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Marco Aurélio Cunha diz que Palmeiras vive um turbilhão de emoções e sofre por por Muricy

sexta-feira - 20/novembro/2009

Marco Aurélio Cunha é amigo pessoal de Muricy Ramalho.

Teve uma profícua convivência de três anos e pouco e ganhou o tricampeonato brasileiro com o atual técnico do Palmeiras.

Hoje no CT da Barra Funda, Cunha dizia que o Campeonato agora está mesmo polarizado entre São Paulo e Flamengo.

Reconhece que o rubro-negro está jogando bonito, mais bonito até que o tricolor, e que ambos merecem o título.

Disse que entende a torcida de muita gente contra o São Paulo para que uma mesma equipe não ganhe 4 títulos sucessivamente, mas pode acontecer pela força da equipe, pelo acerto da contratação de Ricardo Gomes e estrutura do clube.

Marco lamentou o momento de Muricy Ramalho, no Palmeiras: “Sofro com o amigo. Não vou torcer pelo Palmeiras, mas torço pelo Muricy. Gosto dele e não merecia passar por tantas dificuldades. Mas faz parte. São coisas que acontecem na vida do treinador e de tantas pessoas. Eu sinto por ele”

Cunha também acrescentou que o problema da crise palmeirense é pelo longo tempo sem título: “Eu me lembro aqui como era na época que os títulos não chegavam. As pessoas se enervavam mais facilmente. Vejo o Marcos que é um cárater maravilhoso, uma pessoa fantástica, às vezes fica nervoso e dá declarações fortes justamente por isso. Ele quer ganhar, quer encerrar sua ótima carreira com mais um título importante. Acontecia aqui também quando o Rogério não tinha títulos de peso e ele se desconcertava mais. Agora não, agora é mais fácil. A obrigação de ganhar não é tanta”

“O Palmeiras vive um turbilhão de emoções. Tem uma diretoria competente, tem grandes jogadores, fez um ótimo trabalho no Campeonato, tem um grande treinador, uma grande Comissão Técnica, mas falta o título de peso para acalmar o clube”, concluiu Marco Aurélio Cunha.

Muricy não é mais o Rei dos pontos corridos

quinta-feira - 19/novembro/2009

O Palmeiras teve rendimento de time rebaixado ou na zona do rebaixamento no segundo turno.

Para ele faltam apenas dois jogos para o ano acabar e precisa vencer desesperadamente para não perder de vez a temporada.

Muricy Ramalho é o que menos pontos ganhou no Brasileiro entre os disputantes do título e do G-4.

Tinha ganho 7 no São Paulo com 1 vitória, 4 empates e 2 derrotas e assumiu o Palmeiras na décima quarta rodada com o Palmeiras na vice-liderança com 28 pontos ganhos.

Estreou na décima quinta, venceu o Fluminense por 1 x 0 e assumiu a liderança que só viria a perder para o Internacional na décima nona e vigésima rodadas, ainda assim com jogos atrasados do time do Sul.

De lá para cá conquistou 8 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, perfazendo 31 pontos e somando com mais 28 que herdou de Luxemburgo e Jorginho, totaliza os 59 que ostenta hoje.

Quando Muricy assumiu o Palmeiras tinha feito 26 gols e tomado apenas 14. Com ele a equipe fez 28 gols e tomou outros 28, por isso o saldo continua igual daquela época: 12.

No primeiro turno, o Palmeiras ganhou 37 pontos ganhos e terminou como vice atrás do Inter, de Porto Alegre que somou os mesmos pontos, mas ganhou no número de vitórias (11 x 10) um título simbólico.

A campanha do Palmeiras no segundo turno explica muita coisa. Foi uma campanha para cair mesmo.

A equipe ganhou apenas 22 pontos. Menos que o Fluminense que ganhou 24 e quase igual o Sport que já caiu e amealhou 18 pontos no returno.

Isso explica bem o que aconteceu com o Palmeiras. O time simplesmente parou.

Os números não mentem e expõe a péssima campanha do alvi-verde no returno do Brasileiro.

Mostra também que o técnico tricampeão do Brasileiro já não é mais o Rei dos pontos corridos.

Antes parecia administrar muito bem a situação e ia fazendo um belo estoque de pontos pelo caminho. Quando precisava eles estavam lá.

Não foi o que aconteceu no Palmeiras. O que faltou para Muricy? Faltou pegar o trabalho no começo? Ou faltou a estrutura do outro lado do muro, que pelo jeito continua fazendo a conta certa na hora de coletar os pontos?

Em tempo: No próximo post vou contar a vocês quem são os verdadeiros campeões dos pontos corridos.

Vexame no Olímpico. Palmeiras perde o controle e fica longe do título

quinta-feira - 19/novembro/2009

O Palmeiras não fazia um mau primeiro tempo.  Tinha criado uma chance numa boa jogada de Diego Souza, que depois de várias partidas no ostracismo mostrava um bom futebol, e poderia virar o primeiro tempo pelo menos com o empate.

Eis que já no apagar das luzes toma o gol de Rafael Marques numa bobeada do zagueiro Maurício Santos.

Obina cobra forte o companheiro, é empurrado e revida com violência. Resultado: Ambos são expulsos na volta para o segundo tempo.

Obina nem voltou. Malandramente Muricy Ramalho tentou substitui-lo por Vágner Love, mas a alteração não foi permitida pelo árbitro Heber Roberto Lopes.

A não ser que Love entrasse na vaga de outro. Do expulso Obina, não.

Maurício voltou para campo só para receber o cartão vermelho.

Para contornar, Muricy teve que tirar Ortigoza e colocar o terrível Marcão para arrumar a zaga.

O Palmeiras tomou mais um gol no segundo tempo. Max Lopes aproveitou-se da falha de Marcão e Armero e completou paras as redes.

Placar final: 2 x 0, para o Grêmio, que ainda teve dó do Palmeiras, pois jogou todo o segundo tempo contra 9 e não forçou muito. Se segurou, respeitou o combalido Palmeiras.

Foi um vexame para a história do clube. A diretoria agiu rápido e assim que a partida terminou, o vice-presidente Gilberto Cipullo informou no microfone Jovem Pan: “Maurício Santos e Obina não vestem mais a camisa do Palmeiras. O que eles fizeram jamais poderia ter ocorrido. É um desrespeito a entidade e aos companheiros. Estão fora e é irrevogável”.

Muricy Ramalho, claramente contrariado e chateado com a situação, admitiu que quando chegou nos vestiários após o jogo a decisão já tinha sido tomada pela diretoria e ele só pôde acata-la.

Deixou no ar que se dependesse dele, talvez tomasse uma decisão hoje com a cabeça mais fria analisando a situação dos dois.

“O Obina tem uma carreira consolidade e volta para o Flamengo. Vai tocar sua vida, mas o Maurício é um garoto que subiu este ano, é da base e não sei como vai ser”, completou um decepcionado Muricy.

A diretoria do Palmeiras e o técnico Muricy Ramalho fazem questão de dizer que o elenco tem boa convivência e que nunca esperavam essa atitude dos dois jogadores. Mas ao mesmo tempo especula-se que os últimos resultados transformaram o ambiente num barril de pólvora.

A cobrança é por melhores resultados e ontem ela passou do ponto de forma muito extremada.

Alguns, como o Flávio Prado e o Nílson César, acharam que a diretoria agiu de forma irracional, no calor do momento.

Eu já acho que a diretoria tomou a decisão certa e resolveu logo a questão. Os jogadores cometeram uma falta grave e foram afastados. Acabou esse problema. Agora tem que resolver os outros.

Os outros são buscar a explicação porque um time que teve toda a retaguarda praticamente entregou o Campeonato na reta de chegada e dos últimos 27 pontos disputados só consequiu 6.

Por que esse time sente tanto a hora da decisão? Por que jogadores importantes como Diego Souza caíram de produção? Por que Vágner Love não conseguiu jogar o que dele se esperava? Essas e muitas outras perguntas tem que ser respondidas.

O goleiro Marcos disse que não vai enganar a torcida e avisa que o título não faz mais parte do sonho: “Eu não vou ficar aqui enganando ninguém. O título já era. Agora temos que lutar por vaga na Libertadores”, disse o capitão na saída do gramado.

Muricy Ramalho não o desmentiu e também admite que agora a briga é por vaga na Libertadores embora haja chance matemática de título, mas as dificuldades são imensas.

O Palmeiras terá 10 dias até o próximo jogo contra o Atlético Mineiro, dia 29, no Palestra Itália. Nesses dias, Muricy terá que lamber as feridas, colocar a cabeça no lugar e convencer o elenco que o ano ainda não está totalmente perdido.

Mas haverá a pressão da torcida, da imprensa, de dentro do Palmeiras e dos adversários já neste fim de semana.

Se São Paulo e Flamengo vencerem seus respectivos jogos contra Botafogo e Goiás, ambos no Rio de Janeiro, o Palmeiras ficará a 6 pontos do tricolor e a 4 do rubro-negro na classificação. É muita coisa para tirar somente nas rodadas que faltam para o fim do Campeonato.

Não bastasse isso, em Belo Horizonte tem o jogo Atlético Mineiro e Internacional e se houver um vencedor, o Palmeiras cairá para a quarta posição, pois será ultrapassado pelo vitorioso no número de vitórias, 17 a 16 já que empatarão com 59 pontos ganhos.

A vida do Palmeiras será difícil nas últimas rodadas. O fim de ano não é o esperado pela sua torcida.

Palmeiras reage ou faz a quadra do rebaixamento

quarta-feira - 11/novembro/2009

Foi pequena a procura por ingressos para Palmeiras x Sport, hoje às 21h50, no Palestra Itália.

O torcedor palmeirense está desconfiado e desiludido depois da derrota para o Fluminense, no Maracanã.

A desconfiança e a desilusão não tem só a ver com erros de Simon, com a derrota em si, mas principalmente com os últimos resultados do time.

O Palmeiras dos últimos 21 pontos disputados ganhou apenas 5, frutos de empates com Avaí e Corinthians, ambos por 2 x 2, e uma boa vitória sobre o Goiás por 4 x 0.

Quando questionado domingo pelo repórter Rafael Prates, da Rádio Globo, sobre esses números, Muricy Ramalho o chamou de negativo e ainda foi deselegante.

“Você é muito negativo. Eu como sou positivo prefiro dizer que dos últimos seis pontos, ganhamos 4. Depois tem gente que reclama da sorte, que ganha pouco. Eu sou positivo”, vociferou o treinador mostrando-se mesquinho e prepotente na resposta.

Mas tem muita gente que ganha muito e é bem negativa, inclusive para a sociedade.

Muricy deveria ter dito e admitido que dos últimos 9 pontos ganhou apenas 4, incluindo também na conta a derrota para o Fluminense e isso não tem nada de positivo.

Ultimamente Muricy pode estar ganhando bem, mas só fora do campo. Lá dentro ele perdeu jogos importantes e por isso também o Palmeiras perdeu a liderança para o São Paulo.

O Palmeiras precisa apoio da sua torcida hoje no Palestra, mas também precisa reagir e mostrar que está a fim de conquistar o título.

Está a apenas um ponto do líder e se vencer o Sport, uma tarefa não tão difícil na atualidade, recupera a posição e pressionará o tricolor no sábado contra o Vitória.

É nisso que Muricy e seus jogadores tem que pensar agora. Terão que ser positivos e efetivos.

Se não passar pelo rebaixado Sport fecha a quadra do rebaixamento no Brasileiro.

O Palmeiras já conseguiu perder para o Náutico (3 x 0); Santo André (2 x 0) e Fluminense (1 x 0).  Um time que quer ser campeão não pode perder esses jogos. Da zona do rebaixamento só falta o Sport.

É a hora da reação ou de fazer a quadra Muricy. Depois não diga que não tem sorte. Não adianta nada ser positivo sem resultados positivos no campo.

A não ser que só o salário é o que conta na conta.

Palmeiras joga mal, perde e reclama de Simon.

segunda-feira - 9/novembro/2009

Hoje à tarde, no Maracanã, o Palmeiras jogou uma péssima partida e perdeu para o Fluminense, 1 x 0, gol de Fred, no segundo tempo.

Dos times que estão na zona do rebaixamento, o Palmeiras perdeu para o Náutico (3 x 0); Santo André (2 x 0) e hoje 1 x 0 para o Flu. Tomou 6 gols de times “rebaixáveis” (será que existe essa expressão?).

É muita coisa para quem liderou por tanto tempo o Campeonato e para quem quer ser campeão.

O próximo adversário é o Sport e se bobear o Palmeiras pode fechar a quadra com os times da zona do rebaixamento.

O Palmeiras está revoltado com a atuação de Carlos Eugênio Simon, a quem credita a derrota, no Maracanã.

Simon anulou um gol legal de Obina aos 28 do primeiro tempo depois de um escanteio cobrado por Figueroa, um dos poucos que se salvaram no time palmeirense.

O escanteio, no entanto, que originou o cruzamento de Figueroa não existiu e foi mais um erro de Simon.

Mas a grande verdade é que o Palmeiras jogou muito mal e mereceu perder.

O Fluminense sempre buscou a vitória e parecia mais inteiro que o Verdão, mesmo tendo jogado na quinta-feira pela Su-Americana, em Santiago do Chile.

Além  de Figueroa, apenas dá para destacar no Palmeiras o goleiro Bruno, que não teve culpa no gol já que Fred estava marcado por Maurício Santos e Marcão. Também tentaram muito Sandro Silva e o zagueiro Danilo.

Os demais foram uma negação e inclui-se também aí o técnico Muricy Ramalho, pois não dá para ganhar jogo com um zagueiro como Marcão, mais uma herança de Luxemburgo no elenco palmeirense.

Time que quer ser campeão não pode viver apenas de uma jogada de bola parada de Figueroa.

Não pode ficar fazendo ligação direta o tempo todo com a bola não passando pelo meio-campo.

Eu sei que a ausência de Cleiton Xavier pesa nessa hora, mas é difícil quebrar a bola no baixinho Vagner Love esperando que alguém pegue a sobra para reiniciar o ataque.

De novo Muricy tirou Obina que conhece bem o Fluminense e o Maracanã e deixou em campo Vagner Love, que já tinha cartão amarelo e jogando mal.

Aliás, foi o terceiro cartão de Love e ele não joga quarta-feira contra o Sport, no Palestra Itália.

Diego Souza de novo não entrou em campo e o Palmeiras perdeu também por causa de sua “ausência”.

Com a vitória, o Fluminense soma agora 36 pontos ganhos e com mais quatro jogos a fazer pode chegar a 48 no total.

Ainda pode ser pouco para quem quer fugir do rebaixamento.

Mesmo ganhando hoje continua lá atrás e está a cinco pontos do Botafogo e Coritiba, que se enfrentaram no Engenhão, com vitória para o time carioca por 2 x 0.

Ou seja, se quiser escapar do rebaixamento, o Fluminense terá que vencer seus jogos e torcer por tropeços daqueles que estão na frente como Botafogo, Coritiba e Atlético Paranaense, que tem 43 pontos com a vitória hoje sobre o Goiás, 2 x 0.

O Fluminense vai enfentar Atlético Paranaense, no Maracanã; o rebaixado Sport, no Recife; o Vitória, no Maracanã e encerra contra o Coritiba, num jogo que pode se terrivelmente decisivo no dia 6 de dezembro, em Curitiba.

Sul-Americana atrapalha Fluminense e Botafogo

quarta-feira - 4/novembro/2009

Quem deve estar contente é o Palmeiras.

Enquanto Muricy Ramalho tem toda a semana para trabalhar, o Fluminense está em Santiago do Chile para enfrentar o Universidad, na Copa Sul-Americana.

Pior do que a viagem é jogar só amanhã. O retorno ao Rio será somente na sexta com pouco tempo para recuperar a equipe para domingo.

O Fluminense precisa vencer pela contagem mínima para continuar na competição. No Rio foi 2 x 2 e os empates por 0 x 0 e 1 x 1 são do time da casa, como bem lembrou o internauta Ederson.

(Obs: Eu burramente tinha invertido a situação).

Se eu fosse torcedor do Fluminense torceria por uma derrota.

O Fluminense não perde há seis jogos no Brasileiro, mas continua na zona do rebaixamento.

Era lanterna até domingo quando conseguiu uma virada histórica sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão por 3 x 2.

A campanha é tão ruim que mesmo com esses bons resultados o time não consegue sair lá de trás.

Precisa de mais vitórias para escapar e sinceramente continuo achando que não escapa do rebaixamento.

Mas ainda há esperanças nas Laranjeiras.

Para isso teria que focar o jogo de domingo contra o Palmeiras e esquecer a Sul-Americana que não leva a lugar nenhum, mas pode ajudar a rebaixar o Flu.

A Copa inventada pela Conmebol para argentinos e uruguaios verem, não serve para nada e atrapalha muito.

O Botafogo está numa situação melhor que a do Fluminense, mas ainda corre risco.

É o primeiro acima da zona do rebaixamento com apenas três pontos a mais que Náutico e Santo André, que estão lá dentro há um bom tempo.

O Botafogo também joga na Copa Sul-Americana. Recebe o Cerro Porteño, do Paraguai, no Engenhão. Menos mal que o jogo será hoje e no Rio.

No jogo de ida perdeu por 2 x 1 e precisa vencer pela contagem mínima para ir a semifinal.

Deveria estar mais preocupado com o jogo contra o Coritiba, domingo, no Engenhão.

É a chance de fugir de vez de perto da zona do rebaixamento.

Eu se fosse torcedor do Botafogo torceria para que o time deixasse logo a competição.

Zagueiros do Palmeiras garantem a liderança

domingo - 1/novembro/2009

Direto de Presidente Prudente:

Corinthians esteve na frente do marcador duas vezes e não conseguiu quebrar o tabu que vem desde 2007 sem vencer o Palmeiras.

Placar final foi 2 x 2, num jogo prejudicado pelo forte calor de Presidente Prudente.

Pouco mais de 18 mil espectadores foram ao estádio.

Um público que caberia com sobras no Parque Antártica.

Houve majoração do preço do ingresso, mas isto também podia acontecer no Parque.

A renda foi dividida. Ficou claro que não é muito criativo fazer três clássicos com os mesmos times numa só cidade.

A cidade de São Paulo que é a sede dos dois times não assistiu  Corinthians x Palmeiras nesta temporada.

É hora dos dirigentes também se lembrarem disso.

Também está na hora de pedir o remanejamento do ínicio do jogo por causa do horário de verão.

É um crime contra o futebol jogar às 15 horas de antes, 16 de hoje, no horário de verão.

Dentro de campo foi um jogo disputado e em alguns momentos bastante lento por causa do clima.

Ronaldo se arrastou os 90 minutos, mas Ronaldo se arrastando ainda assim é um jogador desequilibrante.

Bateu bem o pênalti que abriu a contagem para o Corinthians.

Defederico enfiou uma bola bonita para Jorge Henrique, um dos melhores em campo, e Marcos  foi obrigado a fazer o pênalti.

Foi expulso na sequência e não reclamou. Disse no microfone Jovem Pan que a expulsão foi justa, ao contrário de Rogério Ceni, na Vila Belmiro, no domingo passado.

Aí Muricy poderia ter feito coisa melhor para acertar a equipe com apenas 10 jogadores em campo.

Tirou Obina, que eu não tiraria, para a entrada de Bruno no gol.

Na volta do intervalo consertou o erro anterior. Tirou Marcão e colocou Marquinhos.

Já poderia ter feito isto para colocar Bruno e manteria a dupla Obina, que tem sorte e história contra o Corinhians, e Vagner Love.

O Palmeiras empatou no segundo tempo com um gol de cabeça de Danilo, na bola parada de Figueroa.

O Corinthians passou a frente fazendo 2 x 1 numa ótima enfiada de Defederico para Ronaldo, que driblou Bruno com os olhos e com o corpo e fez um bonito gol.

Maurício Nascimento empatou o jogo em 2 x 2 em mais uma bola parada de Figueroa.

A bola de Figueroa passou a ser tão importante para Muricy como era a de Jorge Wagner, no São Paulo, no passado.

Maurício fez o seu primeiro gol como profissional e ofereceu a sua mãe, dona Luzia, que criou a ele e mais quatro irmãos abandonados pelo pai.

Pai que agora quer reaparecer para tirar uma cascaquinha da carreira do filho, segundo o próprio Maurício disse à Jovem Pan após o jogo enquanto se emocionava ouvindo o seu gol.

O Corinthians saiu reclamando de Heber Roberto Lopes por não expulsar Danilo, que logo após a expulsão de Marcos, fez uma falta violenta em Jorge Henrique, o jogador que mais apanhou em campo.

Lopes disse que não viu falta para vermelho e deu apenas amarelo.

Danilo admitiu que a falta foi violenta.

Mano Menezes disse que com Heber no apito percebeu que não ganharia o jogo e que merecia melhor sorte.

Aí foi a vez de Muricy responder: “Conseguimos os gols em duas jogadas treinadas por nós e não acho injusto o resultado. Eu poderia reclamar da expulsão do Marcos, mas não vou reclamar. Também poderia dizer que ele deveria dar cartão para o Dentinho que simulou um pênalti no segundo tempo e não deu”.

Nessa jogada do Dentinho com Armero, eu atrás do gol achei que ele tinha sido tocado, mas na hora a televisão mostrou que o árbitro acertou.

Errei eu e acertou em cheio Heber Roberto Lopes, que na verdade fez uma boa arbitragem. Teve erros passáveis.

Zagueiros Danilo e Maurício Nascimento disseram ainda no gramado que jogadores corintianos afirmavam que iam tirar a liderança do Palmeiras e quando estava 1 x 0, sorriam e diziam: “já, já vamos fazer o segundo gol e acabar com isso”.

Eles afirmaram de cabeça erguida: “Parece que não deu certo. Empatamos e continuamos na liderança”, sem querer dar os nomes de quem fez a provocação, que cá entre nós, também é normal no futebol.

Palmeiras agora tem 58 pontos ganhos e mantém a liderança do Brasileiro, mas tem a companhia do São Paulo F.C..

Ambos tem a mesma campanha e o Palmeiras é lider por saldo de gols. São apenas três gols (15 x 12 de saldo) que dão a liderança ao time de Muricy Ramalho.

É importante ser líder, mas a diferança diminuiu muito e Muricy já avisou que não existe campeão sem sofrimento. O Palmeiras que vá aprendendo.

Nos 5 jogos que faltam para o fim do Campeonato, o Palmeiras enfrentará Fluminense, no Rio;  Sport, no Palestra; Grêmio, no Olímpico; Atlético MG, no Palestra e encerra no Rio de Janeiro contra o Botafogo.

São jogos contra equipes que lutam para não cair e terá pela frente o Atlético que neste momento está a apenas dois pontos da liderança.

Já o São Paulo terá o Grêmio, em Porto Alegre; Vitória, no Morumbi; Botafogo, no Rio; Goiás, em Goiânia e Sport, no Morumbi.

Não tem confronto direto pelas primeiras posições.

Quem será o Barrichello do Brasileiro?

segunda-feira - 19/outubro/2009

Não adianta nada fazer pole e perder a corrida.

A satisfação é efêmera e depois vem o choro no domingo.

Tem muito time no Brasileiro que pode imitar Barrichello.

Muita gente que pode errar de estratégia e não chegar no pelotão da frente.

Gente que vai comemorar na festa dos outros.

O Grêmio no ano passado “barrichellou” bonito.

Liderou muitas rodadas e caiu no fim.

O São Paulo ultrapassou quase já nas voltas finais.

Agora é a vez do Palmeiras com o chefão Muricy liderar há várias voltas.

Qual será a estratégia até o fim?

Tem voltas de vantagem sobre a maioria dos competidores, mas vê muita gente chegando no retrovisor.

Neste meio de semana tem que ultrapassar um retardatário chato, que é o Santo André.

Se o time do piloto Marcelinho Carioca (e ele tem mesmo tamanho de piloto) fechar a porta, o Verdão derrapa na curva.

Fica com pouca vantagem até o fim de semana.

Faltam oito voltas para o fim do Campeonato e muita coisa ainda vai acontecer.

Mas o Palmeiras continua favorito e lidera há muito tempo.

O Vitória, da Bahia, depois da primeira rodada com todo mundo embolado foi líder por um dia.

O Internacional assumiu a liderança na segunda rodada e foi até a quinta nesta posição.

Perdeu a liderança para o Atlético Mineiro e recuperou na nona rodada para perder de novo para o Galo na décima.

O time mineiro perdeu a liderança para o Palmeiras na décima quinta rodada.

Se contarmos os jogos atrasados do Inter, o time gaúcho recuperou a liderança na décima nona rodada e a perdeu novamente para o Palmeiras na vigésima primeira.

De lá para cá o Palmeiras não deixou mais a posição.

Grudou lá em cima e hoje tem quatro pontos de vantagem sobre o Atlético Mineiro.

Está mais para Button do que para Barrichello, mas a prova ainda não acabou.

Atlético, Internacional e São Paulo já derraparam feio na prova, mas voltaram para a pista.

Lá de atrás chegou um carro competitivo.

O Flamengo veio ultrapassando todo mundo e já pressiona o pelotão da frente.

Esse é o perigo.

É uma equipe de chegada e conta com apoio de uma grande torcida.

Talvez a única torcida do Brasil que leve mesmo o time.

As demais são levadas pelos times. Só apoiam quando ganham.

Agora é a reta de chegada.

Vamos saber quem ganha ou quem vai ser o Barrichello do Campeonato Brasileiro?

Flamengo deu um passeio no Parque

domingo - 18/outubro/2009

O Flamengo venceu o Palmeiras por 2 x 0, mas poderia ter sido por mais.

O Flamengo passeou no Parque Antártica levado pelos pés do meia Petkovic, que desequilibrou o jogo no meu entender e também na análise dos jogadores palmeirenses e ainda fez dois gols.

O primeiro foi uma pintura.

Fintou Edmílson, driblou Danilo e deu um toque no canto alto esquerdo de Marcos antes que Maurício Nascimento chegasse na bola.

Um golaço. Mérito do meia, mas Edmílson assumiu a culpa por não ter conseguido marca-lo.

No primeiro tempo, o Palmeiras ainda tentou chegar ao gol do Flamengo e Vágner Love por duas vezes deu trabalho para o goleiro Bruno.

No segundo tempo o Flamengo tomou conta do jogo e o Palmeiras ficou muito pior.

O segundo gol veio num escanteio bem cobrado por Petkovic a meia altura.

O zagueiro Ronaldo Angelim jura que tocou na bola e foi autor do gol, mas o árbitro que tinha acreditado nisso, mudou de idéia depois da partida e deu o gol para o sérvio.

Marcos esbravejou com a zaga: “A gente treina exaustivamente para impedir esse tipo de jogada e tomamos o gol desse jeito”

O capitão do time também demonstrou preocupação com os últimos resultados e disparou: “Personalidade não se treina. Está faltando isso nesse momento decisivo. É preciso ter personalidade para ganhar o Campeonato”.

Muricy Ramalho disse que Marcos tem direito de falar o que quiser, pois estamos numa Democracia e admitiu que a equipe caiu de produção no pior momento: “Caiu de produção, mas outras também caíram. Quem está melhor são aqueles que estão ganhando os jogos. Esses subiram”.

O maior sintoma de que a derrota mexeu com todos no Palestra foi a entrevista monossilábica de Muricy, que parecia estar na sala de imprensa apenas por obrigação.

Não estava nada feliz por estar lá.

Ele preferia ter ficado nos vestiários vendo o jogo do Santo André, seu futuro adversário, contra o Atlético Paranaense.

Alguns jogadores não renderam nada no Palestra.

Diego Souza parece que trouxe a altitude de La Paz junto com ele e não andou em campo.

Fruto também da excelente marcação ora de Toró, ora de Willians, no meio-campo do Flamengo.

Vágner Love bem que tentou, mas ainda desperdiçou um pênalti que foi mal dado pelo árbitro Sandro Meira Ricci.

Não houve a falta de Ronaldo Angelim em Ortigoza, que entrara no lugar de Robert, que também nada fez.

No Flamengo, Petkovic passeou à vontade no Parque.

Não foi molestado por Edmílson que tinha a incumbência de marca-lo.

Cleitton Xavier foi outro que não conseguiu jogar.

Muricy terá trabalho para mudar a atitude do time até quarta-feira quando enfrenta o Santo André, no estádio Bruno José Daniel.

Com 54 pontos ganhos ainda é líder isolado do Campeonato com 4 pontos a mais que o Atlético Mineiro, mas vê chegar também o Flamengo, que está a um ponto do G-4 e mostrou muita força hoje no Palestra.

O Flamengo não perde há 9 jogos, está ajustado, com vontade, salários em dia e com uma bela parceria do elenco com o técnico Andrade.

Adriano, Zé Roberto, Léo Moura e Petkovic dão o tom num time que joga bonito e não se apavora diante do adversário.

Se o Flamengo precisava provar algo mais passou no teste hoje aqui em São Paulo.

Em tempo: Aconteceu de novo.

Um dos perseguidores do Palmeiras derrapou na curva novamente.

O Internacional só empatou com o Fluminense, no Maracanã, 2 x 2.

Empatar com o pior time do Campeonato, mesmo fora de casa, é uma derrota.

Se o Colorado tivesse vencido estaria hoje na vice-liderança com 51 pontos ganhos, três a menos que o Palmeiras e mais do que nunca estaria na briga.

Pelo jeito nem Mário Sérgio conseguiu mudar o time que não suporta a responsabilidade na hora de decidir.

A sorte do Palmeiras é que os outros são incompetentes

segunda-feira - 12/outubro/2009

Direto de Campo Grande:

Enquanto o treino da Seleção Brasileira não começava e mesmo durante a prática, o assunto era a vitória do Náutico que ia sendo construída sobre o líder Palmeiras.

Quem estava acompanhando o jogo ia informando os demais.

Quanto está?

1 x 0 para o Náutico.

Para quem?

Para o Náutico, que acaba de fazer o segundo gol. Agora está 2 x 0.

Daí a pouco. Quanto terminou o jogo do Palmeiras?

3 x 0 para o Náutico.

Alguém da bancada da imprensa lá em baixo grita.

O que é isso, tá de brincadeira? Tá me gozando? Como Náutico, 3 x 0?

Como o Muricy é que vai explicar e também os sérios desfalques do time, mas o fato é que esse foi o resultado na Ilha do Retiro, (corrigindo, Aflitos), no Recife.

Mesmo com a derrota o Palmeiras continua líder com 5 pontos a frente do segundo colocado que é o São Paulo.

A sorte do Palmeiras é que os adversários tem sido muito incompetentes.

O Internacional perdeu (corrigindo, empatou) em casa para (com) o Atlético Paranaense; o São Paulo levou uma paulada do Flamengo, no Maracanã; O Atlético Mineiro perdeu o clássico para o Cruzeiro, algo já esperado em Belo Horizonte, e o Goiás só empatou com o Sport, em Goiânia.

Assim o Palmeiras vai acabar campeão fácil.

Está todo mundo jogando para ele, até mesmo quando o chamado Verdão não faz o seu jogo.

Sábado o São Paulo recebe o Atlético Mineiro, no Morumbi.

O Avaí recebe o Goiás, em Santa Catarina.

No domingo, o Palmeiras joga no Palestra Itália contra o Flamengo.

O Internacional joga no Rio de Janeiro contra o Fluminense.

Será mais uma rodada do time do Muricy ou alguém vai resolver se aproximar do líder?

Correção: Os Internautas tem razão. O jogo foi no Aflitos, do Náutico, e não na Ilha, do Sport. Obrigado pela lembrança.

Mas o resultado continua o mesmo: 3 x 0, para o Náutico e também a cidade é Recife.

Ah, o Internacional empatou em cima da hora com o Atlético, no sábado.

Mário Sérgio repetiu o resultado que Tite conseguiu várias vezes no Campeonato.

Mas cá entre nós. Empatar em casa num momento desses com o Atlético Paranaense é quase uma derrota. Por isso que o Colorado está tão atrás.

No mais tudo certo, hem?