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Torcedor corintiano quer entregar o jogo para o Flamengo

segunda-feira - 23/novembro/2009

“O Corinthians tem que entregar o jogo para o Flamengo. Chega de São Paulo campeão”. Eu ouvi muito essa frase nas últimas horas.

Muitos torcedores corintianos que encontrei hoje na Avenida Paulista, no restaurante, no café aqui embaixo da Rádio e mesmo nas redações da Jovem Pan, querem uma derrota contra o Flamengo.

Só assim para tentar não ver o São Paulo mais uma vez campeão brasileiro.

O torcedor corintiano não está nem aí para o espírito esportivo ou para a ética e é o mesmo que depois reclama das supostas falcatruas no futebol.

Torcedor é torcedor e a gente tenta entender.

O técnico Mano Menezes já deu o recado e disse que o Corinthians será um time sério domingo, em Campinas, contra o Flamengo.

Essa mudança de local de jogo beneficia em tese os rubro-negros que ao invés do Pacaembu jogarão num campo neutro.

Foi obra da CBF que atendeu pedido da Polícia Militar que pediu a mudança do jogo alegando não ter condições de atender dois encontros num só dia na capital paulista.

Palmeiras x Atlético Mineiro jogam no mesmo horário, no Palestra Itália, e pode haver confronto de torcida, segundo a polícia.

A CBF atendeu e o Corinthians não gostou, mas vai jogar. O São Paulo também reclamou de uma suposta influência técnica no Campeonato.

O torcedor corintiano terá que andar 100 km a mais para ver seu time jogar e se despedir do Brasileiro em nosso Estado.

O último jogo, dia 6 de dezembro, será em Belo Horizonte contra o Atlético Mineiro.

Se depender do torcedor, o Corinthians entrega os dois jogos e entra de férias com seus principais jogadores já nesta semana.

Isso não acontecerá. O Corinthians joga com o que tem de melhor no domingo e também na última rodada. Ronaldo e companhia estão escalados.

Não acredito que o jogador pense como o torcedor. Lembro que Mano Menezes dirigia o Grêmio na última rodada de 2007 e empatou justamente com o Corinthians derrubando-o para a segunda divisão e na semana seguinte assumiu no Parque São Jorge.

Teria sido melhor para ele assumir o time na primeira divisão, mas não deixou por menos e fez a sua parte como profissional.

O Corinthians não deixou de contrata-lo por isso e nem foi cobrado por nenhum corintiano pela queda para a Série B de onde voltou campeão no ano passado.

Enquanto o torcedor é passional e tem que ser assim mesmo, o treinador e os jogadores são profissionais. Há uma clara diferença na atitude de cada um.

Do outro lado, o São Paulo ainda nesta década salvou o Corinthians da Série B Paulista com gols de Grafite contra o Juventus. Foi 2 x 1 no Paulista de 2004.

O torcedor sãopaulino está esperando uma reciprocidade agora, mas ele mesmo naquela época ficou bravo com Grafite, que salvou o Corinthians.

Coisas de torcedor. Independente do time e da camisa que veste.

O que o torcedor do Corinthians tem que esperar do time é que os jogadores honrem a sua história. Nada mais do que isso. O resto é consequência e discussão de arquibancada.

Em tempo: Só valerá mesmo uma vitória do Flamengo se o São Paulo perder ou empatar com o Goiás, em Goiânia. Caso contrário, o tricolor continuará na frente na classificação.

O clássico não acaba

quinta-feira - 5/novembro/2009

Dias após Palmeiras x Corinthians, em Presidente Prudente, e ainda há farpas se soltando dos dois lados. Parece que o jogo não acabou ou não quer acabar.

Hoje, Diego Souza lamentou as palavras de Mano Menezes, que na verdade usou uma acusação do volante Fabrício, do Cruzeiro, para critica-lo por declarações dadas na última segunda-feira.

Diego disse que Jorge Henrique é um cai-cai, ou seja, um jogador que se joga muito para cavar faltas e por isso o árbitro Heber Roberto Lopes só deu cartão amarelo para o zagueiro Danilo ao invés do vermelho.

Fabrício antes de enfrentar o Palmeiras disse que o árbitro da partida deveria ficar de olho nas cotoveladas, socos e faltas de Diego Souza.

Diego ficou chateado com Mano de quem foi jogador no Grêmio. Se disse surpreso e que essa declaração dando razão a Fabrício pode prejudicar sua carreira.

Hoje também Jorge Henrique respondeu ao palmeirense através de sua Assessoria de Imprensa.

E sinceramente, lembrando das vezes que entrevistei Jorge Henrique, nem parece que é o mesmo que escreveu a nota. 

Jorge Henrique teria dito: ” De novo o Diego Souza com essa história? Já está ficando ridículo! Ele deveria se preocupar em agredir menos os companheiros de trabalho, dentro e fora de campo, e jogar futebol. Pode ser que ele esteja cavando uma vaguinha de comentarista esportivo ou de arbitragem”

E ainda acrescentou: ” Quero ver se ele fica em pé com as pancadas que recebo. O fato é que, de pé ou deitado, o Corinthians já comemorou dois títulos este ano e nós, jogadores, estamos em paz com a torcida. Se eu caio ou não é problema meu, mas tomara que ele pense duas vezes antes de dar uma cotovelada ou um soco em um jogador Ele agride tão bem quanto joga. Isso, sim, é digno de crítica”

Essas não são palavras usuais de Jorge Henrique. Escreveram e deram para ele assinar, no mínimo. Mas afinal, assessor é pago também para isso. Para arrumar palavras para os seus assessorados e de vez em quando esconde-los das entrevistas.

Isto posto. Acho que Diego Souza tem uma certa razão quanto a Jorge Henrique. Ele cai muito mesmo, mas também é um bom jogador e sofreu falta de Danilo.

Sobre Mano Menezes. Se ele foi treinador de Diego Souza não precisava usar Fabrício para falar das “qualidades” do camisa 7 do Palmeiras, ele já devia conhece-las. A pergunta é: Quando essas “qualidades” estavam a seu serviço serviam ou ele piorou depois que se separaram?

Outra pergunta: Jorge Henrique corre o risco de um dia ser chamado de cai-cai pelo técnico Mano Menezes quando não estiver mais trabalhando com ele?

Será que essa “qualidade” pode ser lembrada como defeito no futuro?

Zagueiros do Palmeiras garantem a liderança

domingo - 1/novembro/2009

Direto de Presidente Prudente:

Corinthians esteve na frente do marcador duas vezes e não conseguiu quebrar o tabu que vem desde 2007 sem vencer o Palmeiras.

Placar final foi 2 x 2, num jogo prejudicado pelo forte calor de Presidente Prudente.

Pouco mais de 18 mil espectadores foram ao estádio.

Um público que caberia com sobras no Parque Antártica.

Houve majoração do preço do ingresso, mas isto também podia acontecer no Parque.

A renda foi dividida. Ficou claro que não é muito criativo fazer três clássicos com os mesmos times numa só cidade.

A cidade de São Paulo que é a sede dos dois times não assistiu  Corinthians x Palmeiras nesta temporada.

É hora dos dirigentes também se lembrarem disso.

Também está na hora de pedir o remanejamento do ínicio do jogo por causa do horário de verão.

É um crime contra o futebol jogar às 15 horas de antes, 16 de hoje, no horário de verão.

Dentro de campo foi um jogo disputado e em alguns momentos bastante lento por causa do clima.

Ronaldo se arrastou os 90 minutos, mas Ronaldo se arrastando ainda assim é um jogador desequilibrante.

Bateu bem o pênalti que abriu a contagem para o Corinthians.

Defederico enfiou uma bola bonita para Jorge Henrique, um dos melhores em campo, e Marcos  foi obrigado a fazer o pênalti.

Foi expulso na sequência e não reclamou. Disse no microfone Jovem Pan que a expulsão foi justa, ao contrário de Rogério Ceni, na Vila Belmiro, no domingo passado.

Aí Muricy poderia ter feito coisa melhor para acertar a equipe com apenas 10 jogadores em campo.

Tirou Obina, que eu não tiraria, para a entrada de Bruno no gol.

Na volta do intervalo consertou o erro anterior. Tirou Marcão e colocou Marquinhos.

Já poderia ter feito isto para colocar Bruno e manteria a dupla Obina, que tem sorte e história contra o Corinhians, e Vagner Love.

O Palmeiras empatou no segundo tempo com um gol de cabeça de Danilo, na bola parada de Figueroa.

O Corinthians passou a frente fazendo 2 x 1 numa ótima enfiada de Defederico para Ronaldo, que driblou Bruno com os olhos e com o corpo e fez um bonito gol.

Maurício Nascimento empatou o jogo em 2 x 2 em mais uma bola parada de Figueroa.

A bola de Figueroa passou a ser tão importante para Muricy como era a de Jorge Wagner, no São Paulo, no passado.

Maurício fez o seu primeiro gol como profissional e ofereceu a sua mãe, dona Luzia, que criou a ele e mais quatro irmãos abandonados pelo pai.

Pai que agora quer reaparecer para tirar uma cascaquinha da carreira do filho, segundo o próprio Maurício disse à Jovem Pan após o jogo enquanto se emocionava ouvindo o seu gol.

O Corinthians saiu reclamando de Heber Roberto Lopes por não expulsar Danilo, que logo após a expulsão de Marcos, fez uma falta violenta em Jorge Henrique, o jogador que mais apanhou em campo.

Lopes disse que não viu falta para vermelho e deu apenas amarelo.

Danilo admitiu que a falta foi violenta.

Mano Menezes disse que com Heber no apito percebeu que não ganharia o jogo e que merecia melhor sorte.

Aí foi a vez de Muricy responder: “Conseguimos os gols em duas jogadas treinadas por nós e não acho injusto o resultado. Eu poderia reclamar da expulsão do Marcos, mas não vou reclamar. Também poderia dizer que ele deveria dar cartão para o Dentinho que simulou um pênalti no segundo tempo e não deu”.

Nessa jogada do Dentinho com Armero, eu atrás do gol achei que ele tinha sido tocado, mas na hora a televisão mostrou que o árbitro acertou.

Errei eu e acertou em cheio Heber Roberto Lopes, que na verdade fez uma boa arbitragem. Teve erros passáveis.

Zagueiros Danilo e Maurício Nascimento disseram ainda no gramado que jogadores corintianos afirmavam que iam tirar a liderança do Palmeiras e quando estava 1 x 0, sorriam e diziam: “já, já vamos fazer o segundo gol e acabar com isso”.

Eles afirmaram de cabeça erguida: “Parece que não deu certo. Empatamos e continuamos na liderança”, sem querer dar os nomes de quem fez a provocação, que cá entre nós, também é normal no futebol.

Palmeiras agora tem 58 pontos ganhos e mantém a liderança do Brasileiro, mas tem a companhia do São Paulo F.C..

Ambos tem a mesma campanha e o Palmeiras é lider por saldo de gols. São apenas três gols (15 x 12 de saldo) que dão a liderança ao time de Muricy Ramalho.

É importante ser líder, mas a diferança diminuiu muito e Muricy já avisou que não existe campeão sem sofrimento. O Palmeiras que vá aprendendo.

Nos 5 jogos que faltam para o fim do Campeonato, o Palmeiras enfrentará Fluminense, no Rio;  Sport, no Palestra; Grêmio, no Olímpico; Atlético MG, no Palestra e encerra no Rio de Janeiro contra o Botafogo.

São jogos contra equipes que lutam para não cair e terá pela frente o Atlético que neste momento está a apenas dois pontos da liderança.

Já o São Paulo terá o Grêmio, em Porto Alegre; Vitória, no Morumbi; Botafogo, no Rio; Goiás, em Goiânia e Sport, no Morumbi.

Não tem confronto direto pelas primeiras posições.

É Defederico ou Devderico?

quinta-feira - 8/outubro/2009

O argentino Defederico jogou ontem pela primeira vez na vida no Estádio do Maracanã, que um dia já foi o maior do Mundo.

Hoje só tem capacidade para pouco mais de 94 mil espectadores.

Perdeu a majestade para o May Day Arena, que fica em Pyongyang, na Coréia do Norte, um país sem nenhuma tradição no futebol.

Mas o Maracanã continua sendo um dos mais lendário e bonitos do Mundo.

Os corintianos aqui da Redação estão brincando com essa pergunta.

É Defederico ou Devderico?

Por enquanto é só mais um no time do Corinthians.

Tem um bom toque de bola, tem estilo, joga bonito, pero…..

Na sua estréia contra o São Paulo me deixou boa impressão, mas os torcedores, pelo menos com aqueles que eu converso, estão desconfiados.

Tomara que seja mesmo um grande jogador, um jogador de time grande, já que apareceu no Huracán, que não é a maior maravilha da Argentina e muito menos do futebol mundial.

Isso não quer dizer nada se lembrarmos que o maior argentino de todos os tempos, Diego Armando Maradona, apareceu no “chico” Argentinos Júniors, que continua pequeno até hoje.

Vamos dar mais tempo para o meia corintiano. Mas por enquanto o craque do Youtube não apareceu. Ele só é bom no DVD. É craque virtual.

Precisa ser bom também no campo.

Ah, só mais uma coisa. Empatar com o tenebroso Fluminense, no Maracanã, eu considero derrota.

O Corinthians tinha que ter feito muito mais.

Não é à toa que Mano Menezes saiu bravo para os vestiários.

E saiu dizendo que quem estiver com a cabeça em 2010 não precisa mais jogar em 2009.

Para quem será que foi esse recado?

Também vamos esperar os próximos dias para saber.

Nem sempre a decisão do técnico vale para todos. Ele tem que acomodar as coisas e continuar vivendo.

Em tempo: Quem chama Defederico de Dvderico é o Rogério Assis, narrador da Jovem Pan. Portanto, se tiverem que xingar, xinguem a ele. Não a mim.

Eu só achei interessante e talvez verdadeiro, e copiei e antes que ele me processe, aí está o crédito.

Furacão derruba Corinthians

sábado - 3/outubro/2009

Em duas semanas foi a segunda derrota em casa e em ambas com o time jogando mal.

O Corinthians caiu diante do Atlético Paranaense por 3 x 1, no Pacaembu.

Há duas semanas perdeu para o Goiás por 4 x 1.

O jogo de hoje foi quase igual.

O Corinthians tentando atacar e o adversário se defendendo de todas as formas.

Antonio Lopes montou uma defesa forte e não deu espaços para o Corinthians.

Paulo Baier comandou todas as ações no meio-campo e não foi molestado com nenhuma marcação pegajosa.

Baier fez o primeiro gol num lance muito bonito, Wallyson fez o segundo depois de receber um ótimo passe do mesmo Baier e o jogo ficou na mão do chamado Furacão de Curitiba.

Perdendo por 2 x 0 o Corinthians foi prá cima e Jucilei em jogada de Ronaldo que caiu pela ponta-esquerda, diminuiu de cabeça: 2 x 1.

O Corinthians parecia que ia empatar quando houve uma falha gritante do goleiro Felipe.

Um chute fraco de fora da área de Wesley venceu o goleiro corintiano, que tem crédito e teve seu nome gritado pela torcida mostrando que o frango foi perdoado.

No fim da partida, Felipe não quis dar entrevista. Saiu mudo do gramado.

Os torcedores vaiaram o Corinthians pelo mau futebol.

Dentinho escutou as vaias e concordou com elas: “A torcida tem razão em vaiar. O time não veio para o segundo tempo”.

Ronaldo não ouviu as vaias: “Você está exagerando. Não vi nada disso”, me respondeu rapidamente e desceu para os vestiários pedindo licença para quem estava na frente.

O chamado Fenômeno não fez uma grande partida e foi totalmente dominado pelo jovem zagueiro Manoel, 19 anos de idade, uma revelação do Atlético Paranaense.

Dizem que São Paulo, Palmeiras e outros grandes times do futebol brasileiro estão de olho nele.

Mano Menezes admitiu que o time está mais fácil de ser marcado pelos adversários e que precisa procurar um novo jeito de jogar.

Admitiu também que esperava mais do estreante Edno, mas ele teve uma gripe na semana e isso deve ter atrapalhado a sua atuação.

Mano diz que o time tem dificuldade na armação da jogada e que Defederico, que hoje ficou no banco, pode vir a fazer essa função, mas é preciso dar tempo ao tempo.

Não será agora que irá resolver o problema.

A lateral-esquerda é outro assunto ainda não resolvido no time corintiano.

“Marcinho está se adaptando a função e ainda tem dificuldades. Vamos continuar tentando”, disse Mano.

A torcida parece não ter paciência com alguns pratas da casa.

O zagueiro Renato e o lateral Marcinho chegaram a ser vaiados em alguns lances e Mano disse que não espera compreensão dos torcedores, mas é preciso cuidado com os jovens jogadores.

Mário Gobbi, vice-presidente de futebol corintiano, disse à Jovem Pan que a torcida tem direito de vaiar e que agora é pensar mesmo em 2010 e os reforços que não vieram nesta janela podem vir em dezembro, numa clara alusão a lateral-esquerda do time.

Há que se analisar que o Corinthians sem a zaga formada por Chicão e Willian perde muito.

A equipe fica muito vulnerável e Marcelo Matos precisa se readaptar a cabeça de área.

O ano acabou para o Corinthians. Título brasileiro ficou impossível. Nem pensar.

Tem que administrar a campanha e preparar um time para a Libertadores-2010.

Andres Sanchez acusa: “O São Paulo é o time que melhor pressiona a arbitragem no Brasil”

domingo - 27/setembro/2009

Deu empate justo no Morumbi entre São Paulo e Corinthians.

Os dois times não mereceram muito mais do que o 1 x 1 do placar.

Mas sobrou para o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, de Minas Gerais, que na minha opinião não foi mal no jogo.

O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, está muito bravo com o árbitro e com a situação da arbitragem no Brasil.

Dizia para quem quisesse ouvir e disse alto e bom som no microfone Jovem Pan: “O São Paulo é o time que melhor pressiona a arbitragem no Brasil. Eles falam muito antes do jogo, o juiz fica pressionado e daí se vê o que aconteceu hoje aqui no Morumbi. Foi um escândalo”.

Andres garante que isso dá resultado e que ele é incompetente para fazer igual ao São Paulo, mas não acha que isso seja bastidor, é pressão na arbitragem mesmo e o árbitro na hora de decidir erra em favor do tricolor.

Foi mais longe. Disse que todo mundo faz e que ele também vai começar a fazer.

Aproveitou a deixa e garantiu que o São Paulo já adiantou as cotas de televisão do ano que vem, mas fica vendendo a imagem de que é um clube equilibrado financeiramente e bem administrado.

Andres quer provar a todo o custo que o Morumbi sem o Corinthians dá um sério prejuízo ao São Paulo, por isso a alfinetada quanto as cotas de tv adiantadas.

Não diria que é choro de perdedor porque no Morumbi ambos perderam.

Se o empate deixa o Corinthians lá atrás com apenas 38 pontos, também foi ruim para o São Paulo que vê o Palmeiras escapar 5 pontos e ainda foi ultrapassado por Goiás e Internacional na classificação.

A verdade é que o Corinthians não fez um bom jogo e o São Paulo só tentou alguma coisa no segundo tempo.

No primeiro tempo houve um impedimento mal dado por Carlos Augusto Nogueira Júnior, o bandeirinha, e Dagoberto com razão reclamou.

Resultado. Mesmo com razão porque não estava irregular no lance, levou amarelo e é o terceiro.

Está fora do jogo contra o Náutico, na quarta-feira, no Recife.

O São Paulo devia reclamar deste lance também.

O Corinthians achou um gol numa das maiores trapalhadas da história da defesa do São Paulo.

Dentinho, que reclamara de uma entrada de André Dias, saiu para ser atendido fora de campo e na volta antecipou-se a Jean e tocou a bola em direção a área.

André Dias se confundiu com o goleiro Bosco e deu a bola para Ronaldo debaixo do gol abrir o placar.

Ele estava de cabeça baixa e achou que quem estava no gol para trabalhar com os pés era Rogério Ceni.

No intervalo André assumiu o erro grotesco e chamou para si toda a culpa pelo gol do Corinthians.

O São Paulo chegou a reclamar que Dentinho voltou para o campo sem autorização do árbitro, mas não foi verdade.

Ele estava autorizado, foi esperto e chegou antes de Jean, que não foi avisado do perigo pelos companheiros.

No segundo tempo o Corinthians se defendeu e o São Paulo atacou.

Washington entrou no lugar de Borges, que ficou várias vezes impedido, e acabou empatando o jogo num erro da arbitragem.

Hernanes enfiou um passe na área, Washington apareceu na frente de Felipe e o encobriu.

Estava, segundo o tira-teima, 25 centímetros à frente e portanto em impedimento.

Impedimento de TV. A olho nu para o bandeira Emerson Augusto de Carvalho foi muito difícil de ser visto e atrás do gol também não vi.

Achei que Hugo estava impedido, mas Washington não.

De novo aquilo que eu penso. Na TV, em câmera lenta, todo mundo viu o impedimento, mas na hora nem o Corinthians reclamou.

Washington comemorou tirando a camisa e tomou cartão amarelo, o que viria a lhe custar uma justa expulsão no fim do jogo.

Fez uma falta em Wilian, não aceitou, discutiu com o árbitro e levou outro amarelo de presente. 

Sobrou cartão vermelho e está fora do próximo jogo, no Recife.

Mano Menezes reclama que o árbitro Ricardo segurou seu time, que foi malandro, insinuando armação na arbitragem para beneficiar outros interessados.

O Corinthians esperneia contra o árbitro como todo mundo faz e seu presidente garante que só ele mesmo não faz.

Zezé Perrela está fazendo escola.

O mesmo Perrela que ontem foi beneficiado com o seu Cruzeiro diante do Barueri com um gol impedido e um pênalti não dado para o time da casa.

No fundo o que todos querem é isso mesmo.

Levar vantagem e jogar a pecha de reclamão, de aliciador, de chorão, para cima dos outros adversários.

O árbitro que apitou hoje no Morumbi é o mesmo da final da Copa do Brasil quando o Corinthians ganhou o título dentro do Beira Rio.

O Internacional fez pressão sobre a arbitragem naquela decisão e mesmo assim o Corinthians ganhou.

Andres nunca disse que naquela ocasião trabalhou melhor nos bastidores que o Internacional e nem reclamou do árbitro.

Se ele aceita pressão, se faz armação, aquela final também deveria estar sob dúvida ou não?

Será que o Inter estava certo?

O que os dirigentes tem que entender é que o árbitro que erra hoje é o mesmo que vai beneficia-lo amanhã e assim por diante.

O resto é choro de perdedor ou de empatador, como foi hoje.

Ah, o argentino Defederico estreou e dentro da possibilidade foi bem.

Tem um bom toque de bola como o Youtube já tinha mostrado e parece que vai tomar conta da função deixada por Douglas.

Foi elogiado por Mano Menezes e adorou jogar com Ronaldo, que foi substituído no segundo tempo e liberado para viajar até Madrid.

Só volta na quinta-feira talvez a tempo de jogar contra o Atlético Paranaense, no sábado, no Pacaembu.

Clássico paulista é um campeonato à parte

sexta-feira - 25/setembro/2009

O São Paulo é vice-líder do Campeonato Brasileiro e precisa da vitória domingo, no Morumbi, contra o seu maior algoz da atualidade que é o Corinthians.

Se vencer continua na cola do Palmeiras que amanhã receberá o Atlético Paranaense, no Palestra Itália, às 18h30.

O Corinthians ficou mais distante depois da goleada sofrida diante do Goiás e o clássico é um jogo de tamanho certo para se recuperar.

É um ingrediente a mais para o jogo.

Sem falar que uma vitória coloca de novo o time de Mano Menezes com perspectivas mais acima nem que seja só matematicamente.

Além disso tudo que já foi exposto, há a rivalidade crescente entre os adversários.

O São Paulo não conseguiu ganhar do Corinthians na era Mano Menezes.

Coleciona derrotas importantes já nesta temporada.

Em três jogos no Paulista perdeu duas vezes e conseguiu um empate na fase de classificação.

No Brasileiro tomou uma sapecada de 3 x 1, no Pacaembu.

O Corinthians adoraria vencer na casa do adversário onde só joga como visitante segundo o presidente Andres Sanchez.

Depois de desentendimento por cota de ingressos no Paulista, Sanchez prometeu que enquanto for presidente do Corinthians jamais voltará a mandar jogos no Morumbi e quando pode faz campanha contra o estádio e contra o tricolor.

Já tentaram aparar as arestas várias vezes, a coisa melhorou, mas o relacionamento não é mais o mesmo.

Sanchez apostava que sem o Corinthians no Morumbi, o São Paulo já estaria falido nesta altura do ano.

Não está, continua brigando pelo título com ótima recuperação no Campeonato.

Muita coisa estará em jogo domingo. Não somente os pontos da partida.

Há o Brasileiro em jogo, a rivalidade dos times, dos dirigentes, da torcida e a vontade dos jogadores nesse tipo de clássico.

Na segunda-feira o ganhador desfilará pela cidade contando vantagem e o perdedor será gozado até pelos torcedores de outros times que assistirão o clássico de camarote.

Se o Corinthians vencer, além de se recuperar no Brasileiro, também ficará o gostinho de ter atrasado a vida do São Paulo, o rival do momento.

Até o empate, dependendo das circunstâncias, será ruim para o tricolor.

O Corinthians joga sem muita responsabilidade, mas se perder de novo também não terá uma semana tranquila.

Se o São Paulo vencer manterá suas possibilidades no Campeonato e quebrará um tabuzinho contra Mano Menezes, além de ganhar mais confiança da sua torcida.

É mesmo uma disputa à parte que também vale pelo Campeonato Brasileiro.

Corinthians patinou e se afastou da briga

quinta-feira - 17/setembro/2009

Corinthians empatou agora há pouco com o Coritiba, em Curitiba, e se afastou da briga pelo título brasileiro.

Começou perdendo e acabou empatando em 1 x 1.

Para o Corinthians não adianta esse negócio de G-4, o time já está na Libertadores-2010.

Tem que ser como brincamos aqui na Jovem Pan, só o G-1.

Tanto faz ser o segundo como o quinto.

Só vale a disputa pelo título, o resto é paliativo.

Com o empate em Curitiba, o Corinthians fica para trás na briga.

Pode mostrar a cara nas próximas rodadas, mas aquela previsão de Muricy de que o Corinthians poderia incomodar não se confirmou.

Eu também achava isso antes do jogo, mas….

Domingo o time de Mano Menezes joga com o Goiás, às 18h30, no Pacaembu e se vencer pode repensar a situação.

O Goiás está na frente na classificação e seria o chamado jogo de seis pontos para ambos.

A pergunta que fica no ar é se Ronaldo volta ou não nesse jogo?

Outra pergunta é sobre Matias De Federico. Ele finalmente vai estrear?

O seu nome ainda não apareceu no BID.

Marcelo Matos já estreou e chegou depois do argentino, que por enquanto só treina, presta muita atenção, mas não pode jogar.

O que está acontecendo?

Agora Mano é o técnico de Edno

terça-feira - 15/setembro/2009

No Paulista eles se estranharam num jogo entre Corinthians e Portuguesa.

Agora vão trabalhar juntos no Parque São Jorge.

De um lado Mano Menezes e de outro o meia Edno.

Na época trocaram farpas pela imprensa e a coisa ficou mal parada.

A versão de Edno foi assim:

“Fui falar com ele, no calor do jogo, e ouvi que o meu técnico era o Mário Sérgio. Só dizia que o meu técnico era o Mário. Depois, tentei pedir desculpas no intervalo, mas o Mano não aceitou. Ele me deu um tapa no rosto. Ele já foi mais humilde quando treinava times do interior”

A versão de Mano Menezes foi esta:

“É óbvio que não agredi ninguém. Isso não é do meu feitio. O Edno estava fazendo pressão na arbitragem e quis falar comigo. Eu disse para ele se dirigir ao Mário Sérgio, que é o técnico dele. Há pessoas que gostam de se fazer de vítimas. O futebol é muito mais do que isso. O Edno quis me pedir desculpas, mas preferi não conversar com ele porque não gosto de falar no intervalo. Nem entrevistas dou nessa hora”

Ambos já superaram a situação e podem fazer um bom trabalho juntos no Parque São Jorge.

Não é a primeira vez que desafetos de um jogo se tornam companheiros em outra ocasião.

Vampeta e Edílson discutiram muito com Luiz Felipe Scolari e foram a Copa de 2002 convocados pelo treinador.

Eles se adoraram e a discussão da época dos clubes ficou para trás.

Rogério Ceni também não batia com o santo de Scolari e o técnico o levou para a Seleção.

Hoje quando você pergunta sobre o goleiro tricolor, Felipão só tem elogios a fazer pela postura e amizade dentro da Seleção.

Embora tendo ficado na reserva, Rogério também fala muito bem do treinador e se tornou um grande amigo do titular da Copa, o palmeirense Marcos.

Isso é passageiro e tem que ser assim.

Agora Mano é o técnico de Edno e com certeza vai parar para ouvir o jogador e vice-versa.

O “tapa” será um carinho a mais de Mano no rosto de Edno.

Boa sorte aos dois.

Corinthians ganha com uma jogada treinada no quarto

quinta-feira - 3/setembro/2009

Corinthians bateu o Santos de virada, no Pacaembu.

O time da Vila começou na frente com um gol que teve vários donos, segundo a arbitragem.

Primeiro foi dado para Fabão, que nem tocou na bola, e depois para Eli Sabiá que cabeceou para o gol.

Mas na verdade foi contra de Chicão, o último a tocar na bola.

O Santos tomou um baile no primeiro tempo e melhorou um pouco no segundo.

Corinthians apoiado por mais de 25 mil pessoas tentou jogar o tempo todo.

Conseguiu empatar com Bil, que entrou no lugar de Souza, que mais uma vez saiu vaiado.

Mano Menezes defendeu Souza dizendo que ele entrou em campo mesmo com o seu pai sofrendo um enfarte na tarde de ontem.

Souza já vinha sendo vaiado nos jogos anteriores.

Teve um bom segundo tempo em Barueri e por isso ganhou nova chance ontem.

Lamento pelo problema do seu pai.

Nessa hora ele devia ficar ao lado do seu velho.

Ninguém tem cabeça para trabalhar nessa situação.

O segundo gol do Corinthians nasceu de uma falta bem trabalhada.

Na hora todo mundo achou que tinha participação de Mano Menezes, mas não tinha. Eu também achei.

Ele próprio admitiu que não treinou essa jogada.

A que treinou envolvia Marcinho, que sentiu pouco antes do jogo e foi sacado da partida.

Jorge Henrique bateu a falta para Elias, que virou na direita para Balbuena.

O paraguaio cruzou, Paulo André passou da bola e atrás dele Chicão concluiu virando o marcador para 2 x 1 Corinthians.

O Santos tomou um gol de uma jogada treinada no quarto, numa conversa entre os jogadores.

Foi assim que Mano Menezes definiu: “Eles devem ter conversado no quarto, na concentração e resolveram fazer no jogo. Deu certo”.

O Santos ficou olhando. Parecia treino.

Sabe aquelas faltas treinadas que são repetidas várias vezes e a defesa não participa.

Pois foi assim que o time de Vanderlei Luxemburgo perdeu o jogo, no Pacaembu.

Mas perdeu merecidamente.

Parabéns ao Mano Menezes por ser sincero e reconhecer que nada teve a ver com a jogada de quarto do Corinthians.

Conheço técnico que diria que tudo estava programada, tudo estava no “projeto”.

O Santos está a cinco pontos da Zona do rebaixamento e a cinco do G-4.

Emerson está sem ritmo de jogo, mas garante que está no peso ideal.

A Comissão Técnica confirma.

Diz que ele perdeu 8 quilos em 20 dias, uma dieta que todas as gordinhas e gordinhos do planeta gostariam de fazer.

Uma questão que continua aberta para mim.

O que é que Neymar tem que fazer para ser titular?

Ontem ele entrou no lugar de Madson, que saiu segundo Luxemburgo com 39 gráus de febre.

Luxemburgo devia saber que talento não tem idade.

Mas ruindadade tem, não acaba nunca.

Ele gosta de escalar Robson, que é mais velho que Neymar, mas menos jogador.

Robson é natural de Marialva, Paraná.

Marialva? Paraná? Ih, só falta ser do Iraty também.

Bem deixa isso prá lá.

Já o Corinthians navega tranquilo.

Está agora a um ponto do G-4, o chamado grupo de elite do Campeonato.

Mas como foi só o primeiro jogo da vigésima terceira rodada, tudo pode mudar no fim de semana para Santos e Corinthians, para cima ou para baixo.