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Marco Aurélio Cunha diz que Palmeiras vive um turbilhão de emoções e sofre por por Muricy

sexta-feira - 20/novembro/2009

Marco Aurélio Cunha é amigo pessoal de Muricy Ramalho.

Teve uma profícua convivência de três anos e pouco e ganhou o tricampeonato brasileiro com o atual técnico do Palmeiras.

Hoje no CT da Barra Funda, Cunha dizia que o Campeonato agora está mesmo polarizado entre São Paulo e Flamengo.

Reconhece que o rubro-negro está jogando bonito, mais bonito até que o tricolor, e que ambos merecem o título.

Disse que entende a torcida de muita gente contra o São Paulo para que uma mesma equipe não ganhe 4 títulos sucessivamente, mas pode acontecer pela força da equipe, pelo acerto da contratação de Ricardo Gomes e estrutura do clube.

Marco lamentou o momento de Muricy Ramalho, no Palmeiras: “Sofro com o amigo. Não vou torcer pelo Palmeiras, mas torço pelo Muricy. Gosto dele e não merecia passar por tantas dificuldades. Mas faz parte. São coisas que acontecem na vida do treinador e de tantas pessoas. Eu sinto por ele”

Cunha também acrescentou que o problema da crise palmeirense é pelo longo tempo sem título: “Eu me lembro aqui como era na época que os títulos não chegavam. As pessoas se enervavam mais facilmente. Vejo o Marcos que é um cárater maravilhoso, uma pessoa fantástica, às vezes fica nervoso e dá declarações fortes justamente por isso. Ele quer ganhar, quer encerrar sua ótima carreira com mais um título importante. Acontecia aqui também quando o Rogério não tinha títulos de peso e ele se desconcertava mais. Agora não, agora é mais fácil. A obrigação de ganhar não é tanta”

“O Palmeiras vive um turbilhão de emoções. Tem uma diretoria competente, tem grandes jogadores, fez um ótimo trabalho no Campeonato, tem um grande treinador, uma grande Comissão Técnica, mas falta o título de peso para acalmar o clube”, concluiu Marco Aurélio Cunha.

Ricardo Gomes não aceita perder fora de campo

domingo - 15/novembro/2009

Ricardo Gomes não levanta a voz quando dá entrevista e dá impressão que é assim todo o dia.

Mas ontem após o jogo houve um tema que mereceu uma expressão mais forte por parte do técnico do São Paulo.

Com moral elevado pela liderança do Brasileiro, Ricardo avisou que não aceita perder fora de campo de jeito nenhum.

“Parece que o São Paulo está incomodando porque tem chance de ser tetra campeão. Outro dia no problema da mala do Barueri tentaram envolver o clube. Agora vem essa punição contra o estádio na última rodada. O São Paulo tem ganho no campo. Quando eu cheguei aqui estávamos lá atrás e ninguém mais falava do São Paulo no Campeonato. A nossa recuperação é digna e tem que ser respeitada. Não aceito que o Campeonato seja decidido fora do campo. Tem que ser no campo onde a coisa está bonita até agora”, declarou o treinador sãopaulino.

Rogério Ceni quando perguntado sobre o comentário de Gomes, disse que se estivesse no lugar dele falaria muito mais também, mas como jogador é preferível ficar calado para não ter que enfrentar o Tribunal, deixando claro seu descontentamento com alguns acontecimentos extra-campo.

Julgamentos no STJD. O Palmeiras tem razão

quinta-feira - 12/novembro/2009

O Palmeiras reclama do indiciamento do goleiro Marcos e do zagueiro Danilo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Ambos foram incursos no artigo 254 do CBDF (Código Brasileiro Disciplinar de Futebol), por motivo de jogo violento que prevê pena de 2 a 6 jogos de suspensão.

Marcos foi expulso por fazer pênalti em Jorge Henrique, mas não foi violento. Já cumpriu uma partida e se pegar dois jogos só terá mais um a cumprir.

Já Danilo não foi expulso pelo árbitro Heber Roberto Lopes, só recebeu amarelo por falta no mesmo Jorge Henrique.

Foi indiciado pelas imagens de televisão e também pode pegar de 2 a 6 jogos de suspensão.

O STJD não informou se o árbitro que deu amarelo quando no entender do procurador deveria dar vermelho, também será julgado.

A reclamação do Palmeiras é que Rogério Ceni, goleiro do São Paulo, foi expulso contra o Santos e foi enquadrado na época no artigo 250, jogo desleal, que prevê pena de 1 a 3 jogos de suspensão.

Pegou apenas um jogo já cumprido e joga normalmente contra o Vitória, sábado, às 19h30, no Morumbi.

A jogada de Rogério foi mais forte que a de Marcos e o relator entendeu que foi mais amena.

O Palmeiras tem razão em reclamar. Marcos deveria ter sido enquadrado também no 250.

Danilo ainda cabe no 254, mas Marcos não.

Será represália do Tribunal pela denúncia do presidente Belluzzo que divulgou a informação de que no julgamento de Vagner Love as suas tranças verdes pesaram na pena?

O juiz Rodrigo Fux,  brincando ou não, teria dito que a pena poderia ser diferente se as tranças fossem rubro-negras, as cores do seu time de coração.

O STJD é fanfarrão há muito tempo.

Eu continuo sem enteder porque várias pessoas tão bem formadas na vida e sem tempo para nada, se reunem para julgar indisciplinas do Campeonato Brasileiro em dois ou três dias por semana.

E tudo isso de graça. Sem ganhar nada. Por que será, não? O que eles recebem em troca de tanto desgaste?

Simon errou e deu a liderança para o São Paulo. O que dirá Rogério Ceni?

segunda-feira - 9/novembro/2009

Quando foi expulso contra o Santos, na Vila Belmiro, há duas semanas, o goleiro Rogério Ceni detonou Carlos Eugênio Simon.

Disse que o árbitro gaúcho o perseguia e que o tricolor devia tomar providências contra o mesmo.

Ontem, Carlos Eugênio Simon errou contra o Palmeiras que perdeu para o Fluminense, no Maracanã, 1 x 0.

Anulou um gol legal de Obina aos 28 do primeiro tempo.

Errou também ao dar o escanteio que originou o cruzamento para o gol de Obina. Não foi escanteio.

Simon acabou ajudando o São Paulo do perseguido Rogério Ceni, que pela primeira vez assumiu a liderança efetiva do Brasileiro.

E agora? Será que Rogério vai agradece-lo pela mãozinho ou ainda se sentirá perseguido?

É mais uma prova que Simon tem errado para todos os lados. Na Vila nem errou tanto, mas sobraram reclamações.

Ontem voltou a ser o velho Simon, que no entanto é tão prestigiado pela CBF, Conmebol e Fifa.

Além do gol de Obina, Simon teria que expulsar Alan, do Fluminense, por agressão ao lateral Armero já no fim do jogo.

Mas este lance na verdade não era todo seu. Era do bandeira Marcelo Bertanha Barison, também do Rio Grande do Sul, que estava de frente para a jogada e fingiu que não viu.

Desmentido na hora

sexta-feira - 30/outubro/2009

Pouco antes do jogo São Paulo 1 x 0 Internacional, na última quarta-feira, no Morumbi, o goleiro Rogério Ceni chegou ao estádio para prestigiar os seus companheiros.

Suspenso pela expulsão contra o Santos estava fora da partida.

Logo que desceu do carro eu perguntei: “E aí, já perdoou o Simon pela expulsão de domingo ou continua com a mesma opinião de que é perseguido por ele?”

“Não é questão de perdoar. Eu mantenho tudo o que disse”, respondeu Ceni.

E ainda acrescentou: “Antes de vir para cá, estava vendo o jogo Botafogo x Náutico e o Gaciba, que é um dos poucos juizes inteligentes do Rio Grande do Sul, numa jogada igual a de domingo não expulsou o goleiro”.

A ironia de Rogério contra Simon não durou nem um minuto.

Enquanto ele respondia à Jovem Pan, Leonardo Gaciba inventava um pênalti para o Botafogo e com esse pênalti o time carioca ganhou do Náutico e se safou da zona do rebaixamento.

Garanto que nenhum jogador do Náutico diria que Leonardo Gaciba é um dos árbitros mais inteligentes do Rio Grande do Sul, ao contrário, há protestos contra ele.

Acho até que os pernambucanos preferem Simon a Gaciba contrariando Rogério Ceni.

Isso só mostra que o Campeonato é um perde e ganha danado e isso envolve também a arbitragem que erra e acerta como os goleiros e os chamados jogadores de linha.

Não dá para perseguir a arbitragem só por um lance pontual.

Assim como não dá para deslustrar a carreira de uma lenda como Rogério Ceni, um dos melhores goleiros da história do futebol, só por um gol tomado.

Para o conhecimento dos internautas:

Tivemos um problema no redirecionamento do Blog do Quartarollo.

Muitos posts foram perdidos do dia 22 para cá, inclusive o que falava da vitória do Palmeiras contra o Goiás, 4 x 0, com o título “O Verdão voltou”.

Lamentamos e pedimos compreensão.

Foi falha nossa. Desculpem.

Eu conheço bem essa conversinha do Muricy

segunda-feira - 5/outubro/2009

Faz cinco anos que é a mesma conversa e a mesma competência.

Desde o forte time Internacional que ele montou lá no sul e virou depois campeão moral de 2005, que Muricy Ramalho vem com essa mesma conversinha.

“É meu time não é o melhor, não tem craque, tem muitas equipes jogando bem”, mas sempre é ele que ganha.

Essa “conversinha” do  Muricy eu conheço de longe.

É o chamado caipira esperto. Quando menos se percebe, ele já levou.

Na época do São Paulo, Muricy dizia que o único craque do time era Rogério Ceni e que os outros tinham que se matar em campo para jogar.

Ninguém pode desmenti-lo. Era verdade. Mas os outros se mataram em campo e ganharam três campeonatos.

Agora ele diz que o Palmeiras é forte quando tem Diego Souza em campo.

É verdade, mas não é só isso.

Tem o bom comando de Muricy, tem Cleiton Xavier, a quem sempre que pode também o técnico reverencia, tem Vagner Love ainda se readaptando ao futebol brasileiro, tem Marcos que é sempre uma garantia, tem Armero que às vezes se perde mais na correria que na técnica e agora também tem Figueroa, que é muito mais técnico que Wendel e coloca bem a bola na área.

Daí o Muricy vem com a conversinha de sempre enaltecendo os demais times para que os jogadores e nem os torcedores se achem insuperáveis.

E com esse papo ele vai ganhando. Ganha o time na conversa e ganha o torcedor também.

E ganha a nós da imprensa também.

Afinal, os seus números são irrefutáveis.

Até os adversários já perceberam isso.

No fundo, além de uma ótima capacidade para liderar o time em campo, Muricy tem também uma ótima conversa.

Os jogadores dizem que ele estuda o adversário detalhadamente e passa praticamente tudo o que pode acontecer em campo para o elenco.

Esses mesmos jogadores dizem que Luxemburgo era mais motivação e Muricy é mais estudo, mais trabalho de campo.

Eu e muita gente achávamos justamente o contrário.

Muricy herdou isso do mestre Telê Santana, com quem trabalhou como auxiliar por muito tempo no São Paulo.

Telê trabalhava exaustivamente no campo e gostava de melhorar o jogador todo o dia.

Também era considerado um chato. Mas um chato que dava resultados.

E também tinha uma ótima conversa.

Em tempo: Antes que alguns apressadinhos achem que essa é uma crítica ao Muricy, esclareço que na verdade é um elogio a sua simplicidade e sua maneira de trabalhar.

Muricy hoje, ao lado de Dunga, é o melhor técnico do país.

CBF escala o “braço duro” para apitar em Belo Horizonte

quarta-feira - 23/setembro/2009

A Comissão de Arbitragem da CBF gosta de viver perigosamente.

Evandro Rogério Roman foi o sorteado para o jogo Cruzeiro x Palmeiras, hoje às 21h50, em Belo Horizonte.

Ele “concorreu” na bolinha e ganhou de Wagner Tardelli Azevedo.

É o mesmo que foi chamado de braço duro por Luiz Gonzaga Belluzzo depois de inventar um pênalti para o Goiás, em Goiânia, no primeiro turno, contra o seu Palmeiras.

Os bandeiras são experientes: Roberto Braatz, paranaense, e Carlos Berkenbrock, catarinense, ambos da Fifa.

O árbitro também usa o distintivo da Fifa.

Não dava para evitar, não? Roman, que  não é um grande árbitro, atuará sob pressão dos erros passados.

Coloca-lo nesta situação é perigoso. 

Pode apitar de braço mole.

As diferenças entre Ceni e Suplicy

sexta-feira - 28/agosto/2009

Rogério Ceni desabafou contra a política brasileira, leia-se corrupção em todos os níveis, desencanto, desesperança e tudo o mais que permeia o nosso cotidiano.

Deu um grito cidadão cobrando a atuação do povo em questões mais importantes que o futebol, que é a primeira coisa mais importante entre as menos importantes, segundo o ex-técnico da Seleção Italiana, Arrigo Sachi.

Com o nome que tem a sua palavra repercute e talvez tire muita gente da inércia.

Gente que precisa estar mais atenta ao que está acontecendo.

Gente que precisa deixar de ser alienada e participar mais ativamente da vida do país para não dizer da sua própria vida.

Ceni deu cartão vermelho para a falta de atuação do povo, do qual inclusive faz parte.

O Senador Suplicy deu cartão vermelho para o presidente do Senado que não quer deixar a boquinha de jeito nenhum, pois se deixar todos os seus apaniguados também perdem a boquinha.

E que boquinha cara essa.

Custa demais para todos nós com benefício sempre de menos.

Suplicy deu vermelho depois que o jogo acabou, jogou para a torcida, chegou atrasado na discussão com a sua conhecida lentidão retórica e de atuação.

Ganhou manchete, mas não o respeito.

Devia ter erguido o braço com o cartão à mostra quando o jogo estava em andamento, quando o seu time fazia faltas deslavadas e ele como mau juiz, fingia que não via.

O juiz estava comprometido com o time da casa.

Mas as diferenças entre os dois vão muito além deste gesto.

Rogério Ceni é um profissional que recebe todo o mês do empregador que o contratou e para se manter lá tem que trabalhar muito duro.

São mais de 20 anos de dedicação.

Tem férias de um mês, como todos os trabalhadores brasileiros e é obrigado a atuar de segunda a segunda.

Na sua agenda, assim como na nossa e de muita gente, não se conta feriado, dia das mães, dos pais, aniversários e festinhas.

Não dá tempo. Ninguém ganha sem trabalhar, não há prêmio de graça, nem jeton mal explicado e muito menos dezenas de asseclas pagos pelo empregador.

Também não tem aposentadoria especial.

Rogério Ceni ganha um ótimo salário por causa do seu talento como jogador de futebol, mas representa bem aquele trabalhador de verdade no país.

Ele é um exemplo a ser seguido por muitos jovens na sua profissão ou em outra qualquer.

É dedicado, quer sempre o melhor para sua equipe, tem liderança e a gente sabe como ele vive, de onde vem o seu dinheiro.

O Sr. Suplicy transformou a política em meio de vida, em profissão e está lá há muito tempo.

Não pretende sair, a não ser que receba um cartão vermelho dos eleitores.

Suplicy se arvora no direito de ser juiz, quando o juiz na verdade somos nós, o povo.

Seus atos e de todos as Excelências de bancada deviam ir a julgamento.

Mas no nosso Tribunal, que é a urna, não no dele, onde a absolvição virou regra.

Que o diga o Francenildo.

Rogério Ceni no ataque: “Povo devia ir ao Senado protestar contra a política brasileira”

quinta-feira - 27/agosto/2009

Hoje pela manhã fui ao CT da Barra Funda, casa do São Paulo F.C.

Rogério Ceni foi escalado para conversar com a imprensa e disse coisas interessantes sobre o jogo e país em que vivemos.

Quando lhe perguntaram sobre a intimidação de homens armados nos vestiários após a derrota da Portuguesa para o Vila Nova, na terça-feira, no Canindé, ele ampliou a resposta e falou também como cidadão.

Talvez tenha sido uma das melhores respostas da carreira de Rogério Ceni.

Ouça:

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Faltou tempo de bola para Ceni

segunda-feira - 24/agosto/2009

Ainda repercutindo a rodada de fim de semana do Brasileiro.

Houve um lance pouco comentado, mas que me chamou a atenção.

Não dá para falar tudo num post só.

Fica cansativo e muito longo.

Vi apenas por televisão e não na hora do jogo, mas achei que faltou o chamado tempo de bola para Rogério Ceni no gol do Atlético Paranaense.

Aquela bola normalmente ele chega no mínimo junto do atacante.

Se chegasse e trombasse com o atleticano o árbitro dificilmente daria falta.

E não era nenhum grande centro-avante, grandalhão, bom cabeceador.

Era Paulo Baier, misto de lateral,volante, meia e de vez em quando atacante, um autêntico peladeiro do futebol brasileiro.

Ele chegou antes do Rogério que demorou um pouquinho para se decidir e normalmente é uma bola defensável para um goleiro do nivel dele.

É claro que Baier veio embalado na corrida, já que armou toda a jogada desde o seu campo e a defesa sãopaulina também bobeou.

Na minha opinião Rogério em forma total não tomaria aquele gol.

Ele tem muito crédito e já salvou o São Paulo por muitas vezes e vai continuar salvando.

É um dos melhores goleiros que eu já vi jogar e esse Rogério que eu conheço não deixaria Baier cabecear aquela bola.

Pelo menos é o que eu acho.