Desta vez o STJD só cumpriu o seu dever
terça-feira - 17/novembro/2009Os jogadores Marcos e Danilo estarão em campo amanhã contra o Grêmio, em Porto Alegre.
Foram julgados no STJD e absolvidos. Dessa vez os juizes não quiseram ser árbitros e nem tomar o lugar destes.
Marcos foi expulso por ter cometido um pênalti em Jorge Henrique numa falta normal de jogo. Tinha que ser absolvido mesmo.
Danilo não foi expulso por entrada no mesmo Jorge Henrique logo após a expulsão do goleiro. Recebeu apenas amarelo.
Através das imagens da TV a procuradoria o indiciou num artigo pesado entendendo que a falta era para vermelho.
Só que o árbitro Heber Roberto Lopes não entendeu assim e não expulsou o zagueiro.
Se não expulsou e levou só o amarelo, vale a decisão do árbitro. Ele também naquele átimo se transforma num julgador e sua decisão tem que ser respeitada.
Ainda bem que o STJD entendeu assim e absolveu Danilo e não estou entrando no mérito se ele merecia ou não ter sido expulso. Só estou dizendo que a decisão do árbitro é soberana dentro do jogo.
Hoje, por exemplo, será julgado Alan, atacante do Fluminense, que agrediu Armero, do Palmeiras.
O árbitro Carlos Eugênio Simon não viu e o bandeira que estava olhando para o lance fez vistas grossas.
Alan foi indiciado pelas imagens também. A agressão não aparece na súmula e nem foi punida pelo árbitro.
Quando é um lance isolado de agressão que só a TV pega, talvez o STJD tenha direito de intervir, mas só nesse caso e ainda assim acho discutível.
Sábado no entrevero envolvendo André Dias e Hugo, que podem ser indiciados pelas imagens, ambos receberam cartão amarelo do árbitro Leandro Pedro Vuaden e acabou.
Vuaden assistiu a tudo tranquilamente e quando todos acharam que ia deixar passar em branco foi lá e deu amarelo para os dois. Ele entendeu que isso bastava.
Acho que os dois mereciam vermelho, mas eu não era e não sou o árbitro. Vuaden analisou a situação a sua maneira e julgou que um amarelo estava bem.
O STJD não tem que corrigir a arbitragem punindo o jogador. Deveria corrigir a arbitragem punindo o árbitro que deixou de aplicar a regra ou que foi mediador quando não poderia ser.
Mas eles também teriam chance de defesa para se explicar porque decidiram desta ou daquela forma.
Se Danilo fosse suspenso ontem e se os jogadores do São Paulo vierem a ser suspensos futuramente, os árbitros Heber Roberto Lopes e Leandro Pedro Vuaden também teriam que ser julgados e reciclados pela Comissão de Arbitragem da CBF.
O STJD tem que se ater a súmula e não querer apitar jogos que já foram apitados.
Quanto menos o Tribunal mexer no Campeonato melhor para todos. Não pode deixar no ar que está beneficiando ou prejudicando este ou aquele clube.
O STJD não tem que extrapolar das suas funções. E arbitragem não é uma delas. Só isso.


O árbitro Héber Roberto Lopes não relatou que quando chegou ao Palestra Itália foi hostilizado por dirigentes palmeirenses ainda na áera que dá entrada para o estádio, mas citou que um isqueiro foi jogado no gramado quando o Grêmio iria fazer a sua terceira substituição.
Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.