegou o barco navegando em águas calmas e terminou num tsunami. Teria escolhido a rota errada?

Faltou comando? Faltou apoio? Faltou atitude? O que faltou? Isso é o que a diretoria palmeirense quer saber, pois ela também está sendo cobrada pela torcida.

Hoje enquanto esperava para voltar para casa com vários voos atrasados no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, Gilberto Cipullo dizia que a diretoria fez tudo o que foi pedido e o que pôde para que o time andasse em campo.

Não havia nem problema de relacionamento no grupo, segundo ele. Os dois jogadores que brigaram e foram afastados eram amigos e nunca tiveram problema disciplinar.

De repente tudo desandou e o Palmeiras quer se entender. Parece mesmo que ainda não sabe o que aconteceu.

O maior trabalho nos próximos dias é lembrar que a temporada ainda não está totalmente perdida e que há dois jogos em pauta que podem levar o time para a Libertadores.

Se Muricy e sua turma se lembrarem disso, o Palmeiras pode terminar o ano respirando um pouco melhor, apesar de tudo.

Desta vez o STJD só cumpriu o seu dever

terça-feira - 17/novembro/2009

Os jogadores Marcos e Danilo estarão em campo amanhã contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Foram julgados no STJD e absolvidos. Dessa vez os juizes não quiseram ser árbitros e nem tomar o lugar destes.

Marcos foi expulso por ter cometido um pênalti em Jorge Henrique numa falta normal de jogo. Tinha que ser absolvido mesmo.

Danilo não foi expulso por entrada no mesmo Jorge Henrique logo após a expulsão do goleiro. Recebeu apenas amarelo.

Através das imagens da TV a procuradoria o indiciou num artigo pesado entendendo que a falta era para vermelho.

Só que o árbitro Heber Roberto Lopes não entendeu assim e não expulsou o zagueiro.

Se não expulsou e levou só o amarelo, vale a decisão do árbitro. Ele também naquele átimo se transforma num julgador e sua decisão tem que ser respeitada.

Ainda bem que o STJD entendeu assim e absolveu Danilo e não estou entrando no mérito se ele merecia ou não ter sido expulso. Só estou dizendo que a decisão do árbitro é soberana dentro do jogo.

Hoje, por exemplo, será julgado Alan, atacante do Fluminense, que agrediu Armero, do Palmeiras.

O árbitro Carlos Eugênio Simon não viu e o bandeira que estava olhando para o lance fez vistas grossas.

Alan foi indiciado pelas imagens também. A agressão não aparece na súmula e nem foi punida pelo árbitro.

Quando é um lance isolado de agressão que só a TV pega, talvez o STJD tenha direito de intervir, mas só nesse caso e ainda assim acho discutível.

Sábado no entrevero envolvendo André Dias e Hugo, que podem ser indiciados pelas imagens, ambos receberam cartão amarelo do árbitro Leandro Pedro Vuaden e acabou.

Vuaden assistiu a tudo tranquilamente e quando todos acharam que ia deixar passar em branco foi lá e deu amarelo para os dois. Ele entendeu que isso bastava.

Acho que os dois mereciam vermelho, mas eu não era e não sou o árbitro. Vuaden analisou a situação a sua maneira e julgou que um amarelo estava bem.

O STJD não tem que corrigir a arbitragem punindo o jogador. Deveria corrigir a arbitragem punindo o árbitro que deixou de aplicar a regra ou que foi mediador quando não poderia ser.

Mas eles também teriam chance de defesa para se explicar porque decidiram desta ou daquela forma.

Se Danilo fosse suspenso ontem e se os jogadores do São Paulo vierem a ser suspensos futuramente, os árbitros Heber Roberto Lopes e Leandro Pedro Vuaden também teriam que ser julgados e reciclados pela Comissão de Arbitragem da CBF.

O STJD tem que se ater a súmula e não querer apitar jogos que já foram apitados.

Quanto menos o Tribunal mexer no Campeonato melhor para todos. Não pode deixar no ar que está beneficiando ou prejudicando este ou aquele clube.

O STJD não tem que extrapolar das suas funções. E arbitragem não é uma delas. Só isso.

Brasileiro está cada vez mais tricolor

domingo - 15/novembro/2009

Mais de 53 mil pessoas, no Morumbi, e a torcida cantou na arquibancada que o campeão voltou, mas Ricardo Gomes e os seus jogadores preferem ter um pouco mais de cautela.

Ainda faltam três jogos para se coroar o tetracampeonato e no entender dos sãopaulinos Palmeiras e Flamengo ainda estão no páreo.

Hoje, no Morumbi, o São Paulo jogou como campeão. Botou a bola no chão, contou com um bom futebol de Arouca, Jorge Wagner, Hernanes, Miranda, André Dias e uma luta incessante do atacante Washington.

Talvez até por ser o único atacante de ofício, Washington se desdobrava em busca de jogadas e conseguiu dar muito trabalho para os baianos no primeiro tempo principalmente.

Participou diretamente do primeiro gol feito por Jorge Wagner e saiu de campo extenuado.

No segundo tempo perdeu gols, é verdade, mas foi uma das suas boas atuações pelo tricolor paulista.

A defesa do Vitória teve muito trabalho com ele.

Hugo fez o segundo gol e também teve uma boa atuação. Quando saiu substituído por Oscar foi aplaudido pela torcida e avisou que ainda não disse que quer sair do clube no fim do contrato.

Hugo aos 15 do primeiro tempo teve uma discussão acalorada com direito a empurrão e mão na cara do companheiro André Dias por causa da falha de marcação em escanteio do Vitória.

O árbitro Leandro Pedro Vuaden deu cartão amarelo. O técnico Vágner Mancini, do Vitória, queria vermelho para os dois, mas não era para tanto.

No fim do jogo enquanto conversava com a equipe da Jovem Pan, Hugo foi abraçado e carregado por André Dias numa clara demonstração que o desentendimento ficou no campo.

Hugo e André Dias estão fora do jogo do próximo domingo, no Engenhão, contra o Botafogo já que receberam o terceiro amarelo.

O São Paulo agora tem 62 pontos ganhos. Está a três do Palmeiras e a cinco do Flamengo, que entra em campo amanhã no Recife contra o Náutico.

Se vencer torna-se o vice-líder com apenas dois pontos de diferença para o São Paulo.

O Palmeiras joga somente na quarta-feira abrindo a trigésima sexta rodada, em Porto Alegre, contra o Grêmio.

O Grêmio empatou com o Cruzeiro, em Belo Horizonte, com dois a menos e perdeu vários jogadores por cartões amarelos e vermelhos.

Está esfacelado para enfrentar o Palmeiras na quarta-feira.

O Cruzeiro perdeu a chance de ultrapassar o rival Atlético e entrar no G-4.

Em Curitiba, deu a lógica. Eu disse que não apostava no Galo. O Atlético perdeu para o Coritiba, 2 x 1, e ficou a seis pontos do São Paulo.

A disputa pelo título fica mais distante. Agora a luta é pela Libertadores.

Sábado quente no Brasileiro

sábado - 14/novembro/2009

Os três jogos de hoje tem envolvimento direto com Libertadores, com  título da temporada e até com o rebaixamento.

O São Paulo entra em campo às 19h30, no Morumbi, contra o Vitória tentando recuperar a liderança.

Tem os mesmos 59 pontos do Palmeiras, mas perde no saldo de gols.

Um empate já lhe dará de volta a liderança efetiva do Campeonato, no entanto, poderá ser ultrapassado por Flamengo ou Atlético Mineiro se isso ocorrer.

Para não correr nenhum risco terá de vencer o Vitória.

Ultimamente, no Morumbi, o São Paulo tem encontrado problemas e não faz muitos gols.

Hoje é um jogo para ganhar bem. Terá apoio de sua torcida, tem um time confiante pelos últimos resultados e embora não conte com jogadores suspensos tem peças de reposição suficientes para não fazer feio no jogo.

O Vitória é um time difícil de ser batido, no Barradão, fora de lá tem sido uma equipe comum.

O São Paulo é favorito hoje, mas como dizia César Sampaio, o favoritismo acaba quando a bola começa a rolar.

Acho que o tricolor recupera a liderança neste jogo do Morumbi.

Os sonhos do Galo

O jogo entre Coritiba e Atlético Mineiro envolve posições em cima e em baixo.

O Coritiba precisa vencer para se manter distante da zona do rebaixamento.

Está ao lado do Botafogo com 41 pontos ganhos, apenas 5 acima do último colocado do rebaixamento, o Fluminense que tem 36.

Precisa vencer de qualquer jeito.

Já o Atlético que teve altos e baixos no Campeonato, principalmente nos jogos em que tinha que decidir, precisa da vitória para continuar incomodando os líderes.

Se o Galo mineiro vencer em Curitiba e o São Paulo perder, ele será o novo líder do Campeonato por número de vitórias.

Portanto, é um jogo de decisão também no Couto Pereira.

Eu se fosse apostar, apostaria no Coritiba ou num empate.

Continuo não confiando muito no Atlético Mineiro. Sei lá. Posso até perder meu “dinheirinho” nesse jogo, mas…..

Cruzeiro luta por Libertadores

O jogo de Belo Horizonte pode valer vaga na Libertadores no ano que vem.

O Cruzeiro tem 54 pontos ganhos e está na briga. Perdeu jogos bobos em casa e fora também, se recuperou no returno, mas ainda não foi o suficiente para passar confiança ao seu torcedor.

Acho, por exemplo, que tem mais time que o Atlético, mas se perde em detalhes e perde também os jogos.

Hoje o adversário é o Grêmio, que já se livrou de Paulo Autuori, uma decepção no Olímpico, e vai tocar a vida com Marcelo Rospide até o fim do Brasileiro, com quem o time estava bem melhor no começo do ano.

Mas o Grêmio não luta por mais nada no Campeonato a não ser se manter na zona da Sul-Americana, que os gaúchos levam um pouco mais a sério que os paulistas e mineiros.

O Grêmio está a 8 pontos da zona da Libertadores e faltando apenas 4 rodadas para terminar o Campeonato é pouco tempo para chegar lá, embora matematicamente a chance até exista.

Acho que o Cruzeiro vence, no Mineirão, até com certa folga. Acredito que Adílson Batista tenha ficado atento aos detalhes que tem derrotado o seu time nas rodadas mais importantes.

Vamos aguardar.

Conversaremos após a rodada.

O paranóico Campeonato Brasileiro

terça-feira - 10/novembro/2009

Está demais e vai piorar nas últimas quatro rodadas do Campeonato Brasileiro.

Cada dia é uma acusação contra tudo e contra todos. O futebol brasileiro está paranóico.

Se o São Paulo for campeão pela quarta vez consecutiva vão dizer que de novo foi comprado.

Mas que comprador bom é esse, não? Conseguiu comprar os últimos três e ninguém fez a mesma coisa, nem fez uma proposta diferente? Quanta incompetência, não?

Se o Palmeiras ganhar vão falar que houve arrumação para um time que não ganha há muito tempo. Dirão até que a ligação política de Belluzzo ajudou. Outra grande bobagem.

Lembram-se quando o Verdão ganhava e se falava do Esquema Parmalat.

O vencedor é sempre o mais visado. Para o bem e para o mal.

Se o Corinthians ganha é porque tem o tráfico de influência do seu mais ilustre torcedor, o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pelo jeito não teria mais nada para fazer. Só trabalhar pró-Corinthians.

Se o Atlético Mineiro ganhar o Campeonato é porque é preciso premiar um time que não ganha desde 71 e também para ajudar na campanha do Aécio Neves, que nem sei se é atleticano ou cruzeirense.

Se o Internacional ganhar é para devolver o título que ficou com o Corinthians, depois do caso Edílson Pereira de Carvalho, em 2005, quando 11 jogos foram repetidos e na verdade em nenhum deles ficou comprovado influência nefasta da arbitragem.

Se o Flamengo ganhar é porque arrumaram para um time carioca voltar a vencer e premiar a cidade que será sede da final da Copa e dos Jogos Olímpicos.

Se o Sport cai é porque há um notório preconceito contra os nordestinos. Mas estamos falando do mesmo time que ganhou uma Copa do Brasil em cima do Corinthians, no ano passado. Aí o preconceito não existia.

Se o Náutico cair é a mesma cantilena. Só que é o time que está para cair já há pelo menos duas temporadas. Gosta de viver na zona do rebaixamento.

Se o Grêmio ganhasse era para devolver o que aconteceu no ano passado quando liderou o Campeonato por muito tempo e não ganhou.

Se o Botafogo se safar da segunda divisão é porque é forte nos bastidores, mas os mesmos bastidores não conseguiram fazer uma campanha melhor e há muito tempo o Fogão não ganha nada.

O Fluminense é o time do Tapetão e se arrastou o Campeonato todo na zona do rebaixamento. Foi assim também no ano passado. O tapetão está escorregadio demais para ele.

Que há coisas estranhas no futebol é uma verdade.

Que em um jogo ou outro é possível acontecer coisas inexplicáveis por vontade própria de alguns ou coincidência mesmo, também é verdade.

Mas manipular 38 rodadas acho impossível.

O Campeonato de pontos corridos tem o condão de diluir os erros dos times e das arbitragens.

O que está acontecendo é que há times que não jogam bem e passam a responsabilidade para o árbitro. Ele é um alvo mais fácil e acaba embalando o torcedor também. A pressão é muito forte.

No domingo, no Maracanã, o Palmeiras foi prejudicado por Simon que vem mal há muito tempo. Não dá para entender como vai à mais uma Copa do Mundo.

Mas o mesmo Palmeiras jogou muito mal e se tivesse confirmado o gol de Obina poderia vencer, é verdade, mas não merecia.

Mas um time que no segundo tempo todo não dá um chute a gol e vive de ligação direta da defesa para o ataque, terá dificuldades para vencer sempre.

E o mais engraçado é que o atacante mais adiantado do Palmeiras era Vagner Love com os seus quase 1,70 de altura. O mais alto e que conhecia melhor o Maracanã entre os dois, era Obina, que no entanto mais uma vez foi sacado no segundo tempo.

Simon errou e prejudicou o Palmeiras. Ponto. Mas o Palmeiras ainda está disputando o título e precisa melhorar urgentemente o seu futebol.

Do jeito que está jogando nem com a ajuda do juiz vai chegar lá.

Não se deve pedir critérios iguais para árbitros diferentes

quinta-feira - 5/novembro/2009

Falta de Danilo em Jorge Henrique no jogo Palmeiras 2 x 2 Corinthians.

Punição: cartão amarelo ao zagueiro palmeirense dado pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

Falta de Dagoberto em Túlio no jogo Grêmio 1 x 1 São Paulo, em Porto Alegre.

Punição: cartão vermelho dado pelo árbitro Jailson Freitas para o atacante tricolor paulista.

Hoje as cobranças dos torcedores são assim: E aí, ninguém vai falar que o Dagoberto foi expulso e o Danilo não foi?

O torcedor, passional como tem que ser, cobra critérios iguais de árbitros diferentes.

Ficou claro que para Heber a falta de Danilo foi de cartão amarelo.

Talvez se fosse Jaílson, o zagueiro palmeirense recebesse o vermelho.

Também Dagoberto poderia receber amarelo se fosse Heber o árbitro, em Porto Alegre, levando-se em consideração a sua maneira de apitar.

Se querem critérios iguais da arbitragem é preciso tirar a palavra “interpretação” do texto da lei.

Enquanto a interpretação pertencer ao árbitro, o critério será de cada um.

Queira ou não o torcedor.

Heber e Jaílson tem critérios diferentes para coisas iguais.

Fazer o quê? É o que permite a regra.

São Paulo, um líder nervoso e faltoso.

quinta-feira - 5/novembro/2009

Não sei se o São Paulo vai ganhar o título brasileiro, mas com certeza não ganhará o troféu Fair Play do Campeonato.

Agora há pouco terminou o jogo com o Grêmio com três expulsos e demonstrando um nervosismo inexplicável para um time que estava assumindo a liderança provisória.

Já são 13 cartões vermelhos no Campeonato Brasileiro. Nesse ítem será campeão fácil, fácil.

Placar final: 1 x 1, num jogo chato, truncado, cheio de faltas e passes errados, principalmente no primeiro tempo.

O gol do Grêmio veio numa bola parada bem aproveitada por Rafael Marques.

O São Paulo empatou numa falha do lateral Thiego que deixou a bola passar para Dagoberto empatar.

Teve muita marcação, muita correria, mas faltou futebol.

No segundo tempo a coisa desandou e embora o Grêmio tentasse jogar o São Paulo mais se defendeu.

Talvez a proposta fosse o contra-ataque, mas ele não saiu.

Não houve praticamente perigo para os goleiros Victor e Rogério Ceni.

Borges entrou no lugar de Washington e ficou pouco mais de 14 minutos em campo.

Foi expulso por agressão. Já tinha amarelo e devia ser multado pelo São Paulo pela indisciplina.

Pouco depois foi a vez de Dagoberto perder a cabeça e cavar sua expulsão também.

Esse é outro que também merecia uma multinha da diretoria.

Quando o jogo já estava terminando, Jean também foi expulso.

Também já tinha amarelo, fez falta violenta, tomou o segundo e deixou o tricolor com 8 jogadores em campo.

O empate acabou sendo bom para o time do técnico Ricardo Gomes que pelo menos até o fim de semana será o líder do Campeonato Brasileiro com 59 pontos ganhos contra 58 do Palmeiras.

Mais uma vez a gangorra da liderança está presente. Se o Palmeiras vencer o Fluminense, ele reassume a ponta novamente.

O Grêmio vai poder reclamar de um suposto pênalti de Jean em Fábio Santos, no segundo tempo.

O lateral foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Jaílson de Freitas considerou jogada normal.

Valeu pelo ponto ganho e Ricardo Gomes agora terá um tempão para ajustar o time sem os três jogadores expulsos.

Além disso terá que melhorar a troca de passes e mandar o time atacar com mais inteligência e ousadia mesmo sem poder contar com Dagoberto e Borges.

Washington, que é titular e que não foi bem em Porto Alegre, terá nova companhia no jogo contra o Vitória daqui a 10 dias, no Morumbi.

Até lá o Palmeiras já terá jogado duas vezes. Domingo contra o Fluminense e na quarta-feira, dia 11, contra o Sport, no Palestra Itália.

Poderá livrar boa vantagem e passar uma pressão danada para o Morumbi.

O empate foi bom hoje, mas poderá ser um mau resultado dentro de alguns dias.

Tudo depende dos adversários que o perseguem. Se eles fizerem a sua parte, o tricolor terá que correr atrás de novo.

Para o Campeonato está ótimo. A disputa continua totalmente aberta.

Jogo do título

quarta-feira - 4/novembro/2009

Encontrei alguns sãopaulinos hoje aqui na redação da Jovem Pan discutindo com os corintianos sobre os rumos do Brasileiro.

Parecia um Esporte em Discussão antecipado. Acho que o Wanderley Nogueira deveria convida-los para o programa. Seria um debate acalorado.

Os tricolores chamam o encontro com o Grêmio de hoje à noite, no Olímpico, de “O jogo do título”.

Tem certeza absoluta que se o São Paulo vencer será tetracampeão brasileiro.

Não haverá mais chances para Palmeiras, Atlético Mineiro, Flamengo, Internacional ou outros menos votados, segundo eles.

Os corintianos e componentes de outras torcidas não concordam, é claro.

Esse Campeonato ainda mostrará muita coisa.

O Palmeiras é lider desde a rodada número 15.  Só perdeu a condição por duas rodadas para o Internacional.

Das trinta e três rodadas do Campeonato, o Palmeiras liderou 17.

É um número expressivo, que no entanto não lhe garante nenhum troféu.

O Internacional liderou o Campeonato por 7 rodadas e o Atlético Mineiro ficou 8 vezes na frente.

O Vitória, da Bahia, pode dizer que liderou o Campeonato pelo menos uma vez. Foi na primeira rodada quando todos tem praticamente a mesma pontuação.

Esses números importantes de Palmeiras, Atlético e Inter podem ser enterrados na reta de chegada pelo bicho papão dos últimos três anos, o São Paulo F.C.

O tricolor, em caso de vitória ou empate hoje, assumirá outra vez de forma provisória a liderança do Brasileiro.

Para permanecer lá em cima dependerá dos jogos do fim de semana.

Em caso de vitória torcerá por tropeço do Palmeiras.

Se empatar, além de torcer contra o Palmeiras, terá que esperar uma derrapada do Atlético Mineiro contra o Flamengo, no Mineirão.

No ano passado, o São Paulo assumiu a liderança na trigésima terceira rodada e acabou com o título, em Brasília, contra o Goiás.

O Grêmio, a exemplo do Palmeiras agora, liderou o Campeonato por 17 rodadas e não foi campeão.

(Obs: Se Celso Roth juntasse as 17 rodadas que liderou em 2008 com as 8 que já liderou este ano, conseguiria ser campeão fácil, fácil. O problema é que a campanha de um ano não se acumula com outro).

Os números, portanto, são bem parecidos com o que aconteceu no ano passado entre o campeão e o líder da maioria das rodadas.

Os  números não costumam mentir. O Palmeiras vai ter que desmenti-los no campo para ser campeão brasileiro depois de 15 anos de jejum.

Muricy, que estava do outro lado em 2008, deve saber bem do que estou falando.

Se olhar para os números do ano passado, o jogo de hoje pode ser mesmo o da arrancada para o título.

Mas as dificuldades contra o Grêmio, no estádio Olímpico, serão muitas.

É uma chance para o tricolor gaúcho tentar se aproximar do pelotão da frente e dar uma resposta a sua torcida, que anda inconformada com a campanha da temporada.

Esperava-se mais do time e mais do técnico Paulo Autuori, que veio ganhando um alto salário e não conseguiu chegar pelo menos no G-4.

Ele declarou que o trabalho terá que visar o ano que vem. O gremista acha pouco e  pensa que ainda dá para fazer coisa melhor nesse ano mesmo.

O time não perde no Olímpico desde o ano passado e mesmo assim a torcida está desconfiada.

Esse é mais um tabu que o São Paulo terá que quebrar hoje para provar que tem direito de ser campeão novamente. Bater num time que ainda não perdeu em casa no Brasileiro.

Quem passa o Palmeiras no Brasileiro de pontos parados?

quinta-feira - 22/outubro/2009

É Campeonato de pontos corridos ou pontos parados?

Essa era a pergunta ontem nos vestiários do estádio Bruno José Daniel depois da derrota do Palmeiras para o Santo André, 2 x 0.

Pontos parados porque o Palmeiras não sai dos 54 pontos ganhos e os outros não conseguem se aproximar.

Neste fim de semana, Atlético Mineiro, Internacional, São Paulo e Flamengo terão a chance de encurtar a distância ou até embolar o Campeonato mais uma vez.

Será que conseguirão ou patinarão novamente?

Como o Palmeiras só jogará na próxima quinta-feira contra o Goiás, no Palestra Itália, há equipes que podem ultrapassa-lo na classificação já na quarta-feira.

O Atlético Mineiro joga no sábado próximo com o Vitória, em Belo Horizonte, e na quinta-feira contra o Fluminense, no Maracanã, e pode ultrapassar o Palmeiras vencendo os dois jogos.

Domingo o Internacional terá o Grêmio, no Beira Rio, num clássico local que vale um título.

Vencendo ficará a dois pontos do Verdão e poderá ultrapassa-lo na quarta-feira se também vencer o São Paulo, no Morumbi.

É a mesma situação do São Paulo que terá clássico com o Santos, na Vila Belmiro, no domingo.

Se vencer volta para a disputa e ficará também a dois pontos do Palmeiras.

Na quarta-feira terá o jogo com o Internacional e precisará de vitória para ultrapassar o Palmeiras.

Isso quer dizer que como São Paulo e Inter tem confronto direto só um pode sonhar em ultrapassar o Palmeiras.

O Flamengo joga domingo com o Botafogo, no Engenhão.

Uma vitória o coloca a 3 pontos do Palmeiras.

Joga na quarta-feira contra o Barueri, em Barueri, e se vencer de novo, empata com o Palmeiras na soma dos pontos, no número de vitórias e pode suplanta-lo no saldo de gols.

Mas todos terão que torcer contra o Palmeiras também.

O Palmeiras para se manter na frente precisa vencer o Goiás, na quinta-feira, somando 57 pontos ganhos.

Essas equipes é que podem deixar o Brasileiro de pontos parados e voltar para o Campeonato de pontos corridos.

Dos times que estão na disputa logo atrás do Palmeiras, eu vejo muita força no Flamengo e muitas dúvidas no São Paulo, Internacional e Atlético Mineiro.

O Goiás já não conta, se perdeu no meio do caminho.

O Flamengo tem um time técnico e competitivo.

O São Paulo está esperando uma reação na hora certa e parece que a hora está passando.

O Internacional de Mário Sérgio tem os mesmos defeitos do Inter de Tite.

Não assume a responsabilidade quando precisa.

O Atlético Mineiro tem um ótimo trabalho de Celso Roth, repetindo o Grêmio do ano passado.

Contratou Ricardinho e Corrêa que melhoraram o meio-campo, tem Diego Tardelli em ótima fase, mas a defesa é fraca demais.

É por isso que não acredito muito no Galo Mineiro.

Emerson teve um gesto raro

sábado - 17/outubro/2009

Não é todo dia que se vê isso.

Emerson vai operar a tíbia e não atuará mais neste ano.

Por causa disso pediu rescisão de contrato com o Santos.

Não achou justo receber salários sem jogar.

Quantos tomariam essa decisão?

Não conheço muitos que agiriam assim.

Eu não teria contratado Emerson para o Santos.

Acho que foi um bom jogador, mas já passou e não ajudou muito.

Mas ele veio, não entrou totalmente em forma e saiu por um problema de contusão.

Cheguei a chama-lo de “O Gordo da Vila”.

Estava muito acima do peso.

No entanto o seu último gesto foi de grandeza.

Não quis explorar o Santos.

Era só fazer valer o que estava escrito.

Existia um contrato.

Poderia se operar, fazer a recuperação e continuar recebendo.

Era um direito legal do jogador.

Mas ele preferiu ser justo.

Antonio Carlos Zago também teve esta mesma atitude com o próprio Santos quando teve contusão grave.

Fabinho, atacante campeão brasileiro pelo Corinthians, também tem uma história parecida.

Depois de ter sucesso no Parque São Jorge foi negociado com o Grêmio.

Assinou contrato num dia e se contundiu no outro.

Sentou com a diretoria e devolveu as luvas na íntegra.

Os dirigentes disseram que o contrato seria respeitado.

Ele preferiu rescindir até se recuperar.

Não conseguiu nunca mais jogar num clube de ponta.

Já ouvi essa história de vários dirigentes gremistas da época.

O gesto nunca foi esquecido.

O de Emerson entra na mesma galeria.

Um gesto cada vez mais raro nos dias de hoje.

Emerson saiu pela porta da frente e de cabeça erguida.