Bored to Deth: novata estreia hoje
domingo - 22/novembro/2009Há tempos estava para assistir “Bored to Death”, mas fui protelando ao máximo que pude, não por nada, mas tinha outras séries para assistir antes da novata, séries que estrearam antes na TV por assinatura, ou novas temporadas de séries das quais sou fã de carteirinha.
Não ia deixar de assistir um novo episódio de “NCIS” para assistir uma novata produzida pela HBO.
Why not?
Porque sou uma estúpida de marca maior que não consegue “enxergar beleza” em outras tramas… que não se permite conhecer o novo.
Toda fall season é a mesma coisa. Lembro-me como se fosse hoje… no ano passado, quando a safra de novas temporadas de séries já conhecidas e novatas começou nos EUA… eu fui logo atrás dos novos episódios das novatas, não queria perder meu tempo com as novatas… não queria saber se o novo era ou não atraente… de boa qualidade, mas foi então que o canal Warner anunciou a estreia de “The Mentalist”, e não pude deixar de ver, afinal de contas, eu precisa “falar” sobre a “caloura” no blog.
Resultada: me apaixonei por Patrick Jane e me culpei por não ter dado o devido valor ao novo.
Agora me pergunte se aprendi a lição?
Claro que não.
A fall season de 2009 trouxe uma infinidade de novas séries, e infelizmente só as assisto quando estão prestes a invadir a grade de programação de algum canal de TV por assinatura “aqui” no Brasil. Quero dizer, não é bem assim, pois assisti uns “três” episódios “Piloto” de séries iniciantes que nem tem data marcada de estreia no país, mas por algum motivo chamou de fato minha atenção como “V”, “Flashfoward”, “Community”, “Mercy”, “NCIS Los Angeles” e “Modern Family”…
Já séries como “The Good Wife”, “Melrose” e a própria bola da vez “Bored to Death” eu deixei para ver em cima da hora, como uma nata brasileira.
Não me orgulho em disso, e não sou “a típica brasileira” quando o assunto é RESPONABILIDADE, mas com séries é diferente e não sei explicar o porquê.
Acho que no fundo, lá no inconsciente, fico é com receio de me decepcionar com o novo, que tem como principal característica o “frescor de algo novo”.
Tenho medo de apostar e errar, entendem?
Acabei de assistir ao episódio “Piloto” de “Bored to Death” e não sei dizer se gostei muito, ou se não vi graça.
Confuso não?
Rs, super confuso!!!rs
Sei lá, não consigo nem escrever sobre minha sensação após ter visto o “tal” início de temporada.
Claro que a produção sendo de responsabilidade do canal HBO, o respaldo está garantido, ou seja, espera-se que a série seja “boa”. E de fato ela é, mas ainda não consigo… Juro, não consigo explanar o que senti, ou estou sentindo por ela… Posso apenas dizer que vou querer assistir ao segundo episódio, graças ao excelente editor de imagens responsável pela “chamada” da série. Afinal de contas, foi a “tal” chamada que me fez acreditar na possível força enrustida em “Bored to Death”
Como assim… eu quero ou não ver como a trama irá se desenrolar?
“Yes, We Can”…rs.
Quis dizer… sim, eu vou. Rs, rs… essa foi boa, rs…
É a partir do segundo episódio que os personagens vão engrenar… Como cada episódio tem apenas (aproximadamente) meia hora de duração, o inicio da temporada não conseguiu mostrar seus verdadeiros “dotes”… ainda bem que as séries não vivem apenas de seus “pilotos”, rs
Em “Pilot” – S01E01 – Jonathan Ames, nome homônimo do criador da série, que é interpretado por Jason Schwartzman, brilhantemente, diga-se de passagem, é um escritor alcoólatra que após ter escrito seu primeiro livro, não consegue mais ter “inspiração” para escrever outra boa trama, e por esse motivo se transforma em um “fracassado” aos olhos do homem que dentro dele habita.
Fumante incorrigível e fã número um de vinho branco, Jonathan afugenta sua namorada e se declara “perdido”.
Depois que sua amada parte, ele começa ler um romance policial e dele tira uma “estúpida” idéia… ele decide escrever um anúncio nos classificados oferecendo seus “serviços” como “investigador particular”
Como diria um amigo meu “Aonde”??? (fala aí Duduzinho!!!)
Rs… o cara é o típico “nerd tímido e medroso”… como é que ele se mete a ser investigador particular. Sem contar que, “teoricamente” já tem um emprego em uma revista, e seu chefe é “prá lá” de esquisito - chefe este interpretado com maestria pelo ator Ted Danson (“Damages”) - … como é que ele se compromete com uma “nova empreitada” se não consegue nem mesmo cumprir com suas obrigações diárias?
É gente, esse é o Jonathan.
Cara tímido, viciado, medroso e sem noção que, desnorteado, resolve que a melhor saída é se “transformar” em um super herói, daqueles que vemos em livros policias e quadrinhos…
Ah! E por falar em quadrinhos, para “melhorar” a situação do nosso personagem principal, seu melhor amigo, Ray Hueston (Zach Galifianakis), outro lunático talentoso, se torna seu braço direito nas “pseudo investigações”, uma espécie de Sherlock Holmes e o “caro” Watson.
Depois, todos os “mais próximos” de Jonathan começam a entrar na dança, isto é, até seu “chefe” vai ajudar com as “investigações”.
Aliás, acho que é a partir daí que a história de fato entra nos trilhos e começa a entreter.
Lembrei-me até do “Agente 86”…
Que a novata série de comédia tem um humor extremamente inteligente e que foge do estereotipado rótulo de “babaquices” americanas isso é ponto pacífico. De fato o roteiro em momento algum testa a inteligência dos que se propõem a vê-la, pelo contrário, os roteiristas se mostram cuidadosos com cada diálogo e os atores se dedicam ao máximo para que não transmitam a imagem de: “somos babacas”. É perceptível o compromisso respeitoso dos envolvidos na obra para com os seus telespectadores, e isso mostra o quão qualificada é a série, mas essa é apenas uma “obrigação” que deveriam ter todas as produções. Ou seja, “Bored to Death” só cumpre com um dos diversos quesitos do protocolo que muitas outras passam por cima como se não fosse essa uma parte importante do “todo”.
Como disse anteriormente, “Bored to Death” é de produção do canal HBO, o que já nos leva a pensar que “devemos” no mínimo dar uma atenção especial ao episódio inicial.
Haja vista obras anteriormente produzidas e exibidas pelo responsável canal em questão, como “In Treatment”, “Big Love” e “True Blood”.
Certamente correrei atrás dos episódios seguintes para melhor compreender o criador da série. Uma espécie de: “vou assistir mais um “pocadinho” para ver se a trama me convence… para ver se eu me encanto”. Rs
Foi assim com “Two and a half Men” e “The Office”, só depois de eu ter assistido uns quarto ou cinco episódio na sequência, que eu passei a compreendê-las e a admirá-las.
Quem sabe isso também não acontece com a novata “Bored to Death”?
Não foi paixão à primeira vista como aconteceu com “Community”, mas não posso de maneira alguma ignorar o fator “ paixão à segunda, terceira ou quarta vista”, rs, certo?
Aestreia de “Borad to Death” acontece hoje, dia 22 de novembro/09, a partir das 22h, pelo HBO.
Horário: domingo às 22h (HBO)
Horário Alternativo: terça-feira às 21h


