Glee – a busca por um sonho começa hoje

Oh não, mas um “High School Music”?
Acalmem-se, “Glee” é uma delícia, pelo menos para os amantes de música, fantasia e adolescentes, rs.
Will Schuester (Matthew Morrison) é um dedicado professor de espanhol que decide fazer com que a escola em que tralha, e que também se formou, volte a participar, e a ganhar, é claro, de concursos musicais. Preocupado com o futuro de sua família, e após receber tantos “desestímulos” por parte da direção do colégio que só patrocina cheerleaders e seu time de futebol, Will, mesmo já tendo iniciado um grupo de adolescentes “não populares” ao chamado Glee Club, decide abandonar o projeto.
Não satisfeita com a atitude de Will, Rachel (Lea Michele), a mais empenhada das alunas do clube, sugere aos outros cinco integrantes que continuem mesmo sem o professor. Inicialmente Finn, por quem é apaixonada, se recusa a continuar, visto que só entrou para o projeto depois de ter sido “ameaçado”, no bom sentido, por Will. Depois a história muda, Finn percebe que o que Rachel disse é a mais pura verdade, ele de fato é um excelente cantor, melhor até que jogador de futebol, sua principal atividade dentro da escola.
Motivados pela singela inspiração e pelo sonho de se transformarem em “os populares” da escola e dos EUA, a turma formada por Arty, Tina, Mercedes, Kurt, Finn e Rachel, promete encantar os telespectadores com suas lindas vozes.

O episódio piloto da série já mostrou a que veio, e já conquistou um público cativo nos EUA, resta agora saber que os brasileiros também se renderão aos talentos embutidos em “Glee”.
Em principio pensei se tratar de uma “sériezinha” sem sal e sem açúcar, do estilo “High School” mesmo. Cheguei a cogitar a idéia de nem assistir ao episódio piloto, mas fiquei possuída pela culpa. Êh maniazinha de julgar antes de conhecer. Eu tento melhorar, mas é difícil. É da natureza do ser humano olhar com olhos de desdém o que não quer conhecer, mas basta uma simples “espiadinha” para sua opinião mudar. Pode ser que “Vocês” não curtam “Glee”, mas PCO que ao menos concedam uma oportunidade à novata que é uma mistura de musical, comédia e fantasia.

Que atire a primeira pedra quem, enquanto criança ou adolescente, não sonhou ser um astro do rock, um uma super estrela de Hollywood? Atire a primeira pedra quem nunca sonhou em ser reconhecido por fazer algo admirável… em ser bom em alguma coisa.

Eu, por exemplo, sempre quis ser médica. Meu sonho era me transformar em uma médica cirurgiã plantonista. Nada de consultórios, apenas casos urgentes em que eu pudesse de fato salvar vidas. Pudera eu ter tido a chance de segurar em minhas mãos o coração de um transplantado para depois dizer: olá, o senhor está bem com seu novo coração?
Ou ainda poder dizer: acorde, sua mãe quer te fazer uma visita. Saiba que a operação foi um sucesso.

Infelizmente na escola em que estudei, não tive professor de matemática da quinta à oitava série, e quando fui para o colegial, minha turma estava super adiantada, e eu não sabia nada de matemática. Resultado: sou uma verdadeira azêmola em matemática, química, física… jamais poderia ser médica.
Foi então que decidi: “Serei atriz, assim poderei ser médica quantas vezes eu quiser.”
Infelizmente também não deu certo.
“E cantora?”
Também não… não tenho pai famoso, ou mesmo quem indique, rs… não ia rolar.

Cá estou eu, já adulta, com quase 31 anos nas costas, sem ser médica/sem ser atriz, rs.
Mas quem disse que nas horas vagas não sonho em como poderia ter sido.
Quem disse que não canto em frente ao espelho com uma escova de cabelo nas mãos como se microfone fosse?
E se eu não tivesse desistido tão fácil. E se eu tivesse corrido atrás como fez a personagem Rachel de “Glee”… e se… e se…

O que me importa hoje, é viver bem e saber que posso sim ter meus momentos de ilusão, de fantasia e de sonhos graças aos roteiristas de grandes filmes, séries… graças aos autores de lindas e emocionantes peças teatrais…lindas músicas…
Eu gostei de “Glee” por toda a ternura existente em um adolescente ingênuo, que vê em seu presente a mais pura esperança para um futuro brilhante e feliz. Gostei de “Glee” por ter conseguido me tirar da dura realidade, mesmo que por minutos. Gostei de “Glee” por ter me feito relembrar da esperança e da vida que em mim existia quando era uma sonhadora adolescente.

Sei que muitos discordarão de minha opinião. Dirão que a série é chata, e que não passa de uma novelinha global do estilo “Malhação”, mas ainda assim, não me envergonho de dizer que ao assistir “Glee”, esqueço que tenho quase 31 anos e me imagino aos 15, quando ainda tinha o frescor de ser quem eu quisesse ser.
*** Para variar, algo me chateia. A FOX irá exibir “Glee” a partir de hoje (quarta-feira, dia 04 de novembro/09), às 22h, e é isso que não entendo. Como é que uma série voltada ao público adolescente pode ser exibida em um horário tão ingrato? Será que já não basta exibir suas séries na versão dublada, é preciso também avacalhar no quesito “horário de exibição”?

É possível acreditar que há vida inteligente no comando da programação do canal em questão?
Fala sério?!

*** A atriz Lea Michele, intérprete da personagem Rachel, é conhecida por suas participações em musicais da Broadway, especialmente por seu desempenho em Spring Awakening.
*** Devido ao mega sucesso, a série já garantiu temporada completa com 22 episódios.

Horário: quarta-feira às 22h (FOX)

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2 Respostas para “Glee – a busca por um sonho começa hoje”

  1. Rafael de Souza(São Vicente SP) Diz:

    Julia A Série Glee não é exatamente uma série para adolescentes ja que que ela é produzida pelo produtor Ryan Murphy o mesmo produtor da polemica série adulta Nip/Tuck.
    Com todo certeza mais para frente aérie começará a ter un roteiro mais picante.

  2. Lunna Diz:

    Bem, eu assisti um pedaço do episódio de estréia e fiquei com a sensação de estar assistindo a um musical da Disney, mas como é do produtor Ryan Murphy dá pra sentir que vem coisa por aí.
    Olha, eu discordo de vc com relação ao quesito dublagem. Acho sim que todos os canais deveriam fazer o mesmo. Tv a cabo em tempos modernos tem a antiga tecla SAP carissima e vale lembrar que há pessoas que não conseguem ler legendas por diversas razões e tão pouco falam inglês. Eu não assisto a versão dublada porque tenho net digital e tenho a possibilidade de assistir na versão original e acho que com televisão digital poucos não tem essa opção.
    Aliás, a dublagem brasileira não é tão ruím quanto parece, depende de quem a faça. Eu já vi coisas bem piores.
    E outro detalhe, o Brasil é um dos poucos países que preferem a versão original a dublada. Mas aí eu já acho que é defeito de fábrica (rs) já que tudo que é feito por aqui “não vale nada”.
    Com relação ao horário, acho normal porque adolescentes hoje invadem a madrugada e dormem pouco e não acho que o seriado seja exatamente para adolescentes… Enfim, vamos aguardar!

    Ps. One Three Hill já acabou??? Ou simplesmente saiu do ar? Porque eu não estava acompanhando, as vezes lembrava e dava uma espiadela, a bem da verdade estava tudo ficando meio chato e cansativo e já soube por antecipação da mudança de elenco (afff)

    Ps2. Me diz uma coisa, sabe onde eu baixo os episódios do Criminal Minds? Perdi o episódio em que há um cara imitando assassinos em série e que lê os livros do Rossi. Fiquei possessa, mas tive compromissos e perdi inclusive a reprise. Péssimo isso. afff

    Chega por hoje,
    Beijos e boa semana pra ti

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